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PROJETO RAROS EXIBE O PLANETA DOS VAMPIROS EM HOMENAGEM A NORMA BENGELL

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Nesta sexta-feira, dia 18, às 20h, o Projeto Raros homenageia Norma Bengell e exibe O Planeta dos Vampiros, ficção-científica do mestre Mario Bava, uma das produções italianas das quais a atriz participou em meados da década de 1960. No filme, um grupo de astronautas começa a perder a razão durante uma investigação num planeta hostil, em trama que influenciou o roteiro de Alien, o 8º Passageiro, de Ridley Scott. Depois da sessão, haverá um debate com o crítico Carlos Thomaz Albornoz. O filme será exibido em DVD, com legendas em espanhol. A entrada é franca.
Após a repercussão internacional de O Pagador de Promessas, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1962 e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano seguinte, Norma Bengell iniciou sua aventura italiana protagonizando Mafioso (1962), do influente realizador Alberto Lattuada. Ao longo da década, participou de outras produções importantes do país como La Costanza della Ragione (1964), de Pasquale Festa Campanile, contracenando com a jovem Catherine Deneuve, e o western spaghetti Os Cruéis (1967), de Sergio Corbucci.Imagem
A ação de O Planeta dos Vampiros acontece num futuro próximo, quando as espaçonaves Argos e Galliot são enviadas ao espaço para investigar o misterioso planeta Aura. Assim que a Galliot pousa no planeta, seus tripulantes tornam-se violentos uns aos outros devido a uma estranha energia liberada pelo planeta, com uma diabólica forma de vida alienígena invadindo suas mentes e lutando para se apossar de seus corpos. Destaque na filmografia inicial de Bava, com um trabalho visual impressionante e cores quase psicodélicas, o filme marca uma das raras incursões de Norma Bengell na ficção-científica. Dentro do gênero, a atriz ainda participaria de Os Sóis da Ilha de Páscoa (1972), do cineasta francês Pierre Kast, nome pouco conhecido da Nouvelle Vague, e da produção brasileira Abrigo Nuclear (1981), de Roberto Pires.

O Planeta dos Vampiros (Terrore nello spazio)
Dirigido por Mario Bava
(Itália, 1965, 87 minutos)
Elenco: Norma Bengell, Barry Sullivan, Angel Aranda e Evi Marandi.
O filme será exibido em DVD, com legendas em espanhol

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Arquivado em Homenagem, Horror, Sci-fi

GÁS! DE ROGER CORMAN NO PROJETO RAROS!

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Uma nova arma química é testada pelo exército provocando um efeito inesperado, o gás letal se espalha pela atmosfera do planeta matando qualquer ser humano com a idade acima de 25 anos. Assim o mundo inesperadamente fica sob total controle dos jovens. Repleta de psicodelia, humor nonsense e rock’n’roll, esta comédia apocalíptica dirigida pelo lendário Rei dos Filmes B,  Roger Corman, é o próximo filme que o Projeto Raros apresenta na Sala P. F. Gastal, sexta-feira, 04 de outubro, às 20 horas.

Realizado durante a efervescência do movimento flower power, Gás! da continuidade a uma série de filmes anárquicos envolvendo a contracultura americana que começaram a ser produzidos após o sucesso de Sem Destino (Easy Rider, 1969), de Dennis Hopper. Descontente com os cortes impostos pelos produtores e pela péssima recepção nas gas_01bilheterias, Gás! foi a última parceria de Roger Corman com a produtora AIP, com quem havia realizado dezenas de filmes. Corman dirigiria apenas mais um filme nos anos setenta, O Barão Vermelho (Von Richthoffen and Brown, 1971), voltando à direção apenas em 1990 com Frankenstein – O Monstro das Trevas (Frankenstein Unbound). Nesse período longe da direção Corman seguiu com a carreira de produtor que o tornara lendário, realizando entre 1954 até agora mais de 300 filmes.

Uma curiosidade de Gás! é a presença da então desconhecida atriz Tally Coppola, que a partir de O Poderoso Chefão (1972), dirigido pelo seu irmão Francis Ford Coppola, passaria a ser conhecida como Talia Shire.

