Arquivo da tag: A noite do chupacabras

RUMO AO MAR NEGRO!

Amanhã parto para o Espirito Santo para participar das gravações de Mar Negro, o desfecho da trilogia de horror idealizada por Rodrigo Aragão, iniciada em 2008 com Mangue Negro, e precedida em 2011 por A Noite do Chupacabras. Em meus trabalhos como ator já desempenhei papéis bizarros, tais como um coveiro onanista necrófilo em Rigor Mortis, de Fernando Mantelli e Marcello Lima, um pedinte falsamente aleijado em INpoliticamente Correto, de Pedro Breitman e Maurício Gyboski, fui transformado num monstro raivoso após ser mordido por um mendigo infectado em David Blyth’s Damn Laser Vampires, de David Blyth e Felipe Guerra, um velho feiticeiro canibal em A Noite do Chupacabras… e para completar essa galeria grotesca faltava algo mais radical…ok, não falta mais! Aguardem! Enquanto isso fiquem com o segundo making of de Mar Negro.

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MAR NEGRO GANHA SEU PRIMEIRO MAKING OF!

O diretor capixaba Rodrigo Aragão, um dos grandes batalhadores do cinema de gênero no Brasil, divulga o primeiro making of de seu próximo longa, “Mar Negro”. O desfecho da trilogia, iniciada com o hoje cult “Mangue Negro” , e seguida de “A Noite do Chupacabras” (lançado recentemente em DVD),  promete incluir criaturas ainda mais bizarras na história da filmografia brasileira de horror.

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CINEFANTASY EXPERIENCE

ENCONTRO COM RUGGERO DEODATO NO 6° CINEFANTASY

A sexta edição do Cinefantasy, ocorrida em São Paulo entre 22 de novembro e 04 de dezembro, mais do que uma celebração do cinema fantástico, onde fãs e realizadores puderam trocar impressões sobre o gênero, entrando em contato com obras vindas de diversas partes do mundo, num interessante mosaico das recentes produções fantásticas ao redor do globo, foi para mim uma experiência pessoal intensa, onde pude rever velhos amigos, iniciar novas amizades, trocar idéias exaltadas sobre concepções de cinema, assim como presenciar a reação do público diante do meu trabalho como ator em A Noite do Chupacabras. Mas o grande mérito do festival foi ter me propiciado a oportunidade de, na companhia de Felipe Guerra e Joel Caetano, entrevistar Ruggero Deodato, um diretor que influenciou diretamente o meu gosto cinematográfico quando em meados dos anos 80 saí atônito de um cinema após uma sessão de Holocausto Canibal (a entrevista será publicada por aqui em breve, aguardem). E ao compor parte do júri oficial da competitiva de curtas-metragens, junto com Silvio Alexandre e Osvaldo Neto, pude conferir uma leva de jovens realizadores com talento para delirar, assustar, provocar risos nervosos, gargalhadas espontâneas, e fazer jorrar sangue novo no cinema brasileiro.

O encontro com Ruggero Deodato aconteceu na Cinemateca Brasileira, durante a pequena mostra em sua homenagem organizada pelo cineasta Fernando Rick (Black Vomit Filmes), que reuniu O Último Mundo Dos Canibais (Ultimo Mondo Canibale), House On The Edge Of The Park (La Casa SperdutaNel Parco) e o controverso Holocausto Canibal (Cannibal Holocaust). Enquanto a maioria se dirigia para as sessões, Felipe Guerra, Joel Caetano e eu, estávamos mais interessados em tentar desvendar um pouco do homem por trás daquelas produções emblemáticas.  Aos 72 anos, Deodato ainda demonstrava a energia de um garoto encrenqueiro, e de forma acessível e simpática falou com entusiasmo sobre seus filmes. Possuidor de um senso de humor ferino, e muito paciente com os malucos que lhe despejavam uma enxurrada de perguntas sobre sua obra, o velho diretor italiano revelou peculiaridades sobre suas produções numa entrevista babilônica, onde narrou casos engraçados de bastidores, e refletiu sobre vários temas, como a ascensão e derrocada do cinema de gênero italiano e seus problemas pessoais com a censura, e ainda demonstrou surpresa em encontrar no Brasil fãs de um dos seus filmes mais menosprezados, o clássico do SBT, Os Caçadores de Atlântida (I Predatori Di Atlantide). Foi uma situação emocionante e inusitada estar frente a frente com o diretor responsável por me causar diversos pesadelos com índios canibais em minha infância. Após a sessão de Holocausto Canibal, Deodato encontrou o público num excelente debate mediado pelo crítico do Estadão, Luiz Carlos Merten. A presença de Merten como mediador gerou críticas de muitos fãs de horror, devido a sua notória implicância com o gênero, mas a escolha se revelou acertada pela frutífera condução do debate, que ainda contou com a participação do jornalista italiano Paolo Zelati, especialista em cinema fantástico, autor do livro Itália Rosso Sangue.

