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HOMENAGEM A CARLOS REICHENBACH NO PROJETO RAROS!

Ênio Gonçalves e Reichenbach durante a realização de Filme Demência (1986)

Na próxima sexta-feira (29 de junho), as 20h30, na Sala de Cinema P.F. Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro), em homenagem ao grande diretor Carlos Reichenbach, o Projeto Raros exibirá “Filme Demência” (1986). Considerado pelo próprio Reichenbach como o seu trabalho predileto, a trama, escrita em conjunto com o crítico de cinema Inácio Araújo, acompanha a trajetória de Fausto, um indústrial a beira da falência que num momento de crise rompe seus  laços familiares e munido de uma arma mergulha na noite de São Paulo em busca de um paraíso imaginário. A sessão será comentada pelo jornalista Carlos Thomaz Albornoz e pelo professor de cinema Milton do Prado. Entrada Franca.

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Arquivado em Cinema brasileiro, Cinema Nacional Porra!, Diretores, Divulgação

PROJETO RAROS APRESENTA “A MOÇA COM A PISTOLA”!

Monica Vitti em A Moça com a Pistola

Nesta sexta-feira, às 20h na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, o Projeto Raros retorna homenageando um dos grandes ícones da comédia italiana, Mario Monicelli, com a exibição de “A Moça com a Pistola” (La Ragazza Con La Pistola / 1968).

Durante os anos sessenta, Assunta (Monica Vitti) é uma típica habitante de um vilarejo siciliano onde imperam rígidas e arcaicas tradições familiares. Após ser raptada, seduzida e abandonada por Vincenzo (Carlo Giuffrè), Assunta é obrigada pela família a lavar sua honra com sangue. Munida com uma velha pistola ela empreenderá uma incansável perseguição ao amante fugitivo; sua busca a levará até a Inglaterra, em plena efervescência da Swinging London. Os conflitos culturais entre a modernidade de uma metrópole inglesa e um vilarejo da Sicília colocam Assunta em situações cômicas e inusitadas, que afetarão sua visão de mundo, assim como sua relação com os homens que cruzam seu caminho. Monica Vitti brilha intensamente no papel da histérica, atrapalhada e obstinada moça em busca de vingança. Como bem observou o crítico francês Luc Moullet, “a musa de Antonioni, nunca esteve mais à vontade que sob a direção de Monicelli”.

Após anos de luta contra um câncer, Mario Monicelli cometeu suicídio em novembro de 2010, aos 95 anos de idade, saltando da janela de um hospital em Roma. Deixou como legado obras que marcaram época e definiram um estilo peculiar que influenciou as comédias italianas, um humor cruel, estridente e repleto de melancolia, que pode ser visto em filmes como Os Eternos Desconhecidos (1958), O Incrível Exército de Brancaleone (1966), e Meus Caros Amigos (1975). 

A Moça com a Pistola (La Ragazza Com La Pistola/ Itália / 1968), de Mário Monicelli. Com: Monica Vitti, Carlo Giuffrè, Stanley Baker. PROJETO RAROS, SALA P.F.GASTAL,  SEXTA DIA 27, 20H, ENTRADA FRANCA.

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Arquivado em Comédia, Divulgação, Humor, humor negro

PROJETO RAROS APRESENTA FILME INSPIRADO NA OBRA DE CHARLES BUKOWSKI

 

O projeto Raros da Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro, 3º andar) exibe nesta sexta-feira, 04 de novembro, às 20 horas,  o filme belga Crazy Love, baseado na obra do escritor maldito Charles Bukowski. Realizado em 1987, Crazy Love é o primeiro longa do diretor belga Dominique Deruddere, mais conhecido do grande público por sua indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro em 2001 por Fama Para Todos. Inspirado em diversos contos de Bukowski, sendo mais evidente a transposição de A Sereia que Copulava em Veneza, Califórnia, do livro Crônica de Um Amor Louco, a trama acompanha três momentos distintos na vida do trágico e patético personagem Harry Voss, e sua incessante busca por amor e aceitação, passando por sua adolescência conturbada, até focar o retrato cruel de um homem amargo e solitário. Crazy Love é considerada uma das mais fiéis adaptações do universo de desesperança e degradação concebido por Bukowski.
  ENTRADA FRANCA

Crazy Love, de Dominique Deruddere (Bélgica, 1987). Duração: 90 minutos.

“Projeto Raros: Filmes que você sempre quis ver ou nem imaginava que existiam”.

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PROJETO RAROS APRESENTA “A CAÇA”, DE CARLOS SAURA.

A Caça (La Caza, 1966)

Projeto Raros, sexta-feira, 12 de agosto, as 20 horas  na Sala P.F. Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro).  Entrada franca.

