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O DIA DA CORUJA NO PROJETO RAROS

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Franco Nero e Claudia Cardinale em O Dia da Coruja

Nesta sexta-feira,15 de março, às 20 horas, o primeiro projeto Raros de 2013 presta homenagem ao diretor italiano Damiano Damiani com a exibição de O Dia da Coruja (Il Giorno Della Civetta, 1968). Conhecido pelo grande público principalmente por seus westerns spaghetti, como Uma Bala Para o General (El Chuncho, Quien Sabe?, 1966) e Trinity e Seus Companheiros (Um Gênio, Due Compari, Um Pollo, 1975), Damiani faleceu em Roma, no último dia 07 de março, aos 90 anos. Diretor versátil, realizou  mais de 30 filmes transitando entre diversos gêneros, de dramas intimistas, passando pelas comédias, westerns, pelo horror, e por thrillers policiais onde lançava um olhar apurado sobre as maquinações políticas e as engrenagens que movimentavam a máfia italiana.

O Dia da Coruja, baseado no romance homônimo de Leonardo Sciascia, acompanha a luta de Bellodi (Franco Nero), um jovem oficial de polícia de Milão recém chegado à Sicília, para desvendar a morte de Salvatore Colasbena, um modesto empreiteiro da construção civil. As investigações o colocam em conflito com a máfia siciliana, políticos locais, e o aproximam de Rosa (Claudia Cardinale), a viúva da vítima. Conforme se aproxima da verdade, Bellodi começa a compreender a rede de violência e corrupção que movimenta os interesses políticos da região.

Atenção: O Dia da Coruja será exibido numa cópia em DVD, com legendas em espanhol. A entrada é franca.

O Dia da Coruja (Il Giorno Della Civetta / 1968), de Damiano Damiani. Com: Franco Nero, Claudia Cardinale, Lee. J. Cob

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PROJETO RAROS

SALA P. F. GASTAL – USINA DO GASÔMETRO

SEXTA-FEIRA, DIA 15 DE MARÇO, 20H

ENTRADA FRANCA

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Arquivado em Divulgação, Thriller

MEMÓRIA FOTOGRAMA: FILME DEMÊNCIA

Exibição de Filme Demência na Sala PF Gastal em homenagem a Carlos Reichenbach 29/06/20012

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Arquivado em Cinema brasileiro, Cinema Nacional Porra!, Diretores, Drama

SALA P. F. GASTAL REALIZA MOSTRA COM FILMES CENSURADOS.

Terra em Transe, de Glauber Rocha

A fim de estimular o debate e marcar posição contra o recente e absurdo episódio envolvendo a proibição do filme A Serbian Film no Rio de Janeiro, a Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) realiza uma pequena mostra reunindo seis célebres títulos que enfrentaram problemas com a censura e tiveram dificuldades de chegar ao público. Entre as atrações programadas, clássicos como Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, e Terra em Transe, de Glauber Rocha. A programação tem o apoio da MPLC Distribuidora e da Programadora Brasil. Na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal segue apresentando a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.

PROGRAMAÇÃO:

Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos. Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.

Terra em Transe, de Glauber Rocha. Brasil, 1964. Uma poética e libertária visão sobre o transe político pelo qual passavam os países da América Latina na década de 1960. Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber Rocha e um dos precursores do Cinema Novo e do movimento tropicalista, Terra em Transe tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 1967. Lançado no ano do golpe militar no Brasil, o filme enfrentou inúmeros problemas com a censura e levou seu diretor ao exílio. Exibição em DVD.

Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos. Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema anti-militarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.

Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (Brasil, 1975, 90 minutos) Misto de documentário e ficção sobre uma jovem índia (Edna de Cássia) que cruza a Amazônia na companhia de um motorista de caminhão (Paulo César Pereio). Em contraste com a propaganda oficial da ditadura e o ufanismo nacionalista da época, o filme de Jorge Bondazky e Orlando Senna usa o cinema para denunciar o desmatamento, as queimadas, o trabalho escravo, a prostituição infantil e outras mazelas do Brasil que as autoridades preferiam encobrir. Proibido durante seis anos no país, o filme só começou a circular em 1981, quando foi o grande vencedor do Festival de Brasília. Exibição em DVD.

Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos) Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.

Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos) Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 2 a 7 de agosto de 2011

  Terça-feira (2 de agosto)

15:00 – Glória Feita de Sangue

17:00 – La Matinée

19:00 – Último Tango em Paris

Quarta-feira (3 de agosto)

15:00 – Queimada!

17:00 – La Matinée

19:00 – Iracema, uma Transa Amazônica

Quinta-feira (4 de agosto)

15:00 – Terra em Transe

17:00 – La Matinée

19:00 – Emmanuelle

Sexta-feira (5 de agosto)

15:00 – Iracema, uma Transa Amazônica

17:00 – La Matinée

19:00 – Queimada!

Sábado (6 de agosto)

15:00 – Glória Feita de Sangue

17:00 – La Matinée

19:00 – Último Tango em Paris

Domingo (7 de agosto)

15:00 – Queimada!

17:00 – La Matinée

18:30 – Manhã Cinzenta, de Olney São Paulo (aguarde divulgação) – Dia do Documentário.

19:00 – Emmanuelle

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Arquivado em Divulgação, Mostras

OS MONSTROS INVADEM A SALA P.F. GASTAL!

