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A SERBIAN FILM- O FIM DE UMA NOVELA PATÉTICA!

A Serbian Film liberado para exibição!

Após uma longa, patética, e surreal novela promovida de forma absurda pelos moralistas e censores de plantão, enfim A Serbian Film foi liberado para exibição em território nacional. O que estava em jogo não era a defesa das qualidades da obra, mas sim o seu direito como cidadão, garantido pela constituição,  de decidir se queria ou não assistir ao filme  sem a intromissão do estado. A censura prévia estava cerceando o nosso direito legal de assistir, gostar ou desgostar, e emitir opinião a respeito de uma obra de ficção. A proibição ao filme o transformou automaticamente numa das obras mais baixadas no Brasil nos últimos tempos. Um verdadeiro tiro no pé dos censores, pois o ato auxiliou a transformar um filme medíocre, que certamente não extrapolaria o circuíto do público  interessado em cinema de horror extremo, numa febre entre o público em geral. Abaixo à decisão liminar, publicada juntos aos autos do Ofício 48/2012/GAB/DG/DPF, de 24 de janeiro de 2012, subscrito pelo Dr. Leandro Daiello Coimbra, Diretor- Geral da Polícia Federal, endereçado ao Senhor Secretário Nacional de Justiça:

 

“Em atenção ao ofício da referência informamos que a obra audiovisual “A SERBIAN FILM – TERROR SEM LIMITES” não incorre em nenhuma modalidade criminal, uma vez que, as cenas contidas na película não revelam atividades sexuais explícitas (reais ou simuladas) ou a exibição de órgãos genitais das crianças que participam da referida obra, não ferindo a disciplina da Lei nº 8.069/90.”
Cumprido, portanto, o provimento liminar, nos exatos termos em que deferido e tendo a Administração, por um de seus órgãos competentes, a Polícia Federal, concluído pela inocorrência dos crimes tipificados na Lei nº 8.069/90- Estatuto da Criança e Adolescente, entendo que não há mais razões de natureza jurídica que impeçam a exibição do filme “ A Serbian Film” em todo o território nacional.
Uma palavra final: vi o filme. Do início ao fim. O filme é realmente muito forte. Verdadeiramente impactante. O enredo é crudelíssimo. Se é arte eu não sei. Pode ser para alguns, para outros não. O que sei, contudo, é que se estivesse no cinema teria me levantado e ido embora. No entanto, como juiz, não posso ser o seu censor no território nacional, como me diz a Constituição Federal. Aliás, o que me garante a Carta Constitucional – não apenas a mim, mas a todo brasileiro – é o direito de me indignar, de recusar a vê-lo ou até mesmo o direito de me levantar e deixar a sala de sessão, levando comigo as minhas conclusões e convicções acerca da natureza humana, suas dimensões, limites e idiossincrasias. Aprendi com o desassossegado Fernando Pessoa “Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura” (Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, Cia das Letras, 2012, p. 82).
Fica, assim, desde já liberada a exibição do filme “A Serbian Film” no Brasil, como permite e autoriza a Constituição Federal.”

RICARDO MACHADO RABELO
Juiz Federal da 3ª Vara

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Arquivado em Divulgação, exploitation, gore, Horror, humor negro, Suspense

A SERBIAN FILM, A FALTA DE MEMÓRIA E O MONSTRO DA CENSURA!

O POLÊMICO "A SERBIAN FILM" CONTINUA CENSURADO NO PAÍS!