A sessão será comentada por mim e pelo crítico Cesar Almeida, organizador do livro Cemitério Perdido dos Filmes B – Exploitation.

Gás! (Gas! -Or- It Became Necessary to Destroy the World in Order to Save It / EUA /1970), de Roger Corman. Entrada Franca.

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EXPLOITATION DOUBLE FEATURE: PROJETO RAROS ESPECIAL CEMITÉRIO MALDITO DOS FILMES B & FESTA BATÔ.

Nesta sexta-feira (07 de junho), 20h, a Sala P.F. Gastal será incendiada pelo erotismo anárquico de Russ Meyer, e pelo lançamento do livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation. Após a sessão os maníacos de plantão estão convidados a exercitarem suas psicoses e suas melhores perversões na festa BATÔ: 
“A festa barco atraca no Clube Silêncio. A Batô, a nave cabaret retrô intinerante, chega com sua mistura de música, cinema e magia. Nas montagens cinepsicodélicas de Lufe Bolini, na eletro cumbia’n roll de Rafa Rodrigues, Rafa Ferretti e Marcos Kligman, e na musa batô da vez: Mary O, que com seus Pink Flamingos promete destilar o melhor da surf music from hell, que faria Tarantino corar as bochechas.
A festa encontra no Clube Silêncio o clima perfeito entre cinema e o burlesco, e promete colocar toda sua tripulação à bailar no melhor clima “inferninho underground”!

Quem comparecer a sessão do Projeto Raros entrará automaticamente na lista amiga desta festa ideal para cultivar sua demência!
http://www.facebook.com/events/466205106797792/?fref=ts

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PROJETO RAROS ESPECIAL CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B: EXPLOITATION- UP! O EROTISMO ANÁRQUICO DE RUSS MEYER

Sexta-feira (7 de junho) às 20h, o Projeto Raros da Sala P.F.Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro) faz o lançamento do livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation, seguido da exibição de UP!, de Russ Meyer. Após a sessão debate comigo e com os parceiros do crime, os também autores Cesar Almeida, Carlos Thomaz Albornoz e Marco A. Freitas . Entrada Franca. (Censura 18 anos).

UP!

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Existe algo de anárquico na obra de Russ Meyer que eleva seu cinema além do erotismo fácil da exploração gratuíta dos corpos. Na epiderme de seu trabalho corre um humor libertário, impregnado de violência, um deboche acurado que desestabiliza costumes e regras morais através de uma narrativa caótica que por vezes beira o nonsense. A profusão de corpos nus, de mulheres opulentas e homens priaprícos, serve como arma para desnudar desejos e perversões de uma sociedade castradora e hipócrita. A América de Russ Meyer clama secretamente por um gozo alucinante. “Nada é obsceno desde que seja feito com mau gosto”, costumava dizer um provocatico Meyer.

Um dos últimos trabalhos de sua carreira como diretor, Up! é uma obra crepuscular que somatiza características peculiares ao estilo de Meyer; para ele o sexo era um elemento superlativo. Mulheres de seios monumentais, homens brutos e apalermados ostentando ereções monstruosas, êxtase sexual constante, violência gráfica de tons cartunescos, up02tudo isso costurado por uma narrativa amalucada em prol da provocação e do deboche das convenções sociais e dos tabus sexuais.O olhar apurado de Meyer, que foi um notório fotógrafo da revista Playboy durante os anos 1950, capta planos inusitados, sempre valorizando os fartos seios de suas atrizes,  enquanto realiza com furor sequências de humor, violência e erotismo. Kitten Natividad, uma de suas atrizes fetiche, funciona como um coro grego para narrar a estranha trama whodunit que se desenrola em meio a maratona sexual promovida pelas personagens de Up!. Quem matou Adolf  Schwartz? Um Hitler genérico adepto de práticas masoquistas que é castrado por um peixe colocado criminosamente em sua banheira. Esse enigma pouco interessa às personagens, que preferem se dedicar a incessantes e divertidas aventuras sexuais invés de se preocupar com o assassinato. Enquanto Paul (Robert McLane) e Sweet Lil Alice (Janet Wood) gozam bucolicamente em meio aos campos, Margo Winchester (Raven De La Croix), a garçonete local, enlouquece os homens transformando-os em verdadeiros predadores sexuais, e o xerife Homer Johnson (Monty Bane), despreocupado com o crime, prega a lei a sua maneira, utilizando mais seu pênis do que sua arma.

