Arquivo da tag: cinema italiano

COM A PALAVRA… MARCO BELLOCCHIO!

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Marco Bellocchio (1939- _)

“Fazer um cinema livre de esquematismos ideológicos não significa que ele é destituído de moral. Não, o meu sempre foi e é um cinema moral. Só que, para contar o que somos, procuro outros caminhos, menos explícitos, mais subterrâneos, mas nem por isso menos ligados à ética dos indivíduos que, por força das circunstâncias, é a mesma de toda a sociedade”. 

 

 

 

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1 comentário

Arquivado em Diretores

R.I.P DAMIANO DAMIANI (1922-2013)

O cinema italiano perde um de seus mestres.

Damiano Damiani, o cinema italiano perde um de seus mestres.

 

Uma Bala Para o General (El Chuncho, quien sabe? / 1966)

Uma Bala Para o General (El Chuncho, quien sabe? / 1966)

 

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Trinity e Seus Companheiros (1975)

 

 

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Por Amor ou Por Vingança (1970)

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O Dia da Coruja (1968)

 

 

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Amityville 2- A Possessão (Amityville II: The Possession / 1982)

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08/03/2013 · 3:40

C’ERA UNA VOLTA IN ITALIA- BREVES RELATOS PARTE 1

O Diabo belsica meus calcanhares- Provocações no Vaticano

O Diabo belsica meus calcanhares- Provocações no Vaticano

Com mais de 2.000 anos de existência, Roma certamente merece o título de a “Cidade Eterna”. É impossível andar por suas ruas sem ser acometido pelo deslumbramento, seja pela beleza da cidade ou pela sensação de estar pisando num pedaço tão importante da própria história da humanidade.  No Coliseu pude vislumbrar a rutilância das espadas dos gladiadores, e ouvir o eco secular dos gritos desesperados dos antigos cristãos sendo devorados pelos leões. Para que um império formidável fosse erguido muito sangue escorreu através das famosas sete colinas até misturar-se ao rio Tibre, e muito mais sangue foi derramado ao redor do mundo através dos séculos após os imperadores Constantino e Teodósio absorverem o cristianismo como religião oficial do Império Romano. “A violência é uma arte italiana”, declarou certa vez um sarcástico Lucio Fulci.

Mas o meu verdadeiro interesse em Roma estava centrado mais em seu valor cinematográfico do que arqueológico.  Enquanto a maioria das pessoas faz sua romaria em direção ao Vaticano, primeiro eu caminhei religiosamente em direção a Cinecittà e até a Profondo Rosso, a famigerada loja de artigos de horror de Dario Argento e Luigi Cozzi. Os estúdios da Cinecittà, também chamada “fabbrica dei sogni”, localizam-se na Via Tuscolana 1055, na periferia de Roma (pega-se a linha A do metrô, direção Anagnina, e desembarca-se na penúltima estação, saindo diretamente na entrada dos estúdios).  Fundada em 1937 pelo ditador Benito Mussolini, com o intuito de produzir filmes que enaltecessem os valores fascistas, a Cinecittà começou a transformar-se num dos mais renomados estúdios de cinema do mundo após o fim da 2° guerra e do jugo fascista.  Sua ascensão como um dos pilares da sétima arte ocorreu a partir dos anos 50, quando se tornou o berço de realizadores notáveis como Fellini, De Sica, Visconti, Leone, Monicelli e tantos outros gênios do cinema italiano. A Cinecittà possui atualmente 22 estúdios e uma área que abrange 40 hectares, e apesar de não conter mais o mesmo brilho do passado continua em plena atividade, sendo um dos mais procurados centros de filmagem da Europa. Pelo valor de 20 euros é possível fazer uma tour guiada pelos estúdios, e visitar os sets de filmes como “Gangues de Nova Iorque”, de Martin Scorsese e da série “Roma”. O museu, que contém um belo acervo de artigos de cena de obras como “Cleópatra”, “O Último Porteiro da Noite” e tantos outros filmes rodados em seus estúdios ao longo das décadas, é de fazer verter lágrimas em qualquer cinéfilo.

http://www.cinecittastudios.it/

 

Tentando conter a emoção no pórtico de entrada

Wrestling com monstros

Uma estátua de "Satyricon" de Fellini

O notório Estúdio N°5 onde Fellini realizou a maioria de seus filmes.

Uma voltinha na Roma antiga

 

Passeando pela antiguidade- Set da série Roma

A Nova Iorque cenográfica de Scorsese

Figurinos do filme Cleópatra (1963), com Elisabeth Taylor e Richard Burton

Algum diretor esquecido nas catacumbas da Cinecittà

Emocionante Museu da Imagem da Cinecittà

 

 

5 Comentários

Arquivado em Clássico, Diário de Viagem

ARRIVEDERCI AMICI!

Os leitores deste humilde blog sabem de minha paixão patológica pelo cinema italiano, mais especificamente pelos seus subgêneros, portanto meus interesses estão mais focados em nomes como Leone, Sergio Martino, Fernando Di Leo, Lucio Fulci, Dario Argento e Ruggero Deodato, do que em Fellini, Tornatore, Bertolluci ou De Sica. Claro que também adoro o cinema de arte italiano, mas em mim estes realizadores  funcionam em outra freqüência, não causando o mesmo frenesi dos diretores exploitation. Quando penso sobre  o cinema italiano, os termos que surgem automaticamente em minha mente são giallo, spaghetti westerns, filmes de canibais e pepluns, gêneros mortos na claudicante cinematografia contemporânea italiana. O fato é que essa paixão por um cinema que já foi tão rico, complexo e diversificado, aguçou ainda mais a minha curiosidade em conhecer o país de meus bisavós. Estou de partida para uma temporada na velha Itália, um retorno as raízes de minha família e um mergulho em busca de minhas obsessões cinematográficas. Sempre que possível contarei aqui sobre demônios e maravilhas que por lá encontrar. Arrivederci, amici!

 

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R.I.P DINO DE LAURENTIIS (1919-2010)

Dino de Laurentiis

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