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A JUVENTUDE EM FÚRIA INVADE A SALA P.F.GASTAL!

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De 1º a 9 de outubro a Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro reúne na mostra Juventude em Fúria filmes que exploram diversas facetas da rebeldia e da inquietação juvenil. Platão dizia que “de todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar”, e o cinema foi pródigo em retratar este período da vida marcado pelo inconformismo, pela experimentação, e por arroubos de paixão e violência, onde imperam a transgressão e o desafio as autoridades.

A mostra faz um breve panorama cinematográfico do furor juvenil reunindo obras de diversas épocas, como

Juventude Transviada

Juventude Transviada

Juventude Transviada (1955), de Nicholas Ray e Sementes da Violência (1955), de Richard Brooks, retratos seminais sobre a delinquência e a rebeldia dos jovens nos anos 1950, e obras de culto, como os violentos Laranja

Mecânica (1971), de Stanley Kubrick, Warriors – Os Selvagens da Noite (1979), de Walter Hill, e Quadrophenia (1979), de Franc Roddam, baseado no álbum homônimo da banda de rock inglesa The Who. A irreverência, tendo o rock como força motriz, está presente nos escrachados Cry-Baby (1990), de John Waters, Rock’n’Roll High School (1979), de Allan Arkush e Joe Dante, e na insana comédia apocalíptica Gas! (1970), de Roger Corman. A crueldade e a inocência se chocam em obras como O Senhor das Moscas (1990), de Harry Hook, Terra de Ninguém (1973), de Terrence Malick e na bizarra visão da juventude americana vista em Gummo – Vida Sem Destino (1997), de Harmony Korine. Já o diretor Nagisa Oshima, falecido no início deste ano, apresenta um feroz retrato da juventude japonesa pós-guerra em O Túmulo do Sol (1960).

A mostra Juventude em Fúria tem o apoio da distribuidora MPLC e da locadora E o Vídeo Levou.

MOSTRA JUVENTUDE EM FÚRIA

Juventude Transviada (Rebel Without a Cause / 1955 / 111 minutos), de Nicholas Ray / Recém chegado em uma nova cidade, Jim Stark (James Dean), rapaz rebelde com um passado conturbado, enfrenta problemas de adaptação e entra em conflito com as autoridades e com outros jovens da comunidade. Emblemático filme sobre rebeldia juvenil que influenciou toda uma geração.

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 Sementes da Violência (Blackboard Jungle / 1955 / 101 minutos), de Richard Brooks / Richard Dadier (Glenn Ford), um veterano de guerra, inicia a sua carreira como professor em um bairro pobre de Nova York. No entanto, ele logo descobre que a escola é dominada por delinqüentes que oprimem com violência os professores. Porém Dadier está determinado a trazer a ordem de volta para sua sala de aula. Clássico sobre delinqüência juvenil, e um dos primeiros filmes a incluir o rock’n’roll em sua trilha sonora com “Rock Around the Clock”, de Bill Haley & His Comets.

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 Laranja Mecânica (A Clockwork Orange / 1971 / 136 minutos), de Stanley Kubrick / Num futuro indeterminado o delinquente Alex (Malcolm McDowell) é preso após cometer uma série de crimes, e para amenizar sua pena torna-se voluntário em uma terapia experimental de aversão a violência, desenvolvida pelo governo numa tentativa de extirpar a criminalidade da sociedade. Um dos mais controversos e cultuados filmes dos anos 1970, baseado em um romance de Anthony Burgess. (exibição em blu ray)

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 Terra de Ninguém (Badlands / 1973 / 94 minutos), de Terrence Malick / Nos anos 1950, o solitário e rebelde Kit (Martin Sheen) conhece a sonhadora Holly (Sissy Spacek). A ingênua paixão juvenil toma rumos trágicos quando, para consumar seu amor, Kit decide assassinar o pai de Holly e empreender com ela uma alucinada fuga. Perseguidos pela lei, o casal deixa pelo caminho uma trilha de corpos. Inspirado em um fato real “Terra de Ninguém” é o filme de estreia do aclamado diretor Terrence Malick.

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 Warriors – Os Selvagens da Noite (The Warriors / 1979 / 92 minutos), de Walter Hill / Acusados injustamente de assassinar o líder de uma gangue, os Warriors precisam atravessar uma Nova Iorque distópica e violenta para chegar até o seu território enquanto são caçados por todas as gangues da cidade. Obra prima do diretor Walter Hill, se transformou num filme de culto durante os anos 1980. (Sessão comentada com os críticos de cinema Cristian Verardi e César Almeida).

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 Sessão Maldita Matinê – Os Donos do Amanhã (Class of 1984 / 1982 / 98 minutos), de Mark L. Lester / Professor recém chegado em uma escola dominada por gangues é envolto numa rede de brutalidade e selvageria juvenil. Violenta releitura oitentista de “Sementes da Violência” (1955).