A Caça (La Caza), de Carlos Saura. Espanha, 1966, 91 minutos. Um grupo de amigos sai para uma caçada em região que foi cenário de sangrentos conflitos durante a Guerra Civil Espanhola. Uma poderosa alegoria de Saura sobre o regime ditatorial do General Francisco Franco, nunca lançada nos cinemas brasileiros. Única exibição no projeto Raros. Exibição em DVD.  (legendas em espanhol)

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SESSÃO “A VINGANÇA DOS FILMES B!”

Estranha

Sobrevivendo às margens do cinema mainstream, as produções independentes de baixo orçamento, além das óbvias dificuldades financeiras de realização, sempre lutaram contra um sistema de distribuição dominado por monopólios, e por vezes com a incompreensão de um público acostumado a uma estética cinematográfica culturalmente imposta pelos grandes estúdios. Durante anos a falta de um mercado exibidor adequado ocasionou o isolamento destas produções em guetos cinéfilos, o que invés de enfraquecer, auxiliou a reforçar o seu caráter de independência, fomentando uma espécie de cinema orgânico, criativo e livre de amarras impostas pelos padrões mercadológicos, possibilitando tanto a experimentação anárquica como a reprodução antropofágica de conceitos tradicionais do cinema de gênero. Na última década a ascensão das mídias digitais possibilitou o acesso facilitado aos meios de produção e exibição, dando maior visibilidade a obras que até poucos anos atrás estariam restritas a um pequeno grupo de cinéfilos.

Esta breve mostra intenciona levar para a tela da Sala P.F. Gastal um grupo de realizadores que ainda luta bravamente por seu espaço no mercado exibidor, ou simplesmente busca encontrar o seu público. Apesar dos diferentes formatos de linguagem, proposta e produção, as obras selecionadas têm em comum, além do baixo (ou zero) orçamento, o diálogo franco e apaixonado com o cinema de gênero, seja investindo no thriller policial ou no horror, ou anarquizando com a tradição dos westerns e dos musicais, ou até mesmo captando uma simples conversa entre dois cinéfilos embriagados. A exibição na tela de um cinema é uma pequena vingança dos filmes B contra um sistema atrelado aos vícios mercadológicos e estéticos da indústria cultural, ou como diria Petter Baiestorf “um grito de guerra dos que nada tem e tudo fazem, contra os que tudo tem e nada fazem”.

(Cristian Verardi- Curadoria)

Sala P.F. Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro), sábado, 02 de julho, 17h. Após a sessão debate com os realizadores, Petter Baiestorf, Felipe Guerra, Joel Caetano, Filipe Ferreira e Gustavo Insekto. O debate será moderado pela Profa. Dra. Laura Cánepa (UAM).  ENTRADA FRANCA.

A VINGANÇA DOS FILME B!

Exorcistas, de Luis Gustavo “Insekto” Vargas (RS, Brasil, 2011, 7 minutos). Com Doutor Insekto e Paulo “Blob” Teixeira.

Dois amigos em uma noite de tédio, bebem, fumam, e elaboram teorias sobre o filme “O Exorcista”, de William Friedkin.

Exorcistas

Extrema Unção, de Felipe Guerra (RS, Brasil, 2010, 19 minutos). Com Rodrigo M. Guerra, Oldina Cerutti do Monte, Leandro Facchini.

Um incauto rapaz se muda para uma casa supostamente assombrada pelo fantasma de uma velha fanática religiosa. (Menção Honrosa “Melhor Susto de Velhinha Fantasma”, no Cinefantasy 2010).

Extrema Unção

Estranha, de Joel Caetano (SP, Brasil, 2011, 12 minutos). Com Mariana Zani, Kika Oliveira, Roberta Rodrigues, Tiago F. Galvão, Walderrama dos Santos.

 Duas mulheres em uma estranha e sensual trama de amor, vingança, violência e psicodelia! (Novo trabalho do paulista Joel Caetano, do premiadíssimo curta-metragem “Gato”)

Estranha

Ninguém Deve Morrer, de Petter Baiestorf (SC, Brasil, 2009, 30 minutos). Com Gurcius Gewdner, Lane ABC, Daniel Villa Verde, Jorge Timm, Ljana Carrion, Coffin Souza, Insekto.

Um western musical. Eles cantam, dançam e as vezes matam também! O pistoleiro Ninguém decide largar tudo o que sempre considerou importante: a mulher amada, o grupo de amigos cineastas-assassinos-de- aluguel, e o boi de estimação. No entanto, antes de se redimir precisará enfrentar a fúria de seus antigos comparsas. Mais uma insanidade cinemática de Petter Baiestorf, um dos maiores mitos do underground brasileiro. (Melhor direção no I Guaru Fantástico)

Ninguém Deve Morrer

Os Batedores, de Filipe Ferreira (RS, Brasil, 2008, 20 minutos). Com Marco Soriano Jr., João França, Jack Gerchmann, Artur José Pinto, Jefferson Rachewsky.