No dia 1° de abril, militares e neo-fascistas simpatizantes , paradoxalmente abusaram do direito democrático que tanto combateram durante o período da ditadura, e comemoraram o nefasto golpe militar, o qual teimam em chamar eufemisticamente de “revolução”.  Os anos de chumbo da ditadura hoje parecem distantes e efêmeros na lembrança da nação, principalmente dos mais jovens, mas a mentalidade fascista permanece latente feito uma raiz podre, e emerge do chão quando menos esperamos. A censura foi um dos sintomas mais pungentes do período militar, numa época em que uma corja de censores decidiam sobre quais informações os brasileiros poderiam ou não ter acesso.  Sofremos 20 anos com a imposição de uma cegueira cultural, onde não nos era permitido exercer o direito do livre pensar. Certamente uma vergonhosa página virada na história de nosso país. Opa! Página virada? Será mesmo? Pois em pleno 2012 o polêmico “A Serbian Film- Terror Sem Limites”, uma obra de ficção, continua proibido em nosso país. Apesar de ter sua censura classificada em 18 anos, o filme foi enquadrado pelo Ministério Público no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, classificado absurdamente como sendo apológico ao crime de pedofília. O fato gerou controvérsia durante o RIOFAN em 2011, criou celeuma entre a classe cultural e dividiu opiniões,  e até mesmo uma das relatoras do Estatuto da Criança e do Adolescente se posicionou contra a proibição do filme, alegando que a lei estava enquadrando a obra de forma equivocada, mas parece que o fato caiu no esquecimento. O que está em jogo não é a qualidade cinematográfica de A Serbian Film (desprezado por muitos e adorado por outros tantos), mas o seu direito como cidadão de ver e formular sua própia opinião a respeito da obra. Muitos alegam que a imoralidade do filme é motivo o suficiente para sua proibição. Mas toda moral é relativa, e na minha opinião, imoral é comemorar uma data que afundou o país na escuridão por décadas, perpetrando um sistema ditatorial que fomentou atos de coação, tortura e assassinato,  imoral é ligar a televisão e se deparar com comentários de Miriam Rios e Jair Bolsonaro propagando o ódio e a intolerância sexual e racial, imoral é permitir que pastores televisivos explorem a boa fé do povo e se beneficiem da isenção total de impostos.  E no entanto a censura recaí sobre um filme de horror medíocre por conta do estupro de um animatronic, afinal, censura e bom censo nunca andaram de mãos dadas. E enquanto isso nossa falta de memória coletiva nos fornece a falsa ilusão de que não existe mais entre nós o monstro da censura.

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COM A PALAVRA…PIER PAOLO PASOLINI!

Pier Paolo Pasolini (1922-1975)

“É tão óbvio que até uma criança entende que a censura é principalmente uma questão política, onde o sexo é uma simples e descarada ilusão. A censura intimida, ameaça, mostra para o público um falso objetivo, distorcendo completamente a sua capacidade de compreensão. Joga sobre o autor descrédito, escândalo e menosprezo, o fazendo perder respeitabilidade e credibilidade. E esse é realmente o resultado mais diabólico.”

 

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SALA P. F. GASTAL REALIZA MOSTRA COM FILMES CENSURADOS.

Terra em Transe, de Glauber Rocha

A fim de estimular o debate e marcar posição contra o recente e absurdo episódio envolvendo a proibição do filme A Serbian Film no Rio de Janeiro, a Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) realiza uma pequena mostra reunindo seis célebres títulos que enfrentaram problemas com a censura e tiveram dificuldades de chegar ao público. Entre as atrações programadas, clássicos como Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, e Terra em Transe, de Glauber Rocha. A programação tem o apoio da MPLC Distribuidora e da Programadora Brasil. Na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal segue apresentando a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.

PROGRAMAÇÃO:

Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos. Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.

Terra em Transe, de Glauber Rocha. Brasil, 1964. Uma poética e libertária visão sobre o transe político pelo qual passavam os países da América Latina na década de 1960. Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber Rocha e um dos precursores do Cinema Novo e do movimento tropicalista, Terra em Transe tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 1967. Lançado no ano do golpe militar no Brasil, o filme enfrentou inúmeros problemas com a censura e levou seu diretor ao exílio. Exibição em DVD.

Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos. Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema anti-militarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.

Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (Brasil, 1975, 90 minutos) Misto de documentário e ficção sobre uma jovem índia (Edna de Cássia) que cruza a Amazônia na companhia de um motorista de caminhão (Paulo César Pereio). Em contraste com a propaganda oficial da ditadura e o ufanismo nacionalista da época, o filme de Jorge Bondazky e Orlando Senna usa o cinema para denunciar o desmatamento, as queimadas, o trabalho escravo, a prostituição infantil e outras mazelas do Brasil que as autoridades preferiam encobrir. Proibido durante seis anos no país, o filme só começou a circular em 1981, quando foi o grande vencedor do Festival de Brasília. Exibição em DVD.

Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos) Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.

Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos) Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 2 a 7 de agosto de 2011

  Terça-feira (2 de agosto)

15:00 – Glória Feita de Sangue

17:00 – La Matinée

19:00 – Último Tango em Paris

Quarta-feira (3 de agosto)

15:00 – Queimada!

17:00 – La Matinée

19:00 – Iracema, uma Transa Amazônica

Quinta-feira (4 de agosto)

15:00 – Terra em Transe

17:00 – La Matinée

19:00 – Emmanuelle

Sexta-feira (5 de agosto)

15:00 – Iracema, uma Transa Amazônica

17:00 – La Matinée

19:00 – Queimada!

Sábado (6 de agosto)

15:00 – Glória Feita de Sangue

17:00 – La Matinée

19:00 – Último Tango em Paris

Domingo (7 de agosto)

15:00 – Queimada!

17:00 – La Matinée

18:30 – Manhã Cinzenta, de Olney São Paulo (aguarde divulgação) – Dia do Documentário.

19:00 – Emmanuelle

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CENSURA: CARTA DO CINEASTA DENNISON RAMALHO À JUÍZA KATERINE JATAHY NYGAARD.

“Sra. Juíza:

Permita a um desconhecido expressar contrariedade contra sua decisão de, sim, censurar o longa-metragem “A Serbian Film” no Rio de Janeiro. Meu nome é Dennison Ramalho, cineasta brasileiro, residente em Nova York e mestrando em Cinema na Columbia University.

Sou fã e realizador de filmes de Horror brasileiros de alto nível, muito parecidos em teor e intensidade (e número de premiações internacionais) com “A Serbian Film”. Assisti à estreia deste grande filme sentado ao lado do brilhante cineasta britânico Ken Russell, num festival de excelente reputação em Montrèal, no ano passado. Ao fim da sessão, Russell, um gênio do Cinema inglês, do alto dos seus 80 anos tomou o microfone e elogiou o filme diante de uma audiência de 700 espectadores – “I’m stunned!”, ele declarou, cumprimentando o diretor.

Além de expressar meu protesto, Sra. Juíza, permita também PARABENIZÁ-LA pelo SERVIÇO que sua tacanha decisão prestará ao filme por muitas décadas! Explico: decisões proibitivas da natureza tomada pela Sra. são exatamente o que dá a filmes como “A Serbian Film” exatamente o que você tentou em vão evitar: o estofo e a estatura de uma lenda cinematográfica.

O que me alegra é que sei, como garimpador de filmes extremos de todas as partes do mundo, que sua decisão aguçará a curiosidade dos fãs, que vão caçar, encontrar, compartilhar este filme por caminhos piratas ou não, e o montante dos que o verão justamente POR CONTA DE SUA PROIBIÇÃO excederá exponencialmente o pífio número de assentos das duas sessões que a Sra. censurou.

Eu, no que puder, farei o possível para difundir o quanto possível o filme para todos meus amigos interessados. Pois não há censura que reprima o estimulante senso de comunidade dos fãs de cinema fantástico no Brasil.

 E pode ter certeza que sua decisão já alavancou a popularidade do filme imensamente – as trocas de mídias, debates, e procuras pela obra vicejam nos fóruns e comunidades online.

E ficamos felizes! Nós, cinéfilos, somos muito ciumentos de nossos objetos de culto intelectual. E se “A Serbian Film” era só mais um título, depois de sua censura ele tornou-se obra fundamental. Precisamos disto. E lhe agradecemos e parabenizamos.”

Cordialmente,

Dennison Ramalho

Brasileiro, Diretor e Roteirista de filmes de Horror, feliz dono de um DVD de “A Serbian Fillm”

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O PATÉTICO MONSTRO DA CENSURA VOLTA A ATACAR!

“Censores tendem a fazer aquilo que somente psicóticos fazem: Eles confundem realidade com ilusão”- David Cronenberg.