Frankenstein (1931). Direção: James Whale

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3° andar) exibe a partir de terça-feira, 24 de maio, uma pequena mostra em homenagem a três clássicos monstros do cinema, que em 2011 completam 80 anos de existência: o vampiro da Transilvânia imortalizado por Bela Lugosi em Drácula, a criatura imaginada pela escritora Mary Shelley e vivida pela primeira vez no cinema por Boris Karloff em Frankenstein, e o assassino de crianças saído da mente do cineasta alemão Fritz Lang em M, o Vampiro de Düsseldorf. Três obras-primas do cinema, todas lançadas em 1931, e que desde a sua estreia se transformaram em autênticos ícones da cultura cinematográfica.

PROGRAMAÇÃO

 Drácula, de Tod Browning (EUA, 1931, 75 minutos)

Apesar de existirem numerosas adaptações cinematográficas do célebre romance de Bram Stoker, nenhuma se mantém mais duradoura do que esta versão original de 1931. Erguendo-se ameaçadoramente entre as sombras dos Montes Cárpatos, na Transilvânia, o castelo do Conde Drácula apavora os habitantes da vila. Certo dia, ao receber em seu castelo a visita de um jovem advogado, Drácula irá se apaixonar ao ver um retrato de sua noiva, saindo de seus domínios em busca da desafortunada jovem. O ator húngaro Bela Lugosi, estrelando como Conde Drácula, se tornou o mais popular vampiro das telas. Especialista em terror, o diretor Tod Browning dirigiu outras obras marcantes do gênero, como Freaks (1932). Exibição em DVD.

 Frankenstein, de James Whale (EUA, 1931, 70 minutos)

Boris Karloff estrela como o mais memorável monstro do cinema, neste que é considerado por muitos um dos maiores filmes de terror de todos os tempos. Dr. Frankenstein (Colin Clive) desafia os limites entre a vida e a morte ao criar um monstro (Boris Karloff) usando parte de corpos sem vida. A adaptação do diretor James Whale do romance homônimo de Mary Shelley e a marcante atuação de Karloff como a criatura em busca de identidade, fizeram de Frankenstein uma obra-prima do cinema. Exibição em DVD.

 

M, o Vampiro de Düsseldorf (M), de Fritz Lang (Alemanha, 1931, 111 minutos)

No final da década de 20, um assassino de crianças aterroriza uma cidade alemã. A polícia sai à procura do infanticida, deixando as ruas repletas de guardas, ameaçando as atividades criminosas do submundo do crime. A bandidagem organiza-se e captura o assustado assassino, levando-o para um julgamento onde decidirão se o entrega a justiça ou o condena à morte. Primeiro filme sonoro de Fritz Lang e para muitos a sua obra máxima. O grande cineasta alemão encontrou no ator Peter Lorre a expressão perfeita para refletir realisticamente o medo, a demência e a languidez do assassino Hans Beckert. Exibição em DVD.

 

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 24 a 29 de maio de 2011

 Terça-feira (24 de maio)

15:00 – Frankenstein

17:00 – Drácula

19:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

 Quarta-feira (25 de maio)

15:00 – Drácula

17:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

19:00 – Frankenstein

 Quinta-feira (26 de maio)

15:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

17:00 – Frankenstein

19:00 – Drácula

 Sexta-feira (27 de maio)

17:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

 Sábado (28 de maio)

17:00 – Frankenstein

Domingo (29 de maio)

15:00 – Drácula

17:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf


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Arquivado em Clássico, Horror, Mostras, Suspense

A SALA P.F. GASTAL CELEBRA OS 50 ANOS DE PSICOSE

“Ver um assassinato na televisão pode ajudar as pessoas a se livrarem gradualmente de seus conflitos. E se você não tem nenhum conflito, os comerciais te darão alguns.” (Alfred Hitchcock)

  A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) coloca em cartaz a partir do dia 7 de setembro, terça-feira, no horário das 17h, o clássico Psicose (Psycho), de Alfred Hitchcock, que está comemorando seu 50º aniversário de lançamento em 2010 (em Porto Alegre, Psicose estreou no dia 25 de agosto de 1960, dois meses após sua première nos Estados Unidos, em 16 de junho).
         Tido como um dos mais influentes filmes da história do cinema, Psicose marca o ápice da carreira de Alfred Hitchcock. Além de ser encarado como uma obra-prima repleta de sequências antológicas (sendo a principal delas o assassinato no chuveiro), Psicose foi o maior sucesso de bilheteria do mestre do suspense. Estrelado por Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles e John Gavin, o filme acompanha o trágico destino da heroína Marion Crane (Leigh) num quarto do Bates Motel, administrado pelo tímido Norman Bates (Perkins) e sua misteriosa e autoritária mãe. Um filme onde cada elemento funciona à perfeição, da fotografia em preto e branco de John L. Russell aos créditos de abertura de Saul Bass, tudo embalado pela trilha sonora eletrizante de Bernard Herrmann. Em 1998, Psicose seria refilmado quadro a quadro pelo cineasta Gus Van Sant, e o resultado seria uma irregular releitura desse filme mítico, que agora, por ocasião de seu cinquentenário, poderá ser (re)descoberto pelos cinéfilos na tela grande.

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Arquivado em Clássico, Mostras, Suspense