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VINGANÇA PLENA!

Sessão de encerramento de A Vingança dos Filmes B- Parte 2

E mais uma vez a Vingança foi plena e saborosa! Agradeço a todos que tornaram a mostra possível, realizadores, público e colaboradores! Agradeço especialmente a Sala P.F. Gastal que sempre apoia as minhas loucuras e aos amigos Marcelo Lim e Fernanda Jorge por terem desenvolvido a parte gráfica, e ao Hudson Nogueira e ao Fernando Costa pelo apoio prático.  Nos vemos em 2013 (a não ser que os Maias estejam certos) para celebrarmos o cinema independente e de gênero em uma Vingança ainda mais demente!

 

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HORROR E ESTÉTICA TRASH: UMA AULA SOBRE TRANSGRESSÕES CINEMATOGRÁFICAS

“Horror e Estética Trash no Cinema Independente: Um Panorama de Transgressões”. Divine numa das cenas mais emblemáticas e polêmicas de Pink Flamingos (1972), de John Waters

No último dia 20, aceitando o generoso convite da sensacional Gabriela Almeida, tive o prazer de novamente ministrar uma aula para os alunos do curso de audiovisual da ULBRA. A minha aula,”Horror e Estética Trash no Cinema Independente: Um Panorama de Transgressões”, (intitulei com esse nome acadêmico bonito para parecer que sou uma pessoa séria), também poderia se chamar “O Cinema Como Arma Para Deturpar a Mente de Seus Alunos”. Foi uma manhã divertida onde pude trocar idéias sobre cinema independente, esclarecer algumas diferenças entre gênero e estética no horror, e exercitar um pouco a provocação cinematográfica exibindo trechos de filmes como “Pink Flamingos”, “Multiple Maniacs”, “Robot Monster”, “Blood Freak”, “Plan 9 From Outer Space”, “I Drink Your Blood”, entre outras pérolas do bom cinema ruim. A reação dos alunos diante de alguns dos filmes foram do riso ao total desconforto (principalmente por parte das pessoas que desconheciam o trabalho de John Waters), mas esse estranhamento de uma parte da classe era justamente a motivação de minha aula, pois creio que o cinema que importa se produz fora da zona de conforto. Agradeço mais uma vez a professora Gabriela pelo convite, apenas espero não ter estragado definitivamente a cabeça de seus alunos, acho que veremos a curto prazo os efeitos colaterais desta aula. E como diriam os The Cramps…stay sick!

Ministrando a aula “Horror e Estética Trash no Cinema Independente: Um Panorama de Transgressões”, para os alunos do Curso de Audiovisual da ULBRA

Com a professora de cinema da ULBRA Gabriela Almeida

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SESSÃO “A VINGANÇA DOS FILMES B!”

Estranha

Sobrevivendo às margens do cinema mainstream, as produções independentes de baixo orçamento, além das óbvias dificuldades financeiras de realização, sempre lutaram contra um sistema de distribuição dominado por monopólios, e por vezes com a incompreensão de um público acostumado a uma estética cinematográfica culturalmente imposta pelos grandes estúdios. Durante anos a falta de um mercado exibidor adequado ocasionou o isolamento destas produções em guetos cinéfilos, o que invés de enfraquecer, auxiliou a reforçar o seu caráter de independência, fomentando uma espécie de cinema orgânico, criativo e livre de amarras impostas pelos padrões mercadológicos, possibilitando tanto a experimentação anárquica como a reprodução antropofágica de conceitos tradicionais do cinema de gênero. Na última década a ascensão das mídias digitais possibilitou o acesso facilitado aos meios de produção e exibição, dando maior visibilidade a obras que até poucos anos atrás estariam restritas a um pequeno grupo de cinéfilos.

Esta breve mostra intenciona levar para a tela da Sala P.F. Gastal um grupo de realizadores que ainda luta bravamente por seu espaço no mercado exibidor, ou simplesmente busca encontrar o seu público. Apesar dos diferentes formatos de linguagem, proposta e produção, as obras selecionadas têm em comum, além do baixo (ou zero) orçamento, o diálogo franco e apaixonado com o cinema de gênero, seja investindo no thriller policial ou no horror, ou anarquizando com a tradição dos westerns e dos musicais, ou até mesmo captando uma simples conversa entre dois cinéfilos embriagados. A exibição na tela de um cinema é uma pequena vingança dos filmes B contra um sistema atrelado aos vícios mercadológicos e estéticos da indústria cultural, ou como diria Petter Baiestorf “um grito de guerra dos que nada tem e tudo fazem, contra os que tudo tem e nada fazem”.

(Cristian Verardi- Curadoria)

Sala P.F. Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro), sábado, 02 de julho, 17h. Após a sessão debate com os realizadores, Petter Baiestorf, Felipe Guerra, Joel Caetano, Filipe Ferreira e Gustavo Insekto. O debate será moderado pela Profa. Dra. Laura Cánepa (UAM).  ENTRADA FRANCA.

A VINGANÇA DOS FILME B!

Exorcistas, de Luis Gustavo “Insekto” Vargas (RS, Brasil, 2011, 7 minutos). Com Doutor Insekto e Paulo “Blob” Teixeira.

Dois amigos em uma noite de tédio, bebem, fumam, e elaboram teorias sobre o filme “O Exorcista”, de William Friedkin.

Exorcistas

Extrema Unção, de Felipe Guerra (RS, Brasil, 2010, 19 minutos). Com Rodrigo M. Guerra, Oldina Cerutti do Monte, Leandro Facchini.

Um incauto rapaz se muda para uma casa supostamente assombrada pelo fantasma de uma velha fanática religiosa. (Menção Honrosa “Melhor Susto de Velhinha Fantasma”, no Cinefantasy 2010).

Extrema Unção

Estranha, de Joel Caetano (SP, Brasil, 2011, 12 minutos). Com Mariana Zani, Kika Oliveira, Roberta Rodrigues, Tiago F. Galvão, Walderrama dos Santos.

 Duas mulheres em uma estranha e sensual trama de amor, vingança, violência e psicodelia! (Novo trabalho do paulista Joel Caetano, do premiadíssimo curta-metragem “Gato”)

Estranha

Ninguém Deve Morrer, de Petter Baiestorf (SC, Brasil, 2009, 30 minutos). Com Gurcius Gewdner, Lane ABC, Daniel Villa Verde, Jorge Timm, Ljana Carrion, Coffin Souza, Insekto.

Um western musical. Eles cantam, dançam e as vezes matam também! O pistoleiro Ninguém decide largar tudo o que sempre considerou importante: a mulher amada, o grupo de amigos cineastas-assassinos-de- aluguel, e o boi de estimação. No entanto, antes de se redimir precisará enfrentar a fúria de seus antigos comparsas. Mais uma insanidade cinemática de Petter Baiestorf, um dos maiores mitos do underground brasileiro. (Melhor direção no I Guaru Fantástico)

Ninguém Deve Morrer

Os Batedores, de Filipe Ferreira (RS, Brasil, 2008, 20 minutos). Com Marco Soriano Jr., João França, Jack Gerchmann, Artur José Pinto, Jefferson Rachewsky.

Raul, um habilidoso batedor de carteiras é surpreendido pelo retorno à ativa de Amadeu Deodato, um figurão que domina o submundo da cidade e com o qual o tem uma grande dívida. Em sua trajetória na busca de dinheiro para saldar a dívida, Raul se depara com outros marginais, como Odilon, seu antigo mentor, Marcião, um perigoso travesti agiota, e Tosco, um brutamonte psicótico. (Melhor direção no I Festival de Cinema de Ribeirão Pires)

Os Batedores

 

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