Após ser exibido com cortes na última edição do FANTASPOA (uma atitude equivocada, visto que a exibição era para maiores de 18 anos), o controverso “A Serbian Film” continua sua saga de polêmicas. O veto de exibição imposto ao RIOFAN pela Caixa Econômica Federal tira do público o poder constitucional de decidir sobre aquilo que quer ou não assistir, segundo o artigo 220, parágrafo 2° da Contituição Federal: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. Assim como o artigo 1° da Carta dos Direitos do Público da Federação Internacional de Cineclubes alerta: “Toda pessoa tem direito a receber todas as informações e comunicações audiovisuais. Para tanto deve possuir os meios para expressar-se e tornar públicos seus próprios juízos e opiniões. Não pode haver humanização sem uma verdadeira comunicação”. 

Não são portanto as qualidades fílmicas de “A Serbian Film” que estão em jogo, mas o seu direito como cidadão de julgá-las por si próprio. Estamos vivendo tempos estranhos em que o termo liberdade de expressão parece ser apenas um corpo estranho, um espinho no calcanhar da ditadura do politicamente correto.

Abaixo a nota de repúdio divulgada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema:

REPÚDIO AO VETO A “A SERBIAN FILM” NO RIO FAN.

 A Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema repudia o veto à projeção do longa-metragem “A Serbian Film – Terror sem Limites”, do diretor sérvio Srdjan Spasojevic, presente na programação do RioFan – Festival de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro.  O filme seria exibido pelo RioFan na sala Caixa Cultural. Porém, os organizadores do festival foram obrigados a retirá-lo da programação por decisão da diretoria da Caixa Econômica Federal, conforme nota divulgada pela assessoria de imprensa do banco, sob alegação de que a instituição “entende que a arte deve ter o limite da imaginação do artista, porém nem todo produto criativo cabe de forma irrestrita em qualquer suporte ou lugar”. Em resposta, a organização do RioFan se disse “contra qualquer forma de censura” e informou que todos os filmes selecionados para o festival foram avaliados por órgãos oficiais competentes e têm classificação etária de 18 anos. A Abraccine defende a liberdade de expressão cinematográfica e o direito de os espectadores interessados assistirem aos filmes que lhes convêm, acreditando não caber a instituições públicas ou privadas a definição sobre o que deve ou não ser visto.
A responsabilidade sobre programação e observação à classificação etária de filmes apresentados num festival de cinema é da organização do evento, devendo a ela serem dirigidas eventuais questões controversas, sem, para isso, ser utilizado o ato de censura prévia (inexistente no país) a um determinado trabalho artístico. Registramos ainda que “A Serbian Film” já teve pelo menos outras duas exibições anteriores ao RioFan: no I Festival Internacional Lume de Cinema (São Luís, no Maranhão) e no VII Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico (Porto Alegre, no Rio Grande do Sul).
Por esta nota, deixamos ainda claro que a Abraccine não está defendendo um trabalho ou um festival em específico, mas um princípio: o de um filme poder ser assistido e avaliado pelo espectador com liberdade.

ABRACCINE

Associação Brasileira de Críticos de Cinema

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E AINDA DIZEM QUE ESTE PAÍS É LAICO!

Uma “conveniente” lei municipal impediu que a campanha financiada pela Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos circulasse em alguns ônibus de Porto Alegre. Lamentável o fato de que num país dito laico, frases instigantes e reflexivas como “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas”, e “Religião não define caráter”, sejam consideradas “material ofensivo”. Ainda mais em uma época que é impossível ligar o rádio ou a televisão sem ter algum padre ou pastor nos enfiando garganta abaixo uma suposta verdade metafísica absoluta, ou tentando nos vender um pedaço do paraíso, ou uma salvação instantânea em troca de nosso dinheiro, cérebro e bom senso. Onde está a censura contra os usurpadores que lucram com a fé alheia? Em tempos de politicamente correto, liberdade de expressão parece estar se tornando uma expressão inconveniente. Enquanto alguns religiosos gostam de utilizar a frase: “O que Jesus diria?”, eu, no entanto, prefiro perguntar: “O que o Monty Phyton diria?”.

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