A cena de abertura com Adolf  Schwartz sendo alegremente sodomizado por um membro descomunal e submetido a sessões de sadomasoquismo, é uma verdadeira zoação de ImagemRuss Meyer (ex-combatente e fotógrafo da 2° Guerra Mundial), não apenas com a figura histórica de Hitler, mas com todas as autoridades morais que impestam nossa sociedade pregando de forma ditatorial éticas sexuais hipocritamente castradoras. A sequência histérica, onde um lenhador brutamontes de apetite sexual descontrolado tenta violentar Margo Winchester, culminando num hilário banho de sangue após uma luta envolvendo  machados e uma motoserra, é um exemplo da insanidade narrativa de Meyer, que mescla habilmente os gêneros, indo prontamente do erotismo ao mais puro grand guignol.

Carl Jung disse que “o cinema torna possível experimentar sem perigo, toda a excitação, paixão e desejo que deve ser reprimida numa humanitária ordem de vida”, e o erotismo libertário e provocador  proposto pelo cinema de Meyer tende a corroborar essa afirmação, tendo o sexo e o humor como as mais poderosas armas de subversão.

(texto originalmente publicado no livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation)

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Arquivado em Comédia, Divulgação, Erótico, exploitation, humor negro

O DIA DA CORUJA NO PROJETO RAROS

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Franco Nero e Claudia Cardinale em O Dia da Coruja

Nesta sexta-feira,15 de março, às 20 horas, o primeiro projeto Raros de 2013 presta homenagem ao diretor italiano Damiano Damiani com a exibição de O Dia da Coruja (Il Giorno Della Civetta, 1968). Conhecido pelo grande público principalmente por seus westerns spaghetti, como Uma Bala Para o General (El Chuncho, Quien Sabe?, 1966) e Trinity e Seus Companheiros (Um Gênio, Due Compari, Um Pollo, 1975), Damiani faleceu em Roma, no último dia 07 de março, aos 90 anos. Diretor versátil, realizou  mais de 30 filmes transitando entre diversos gêneros, de dramas intimistas, passando pelas comédias, westerns, pelo horror, e por thrillers policiais onde lançava um olhar apurado sobre as maquinações políticas e as engrenagens que movimentavam a máfia italiana.

O Dia da Coruja, baseado no romance homônimo de Leonardo Sciascia, acompanha a luta de Bellodi (Franco Nero), um jovem oficial de polícia de Milão recém chegado à Sicília, para desvendar a morte de Salvatore Colasbena, um modesto empreiteiro da construção civil. As investigações o colocam em conflito com a máfia siciliana, políticos locais, e o aproximam de Rosa (Claudia Cardinale), a viúva da vítima. Conforme se aproxima da verdade, Bellodi começa a compreender a rede de violência e corrupção que movimenta os interesses políticos da região.

Atenção: O Dia da Coruja será exibido numa cópia em DVD, com legendas em espanhol. A entrada é franca.

O Dia da Coruja (Il Giorno Della Civetta / 1968), de Damiano Damiani. Com: Franco Nero, Claudia Cardinale, Lee. J. Cob

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PROJETO RAROS

SALA P. F. GASTAL – USINA DO GASÔMETRO

SEXTA-FEIRA, DIA 15 DE MARÇO, 20H

ENTRADA FRANCA

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PROJETO RAROS APRESENTA SCHOOL OF THE HOLY BEAST!

School of The Holy Beast (Seiju Gakuen, 1974)

Esquentando os motores para a mostra A Vingança dos Filmes B-Parte 2, o Projeto Raros da Sala P.F. Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro), apresenta no dia 16 de novembro, às 20 horas, o famigerado nunsploitation japonês School of The Holy Beast (Seijû Gakuen), 1974). Entrada franca.