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Projeto Raros – Gás! (Gas! -Or- It Became Necessary to Destroy the World in Order to Save It/ 1970 / 79 minutos), de Roger Corman / Uma arma química criada por militares acidentalmente mata todos os adultos, deixando o planeta sob o domínio dos jovens. Humor, psicodelia, irreverência e rock’n’roll, neste delírio fílmico dirigido pelo Rei dos Filmes B Roger Corman. (Sessão comentada com os críticos de cinema Cristian Verardi e César Almeida).

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Gummo – Vida Sem Destino (Gummo / 1997 / 89 minutos), de Harmony Korine  Numa cidade do interior de Ohio, adolescentes passam o dia usando drogas, vagando sem rumo e cometendo atos de crueldade. Retrato caótico e cruel de um grupo de jovens entregues ao abandono e a alienação.

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O Senhor das Moscas (Lord of The Flies / 1990 / 90 minutos), de Harry Hook / Isolados em uma ilha após um acidente aéreo, uma turma de crianças funda uma sociedade livre dos adultos, após alguns conflitos o grupo se divide revelando aos poucos o que de pior pode reservar a natureza humana. Baseado no romance do escritor inglês William Golding.

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Cry-Baby (1990 / 85 minutos), de John Waters / Wade Walker (Johnny Depp), mais conhecido como Cry-Baby, é o rebelde líder de uma gangue na Baltimore dos anos 1950. Ele se apaixona por Allison, uma jovem da alta sociedade. O romance acaba desencadeando uma guerra entre o seu grupo de delinqüentes e uma turma de playboys caretas. Comédia musical dirigida pelo anárquico John Waters em uma homenagem escrachada aos anos 1950.

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Quadrophenia (1979 / 117 minutos), de Franc Roddam / Londres, 1964. Assim como muitos adolescentes, Jimmy Cooper odeia a vida medíocre, especialmente no que se refere aos seus pais e seu emprego. Apenas quando ele está com seus amigos, Dave, Chalky e Spider, membros da gangue “Mod” – atravessando Londres em sua moto scooter e ouvindo “The Who” e “The High Numbers”, ele se sente livre e aceito. Os “Mods” estão sempre brigando com os “Rockers” para defender seus estilos de vida e identidades. Baseado no álbum homônimo lançado pelo The Who em 1973.

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Vidas Sem Rumo (The Outsiders / 1983 / 91 minutos), de Francis Ford Coppola  / Em um subúrbio da pequena cidade de Tulsa, Ponyboy Curtis (C. Thomas Howell) é o caçula de uma turma, formada ainda por Darrel Curtis (Patrick Swayze) e Sodapop Curtis (Rob Lowe). Os três órfãos tentam sobreviver onde tudo se restringe a “mexicanos pobres” e “ricaços”. A trinca descende de mexicanos, amarga empregos em postos de gasolina e sofre com a perseguição da polícia. Também fazem parte da gangue Dallas Winston (Matt Dillon) e Johnny Cade (Ralph Macchio), ainda um projeto de marginal. Eles tentam vencer e amadurecer enfrentando os ricos, mas nem tudo acontece como eles planejam.

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 Rock’n’ Roll High School (1979 / 93 minutos), de Allan Arkush e Joe Dante / Para combater a opressora direção de uma escola, um grupo de alunos rebeldes pede a inusitada ajuda da banda de punk rock Ramones. Insana e irreverente comédia musical produzida por Roger Corman.

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O Túmulo do Sol (Taiyô no hakaba 1960 / 87 minutos), de Nagisa Ôshima   Num bairro pobre de Tóquio, entre os destroços de uma sociedade, um grupo de jovens delinqüentes precisam lidar com um cotidiano de miséria, marginalidade e desesperança.

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 GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 1° a 9 de outubro

  1° de outubro (terça-feira)

15:00 – Juventude Transviada (111 minutos)

17:00 – Vidas Sem Rumo (91 minutos)

19:00 – Sementes da Violência (101 minutos)

 02 de outubro (quarta-feira)

15:00 – O Senhor das Moscas (90 minutos)

17:00 – Gummo- Vida Sem Destino (89 minutos)

19:00 – Laranja Mecânica (136 minutos)

 03 de outubro (quinta-feira)

15:00 – Cry-Baby (85 minutos)

17:00 – Quadrophenia (117 minutos)

19:00 – O Túmulo do Sol (87 minutos)

04 de outubro (sexta-feira)

15:00 – Sementes da Violência (101 minutos)

17:00 – Terra de Ninguém (94 minutos)

20:00 – Projeto Raros- Gas! (79 minutos) – Sessão comentada.

  05 de outubro (sábado)

15:00 – Rock’n’ Roll High School (93 minutos)

17:00 – Maldita Matinê – Os Donos do Amanhã (98 minutos)

19:00 – Warriors – Os Selvagens da Noite (92 minutos) – Sessão comentada.