Raul, um habilidoso batedor de carteiras é surpreendido pelo retorno à ativa de Amadeu Deodato, um figurão que domina o submundo da cidade e com o qual o tem uma grande dívida. Em sua trajetória na busca de dinheiro para saldar a dívida, Raul se depara com outros marginais, como Odilon, seu antigo mentor, Marcião, um perigoso travesti agiota, e Tosco, um brutamonte psicótico. (Melhor direção no I Festival de Cinema de Ribeirão Pires)

Os Batedores

 

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PROJETO RAROS COMEMORA CENTENÁRIO DO ATOR VINCENT PRICE!


A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) realiza na sexta-feira, dia 27 de maio, às 20:15, uma sessão especial para comemorar o centenário do ator Vincent Price (1911-1993). Ator-fetiche para os fãs de cinema de horror, Price nasceu há exatos 100 anos, no dia 27 de maio de 1911, no estado de Missouri, nos Estados Unidos. Para celebrar a ocasião, o Raros exibe uma das obras mais emblemáticas da longa carreira de Price (que atuou em mais de 100 filmes): o clássico O Abominável Dr. Phibes (1971), de Robert Fuest.

 Em O Abominável Dr. Phibes Price interpreta o papel-título, um cirurgião respeitado e de comportamento bizarro que, depois de perder sua esposa durante uma cirurgia, prometeu vingança aos médicos que a operaram. Um a um, ele vai exterminando a todos, usando o Velho Testamento como referência para os assassinatos. Graças à direção estilizada de Robert Fuest e ao visual rebuscado (fruto do original trabalho de direção de arte de Bernard Reeves e dos figurinos de Elsa Fennell), O Abominável Dr. Phibes foi muito bem recebido e desde então se transformou em objeto de culto, não apenas pelos fãs do gênero, mas pelos cinéfilos em geral. O sucesso do filme foi tão grande que gerou uma sequência, A Câmera de Horrores do Dr. Phibes, lançada em 1972.

O Abominável Dr. Phibes será exibido numa cópia em DVD, com legendas em português. A entrada é franca.

O Abominável Dr. Phibes (The Abominable Dr. Phibes), de Robert Fuest. Inglaterra/EUA, 1971, 94 minutos. Com Vincent Price, Joseph Cotten, Virginia North e Terry-Thomas.

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SALA P.F. GASTAL ENGRENANDO 2011

A Hora Final (On the Beach / 1959)

Após a ressaca carnavalesca e a inerente preguiça de um verão infernal, além das habituais dificuldades orçamentárias , burocráticas e logísticas, enfim estaremos engrenando nossa programação em 2011.  A recente tragédia japonesa nos

A Síndrome da China (The China Syndrome / 1979)

alertou mais uma vez para um risco que parecia controlado, a ameaça nuclear. A partir de terça-feira  (dia 22) até quinta-feira (dia 24) exibiremos dois dos melhores filmes já realizados a respeito de uma catástrofe nuclear, A Síndrome da China (The China Syndrome / 1979),  de James Bridges, e A Hora Final (On the Beach / 1959), de Stanley Kramer. Na sexta-feira (dia 25), o já tradicional Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, terá início com uma mostra dedicada aos cineastas Michael Powell e Emeric Pressburger, onde os cinéfilos de plantão poderão conferir em película obras como Narciso Negro (Black Narcissus / 1947), Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes / 1948) e O Espião de Preto (The Spy in Black / 1939). Abaixo a programação completa, e para os que ainda não sabem, a Sala P.F. Gastal fica no 3° andar da Usina do Gasômetro, Av. Pres. João Goulart, 551. Fones: 3289 8135 / 3289 8137.

 

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 22 a 27 de março de 2011

22 de março (terça-feira)

A Hora Final (On the Beach / 1959)

16:00 – A Hora Final (134 min / exibição em DVD)

19:00 – A Síndrome da China (121 min / exibição em DVD)

 

23 de março (quarta-feira)

16:00 – A Síndrome da China (121 min / exibição em DVD)

19:00 – A Hora Final (134 min / exibição em DVD)

 

24 de março (quinta-feira)

16:00 – A Hora Final (134 min / exibição em DVD)

19:00 – A Síndrome da China (121 min / exibição em DVD)

 

25 de março (sexta-feira)

Mostra The Archers – O Cinema de Michael Powell e Emeric Pressburger

15:00 – O Espião de Preto (exibição em 35mm)

17:00 – Eles Vão Dar o que Falar (exibição em 35mm)

19:00 – Os Sapatinhos Vermelhos (exibição em 35mm)

 

26 de março (sábado)

Michael Powell e Emeric Pressburger

Mostra The Archers – O Cinema de Michael Powell e Emeric Pressburger

15:00 – Eles Vão Dar o que Falar (exibição em 35mm)

17:00 – Narciso Negro (exibição em 35mm)

19:00 – O Espião de Preto (exibição em 35mm)

 

27 de março (domingo)

Mostra The Archers – O Cinema de Michael Powell e Emeric Pressburger

15:00 – Narciso Negro (exibição em 35mm)

17:00 – Os Sapatinhos Vermelhos (exibição em 35mm)

 

 

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