Obstinada em desvendar sua origem e solucionar o assassinato de sua verdadeira genitora, Maya (Yumi Takigawa), uma garota indômita e sexualmente liberada, assume uma falsa identidade para se infiltrar no convento onde sua mãe se tornara freira. Invés de serena e pacífica a vida no claustro se revela uma sucessão de privações e castigos sádicos, num ambiente opressor onde impera uma constante tensão sexual. Aos poucos segredos bizarros sobre a irmandade são descobertos, colocando Maya em conflito com a madre superiora (Ryouko Ima) e com o cruel Padre Kakinuma (Fumio Watanabe), desencadeando uma irreversível onda de loucura e morte.

O amálgama vísceral entre o profano e o sagrado tornam o nunsploitation um subgênero maldito por natureza. Apesar de sua popularização durante os anos 1970 por conseqüência da polêmica causada por filmes como As Possuídas (The Devils, 1971), de Ken Russell, obras envolvendo freiras em constante conflito entre o corpo e o espírito, extravasando a sexualidade reprimida entre os muros dos conventos através de atos de devassidão e crueldade, não eram nenhuma novidade, pois o tema despontava no cinema, mesmo que timidamente, desde os seus primórdios. Filmes como Häxan, A Feitiçaria Através dos Tempos (Häxan, 1922), de Benjamin Christensen, e até mesmo o reverenciado Narciso Negro (Black Narcissus, 1947), de Michael Powell, foram algumas das sementes deste subgênero, que trataria o tema com tons mais perversos, trocando a sutileza pela exploração sensacionalista do tabu envolvendo sexo, violência e religiosidade.

 School of The Holy Beast, como é conhecido internacionalmente Seijû gakuen, é um dos mais curiosos exemplares deste subgênero, seja pela sua beleza plástica ou por se tratar de uma obra advinda de um país oriental onde a influência do catolicismo é praticamente nula em sua cultura. Realizado no Japão por Noribumi Suzuki durante a efervescência dos chamados pinku eiga (filmes cor-de-rosa), thrillers repletos de erotismo e violência protagonizados por mulheres, School of The Holy Beast mistura religiosidade à fórmula praticada pelo cinema erótico japonês, gerando uma obra peculiar, cruel, herética e repleta de estilo. Não faltam em sua estrutura regras básicas para o exercício do gênero, blasfêmias, torturas brutais, lesbianismo, histeria sexual, uma madre superiora sádica, e muita nudez.

 A sua violência estilizada, realçada através de planos inventivos e uma fotografia rebuscada, diferencia o filme de Suzuki das dezenas de produções européias do gênero perpetradas no mesmo período, geralmente obras de baixo orçamento que pecavam pela pobreza visual, estando mais preocupadas em apenas fornecer seqüências gratuitas de sexo e violência ao público do que com aspectos técnicos. O cuidado com a composição estética gerou momentos impactantes, tanto pelo sadismo como pela sua beleza mórbida, como a seqüência onde Maya é açoitada por um grupo de freiras com ramos de rosas, ou quando duas noviças são obrigadas a se chicotearem mutuamente. E até mesmo a imagem de uma garota coagida a urinar sobre um crucifixo após uma sessão de tortura, apesar de desconcertante, soa estranhamente harmoniosa.

A ousadia do diretor Suzuki vai além da exploração gráfica do sadismo religioso. Ao fazer referência aos horrores gerados pela bomba de Nagasaki, associando os traumas da guerra com a maldade e a loucura de uma das personagens, ele preenche a trama com uma dose extra de nilismo e amargura.

OBS: Após a sessão ocorrerá um debate comigo e com Cesar Almeida, autor do livro “O Cemitério Perdido dos Filmes B”.

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Arquivado em Divulgação, Erótico, exploitation, Mostras, Suspense, Thriller

MEMÓRIA FOTOGRAMA: FILME DEMÊNCIA

Exibição de Filme Demência na Sala PF Gastal em homenagem a Carlos Reichenbach 29/06/20012

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