 06 de outubro (domingo)

15:00 – Vidas Sem Rumo (91 minutos)

17:00 – Gummo – Vida Sem Destino (89 minutos)

19:00 – Quadrophenia (117 minutos)

 08 de outubro (terça-feira)

15:00 – Warriors – Os Selvagens da Noite (92 minutos)

17:00 – O Senhor das Moscas (90 minutos)

19:00 – Terra de Ninguém (94 minutos)

  09 de outubro (quarta-feira)

15:00 – Cry Baby (85 minutos)

17:00 – Juventude Transviada (111 minutos)

19:00 – Laranja Mecânica (136 minutos)

 

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ACCIRS ELEGE OS MELHORES FILMES DE 2011

Membros da ACCIRS escolheram o melhor longa nacional, estrangeiro e o destaque gaúcho do último ano

“A Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul anunciou no dia 31 de janeiro de 2012 os filmes A Árvore da Vida, de Terrence Malick, e O Palhaço, de Selton Mello, assim como o evento Fantaspoa (o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre) como os favoritos do último ano. Os vinte e oito associados – entre eles jornalistas, pesquisadores e estudiosos – apontaram os melhores de 2011 em três categorias: Filme Estrangeiro, Filme Nacional e Prêmio Luiz César Cozzatti – Destaque Gaúcho.

O norte-americano A Árvore da Vida, de Terrence Malick, começou sua vitoriosa carreira ao ganhar a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes de 2011, e dentre todos os reconhecimentos obtidos estão as três indicações ao Oscar 2012 recebidas nas categorias de Melhor Filme, Direção e Fotografia. Esse foi o longa-metragem estrangeiro mais lembrado pelos membros da ACCIRS, que apontaram também, mas em menor número, outros títulos, como Melancolia, de Lars von Trier, Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami, Um Conto Chinês, de Sebastián Borensztein, A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar, Balada de Amor e Ódio, de Alex de la Iglesia, e Tio Boonmee que Pode Recordar suas Vidas Passadas, de Apichatpong Weerasethakul.

Dentre as produções nacionais, o longa mais lembrado foi O Palhaço, segundo trabalho dirigido por Selton Mello, que também atua como protagonista. Este filme foi premiado no Festival de Paulínia e exibido fora de competição, como convidado de abertura, no Festival de Gramado. Outros títulos apontados pelos integrantes da ACCIRS foram Trabalhar Cansa, de Marcos Dutra e Juliana Rojas, Transeunte, de Eryk Rocha, O Céu Sobre os Ombros, de Sério Borges, Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, As Canções, de Eduardo Coutinho, A Falta que Nos Move, de Christiane Jatahy,Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim, e Walachai, de Rejane Zilles.

Tradicionalmente, a ACCIRS escolhe o filme, profissional, lugar ou evento que mais movimentou, contribuiu, colaborou ou incentivou o desenvolvimento, a fruição e a promoção da cultura cinematográfica no Rio Grande do Sul. Em 2011, os críticos de cinema apontaram para o Prêmio Luiz César Cozzatti – Destaque Gaúcho o Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre – realizado anualmente na capital do estado e sempre contando com participantes de expressão no Brasil e no mundo. Outros destaques citados foram o Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, o CineEsquemaNovo, o Santa Maria Vídeo e Cinema e o longa-metragem A Última Estrada da Praia, de Fabiano de Souza.

Membros da ACCIRS que participaram da escolha dos Melhores de 2011: Adriana Androvandi, Adriano de Oliveira Pinto, André Kleinert, Chico Izidro, Cristian Verardi, Cristiano Aquino, Daniel Feix, Enéas de Souza, Fatimarlei Lunardelli, Flávio Guirland, Ivonete Pinto, Jaqueline Chala, João Pedro Fleck, Marcelo Oliveira da Silva, Marcelo Perrone, Marcos Santuário, Marcus Mello, Misael Elias de Lima, Mônica Kanitz, Ney Gastal, Nicolas Tonsho, Paulo Casa Nova, Paulo Moreira, Robledo Milani, Rodrigo de Oliveira, Roger Lerina, Ticiano Osório e Willian Silveira. ”

Os Melhores de 2011 de acordo com os membros da ACCIRS são:

Melhor Longa EstrangeiroA Árvore da Vida, de Terrence Malick

Melhor Longa BrasileiroO Palhaço, de Selton Mello

Prêmio Luiz César Cozzatti – Destaque GaúchoFantaspoa

    ACCIRS

A Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), foi fundada em março de 2008. É a segunda associação exclusiva de críticos de cinema existente no Brasil. Possui atualmente 36 associados, entre jornalistas, publicitários, psicanalistas, professores e escritores com experiência em jornal, internet, rádio e televisão. Entre outras atividades, concede no início de cada ano o Prêmio Melhores da ACCIRS, que já premiou nomes como David Lynch, José Padilha, Jorge Furtado, Gustavo Spolidoro, Eduardo Coutinho, Matheus Nachtergaele, Michael Haneke e Quentin Tarantino.

SERVIÇO:

Melhores de 2011
ACCIRS – Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul
Porto Alegre – Rio Grande do Sul – Brasil
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Adriano Cescani e Robledo Milani

 

 

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