Arquivo da tag: Cemitério Perdido dos Filmes B Exploitation

EXPLOITATION DOUBLE FEATURE: PROJETO RAROS ESPECIAL CEMITÉRIO MALDITO DOS FILMES B & FESTA BATÔ.

Nesta sexta-feira (07 de junho), 20h, a Sala P.F. Gastal será incendiada pelo erotismo anárquico de Russ Meyer, e pelo lançamento do livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation. Após a sessão os maníacos de plantão estão convidados a exercitarem suas psicoses e suas melhores perversões na festa BATÔ: 
“A festa barco atraca no Clube Silêncio. A Batô, a nave cabaret retrô intinerante, chega com sua mistura de música, cinema e magia. Nas montagens cinepsicodélicas de Lufe Bolini, na eletro cumbia’n roll de Rafa Rodrigues, Rafa Ferretti e Marcos Kligman, e na musa batô da vez: Mary O, que com seus Pink Flamingos promete destilar o melhor da surf music from hell, que faria Tarantino corar as bochechas.
A festa encontra no Clube Silêncio o clima perfeito entre cinema e o burlesco, e promete colocar toda sua tripulação à bailar no melhor clima “inferninho underground”!

Quem comparecer a sessão do Projeto Raros entrará automaticamente na lista amiga desta festa ideal para cultivar sua demência!
http://www.facebook.com/events/466205106797792/?fref=ts

Imagem

 

 

Imagem

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

PROJETO RAROS ESPECIAL CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B: EXPLOITATION- UP! O EROTISMO ANÁRQUICO DE RUSS MEYER

Sexta-feira (7 de junho) às 20h, o Projeto Raros da Sala P.F.Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro) faz o lançamento do livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation, seguido da exibição de UP!, de Russ Meyer. Após a sessão debate comigo e com os parceiros do crime, os também autores Cesar Almeida, Carlos Thomaz Albornoz e Marco A. Freitas . Entrada Franca. (Censura 18 anos).

UP!

Imagem

Existe algo de anárquico na obra de Russ Meyer que eleva seu cinema além do erotismo fácil da exploração gratuíta dos corpos. Na epiderme de seu trabalho corre um humor libertário, impregnado de violência, um deboche acurado que desestabiliza costumes e regras morais através de uma narrativa caótica que por vezes beira o nonsense. A profusão de corpos nus, de mulheres opulentas e homens priaprícos, serve como arma para desnudar desejos e perversões de uma sociedade castradora e hipócrita. A América de Russ Meyer clama secretamente por um gozo alucinante. “Nada é obsceno desde que seja feito com mau gosto”, costumava dizer um provocatico Meyer.

Um dos últimos trabalhos de sua carreira como diretor, Up! é uma obra crepuscular que somatiza características peculiares ao estilo de Meyer; para ele o sexo era um elemento superlativo. Mulheres de seios monumentais, homens brutos e apalermados ostentando ereções monstruosas, êxtase sexual constante, violência gráfica de tons cartunescos, up02tudo isso costurado por uma narrativa amalucada em prol da provocação e do deboche das convenções sociais e dos tabus sexuais.O olhar apurado de Meyer, que foi um notório fotógrafo da revista Playboy durante os anos 1950, capta planos inusitados, sempre valorizando os fartos seios de suas atrizes,  enquanto realiza com furor sequências de humor, violência e erotismo. Kitten Natividad, uma de suas atrizes fetiche, funciona como um coro grego para narrar a estranha trama whodunit que se desenrola em meio a maratona sexual promovida pelas personagens de Up!. Quem matou Adolf  Schwartz? Um Hitler genérico adepto de práticas masoquistas que é castrado por um peixe colocado criminosamente em sua banheira. Esse enigma pouco interessa às personagens, que preferem se dedicar a incessantes e divertidas aventuras sexuais invés de se preocupar com o assassinato. Enquanto Paul (Robert McLane) e Sweet Lil Alice (Janet Wood) gozam bucolicamente em meio aos campos, Margo Winchester (Raven De La Croix), a garçonete local, enlouquece os homens transformando-os em verdadeiros predadores sexuais, e o xerife Homer Johnson (Monty Bane), despreocupado com o crime, prega a lei a sua maneira, utilizando mais seu pênis do que sua arma.

A cena de abertura com Adolf  Schwartz sendo alegremente sodomizado por um membro descomunal e submetido a sessões de sadomasoquismo, é uma verdadeira zoação de ImagemRuss Meyer (ex-combatente e fotógrafo da 2° Guerra Mundial), não apenas com a figura histórica de Hitler, mas com todas as autoridades morais que impestam nossa sociedade pregando de forma ditatorial éticas sexuais hipocritamente castradoras. A sequência histérica, onde um lenhador brutamontes de apetite sexual descontrolado tenta violentar Margo Winchester, culminando num hilário banho de sangue após uma luta envolvendo  machados e uma motoserra, é um exemplo da insanidade narrativa de Meyer, que mescla habilmente os gêneros, indo prontamente do erotismo ao mais puro grand guignol.

Carl Jung disse que “o cinema torna possível experimentar sem perigo, toda a excitação, paixão e desejo que deve ser reprimida numa humanitária ordem de vida”, e o erotismo libertário e provocador  proposto pelo cinema de Meyer tende a corroborar essa afirmação, tendo o sexo e o humor como as mais poderosas armas de subversão.

(texto originalmente publicado no livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation)

1 comentário

Arquivado em Comédia, Divulgação, Erótico, exploitation, humor negro

CINEMA EX MACHINA NO LANÇAMENTO DO LIVRO CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B- EXPLOITATION!

Mais uma vez o Cinema Ex Machina ultrapassa as fronteiras do mundo virtual, desta vez a convite do Cesar Alcázar, para fazer parte do elenco de autores do livro “Cemitério Perdido dos Filme B- Exploitation” (Ed. Estronho). O lançamento será durante o FANTASPOA neste sábado no Cine Bancários às 13h30. Fãs de horror, sci-fi bagaceira, filmes de ação B e exploitation em geral, compareçam ou sejam amaldiçoados!

Imagem

Imagem

1 comentário

Arquivado em Divulgação, Escritores, exploitation, Literatura