A mostra competitiva de curtas-metragens foi repleta de gratas surpresas, principalmente entre as produções nacionais, onde foi possível reparar que muitos estudantes de cinema enfim estão se libertando de certos dogmas institucionalizados, e parecem mais interessados em incorporar o cinema de gênero do que reproduzir pastiches de nouvelle vague. O curta Eu & A Loira, de Lucas Calmon, transforma o que parecia ser mais uma produção sobre o mito da Loira do Banheiro em uma inesperada, original e hilária comédia romântica. Duas Vidas Para Antônio Espinosa, de Caio D’Andrea e Rodrigo Fonseca, narra uma trama de vingança com toques sobrenaturais emulando um western spaghetti em pleno Brasil rural, e ainda tem como mérito o resgate da figura de Índio Lopez, um dos mais folclóricos atores da Boca do Lixo. O sangrento e delirante Estranha, confirma o talento de Joel Caetano, um dos grandes batalhadores da atual cena brasileira de horror independente. Morte e Morte de Johnny Zombie, revela através de planos criativos o potencial de cineasta do crítico de cinema Gabriel Carneiro. O impactante Lavagem, primeiro trabalho para o cinema do artista plástico Shiko, nos brinda com uma perturbadora visão do quão maléfica pode ser a religião. Ela Só, de Pâmela Hauber e Stefania Curti, realizado no curso de cinema da PUCRS, revela jovens realizadoras buscando consistência autoral na tensão e no medo. No entanto, devido a uma tradição mais enraizada, a desenvoltura com o gênero é mais evidente nos curtas internacionais, principalmente europeus. O alemão Wilt, de Daniel Vogelman, foi o grande vencedor do festival, levando os prêmios de melhor curta, direção e roteiro, com uma intrigante trama de fantasia, solidão, desejo e morte. Protoparticles, de Chema Garcia Ibarra, é uma instigante ficção científica onde a ambigüidade da situação nos deixa em dúvida quanto a veracidade dos fatos narrados pela patética e trágica figura, que por circunstâncias bizarras não pode nunca despir sua roupa de astronauta. Decapoda Shock, de Javier Chillon, é com louvor uma das mais divertidas e criativas produções exibidas no Cinefantasy, onde acompanhamos a engraçadíssima vingança de um astronauta contra a organização que o submeteu a uma experiência que o transformou num terrível Homem-Lagosta. Bobby Yeah é o mais recente delírio do cineasta inglês Robert Morgan, um dos mais instigantes artistas de stop motion da atualidade. Employee of  The Month, de Olivier Beguin, além dos excelentes efeitos especiais e do roteiro criativo, onde monstros lendários, como vampiros, múmias e bruxas, tentam se adaptar a sociedade procurando uma agência de empregos, conta com a participação Catriona MacColl, atriz cultuada pelos fãs de horror por sua parceria com Lucio Fulci em filmes como Pavor na Cidade dos Zumbis (Paura Nella Città Dei Morti Viventi), Terror nas Trevas (..E tu vivrai nel terrore! L’aldilà) e A Casa dos Mortos Vivos (Quella villa accanto al cimitero).

Entre os longas exibidos, o mais impactante foi Alucardos- Retrato de Um Vampiro, de Ulises Guzmán, que disseca a carreira do genial, e completamente maluco, diretor mexicano Juan López Moctezuma (Alucarda, La Mansionde La Locura), e a vida de Lalo e Manolo, dois fãs obcecados por sua obra. A paixão da dupla pelo trabalho de Moctezuma os levou a seqüestrarem o diretor do hospício onde este estava internado. Uma história tão surreal e absurda que só poderia acabar numa tela de cinema. Malditos Sean!, de Fabián Forte e Demián Rugna, investe na estrutura do cinema de horror em episódios, e exemplifica com pouco dinheiro e muita criatividade como os argentinos estão produzindo excelentes obras de terror e ficção, enquanto no Brasil ainda sofremos com um absurdo preconceito contra o gênero. A sala de cinema lotada, e o público aplaudindo e gargalhando insanamente, foi a melhor resposta que o amigo Felipe Guerra poderia dar aos que não acreditavam no potencial do seu hilariante Entrei em Pânico ao Saber o Que Vocês Fizeram Na Última Sexta-Feira 13 do Verão Passado Parte 2. Devido ao meu envolvimento com a produção, a sessão de A Noite do Chupacabras, de Rodrigo Aragão, onde interpreto uma entidade canibal maléfica, foi uma experiência emocionalmente indissociável do apego pessoal. Presenciar a excelente recepção do público, que riu, vibrou e se horrorizou com o nosso humilde e sangrento filme, fez valer a pena todos os anos de batalha para concretizar o sonho de conceber filmes de horror genuinamente nacionais. É um grande orgulho estar contribuindo para a sedimentação de um caminho viável para o gênero fantástico no Brasil. E só tenho que agradecer ao Rodrigo Aragão por ter sido maluco o suficiente para depositar sua confiança num ator tão inexperiente. Assistir ao filme pronto na impressionante tela do Cine SESC foi a confirmação de que valeram a pena todas as noites sem dormir, todos os hematomas e as horas de maquiagem. Que venha a próxima insanidade!

Agradeço imensamente ao casal Cinefantasy, Eduardo Santana e Vivi Amaral, ao Fernando Rick e ao Danilo Baia, aos colegas de júri Silvio Alexandre e Osvaldo Neto, e a todos os amigos que me recepcionaram tão bem em minha estadia em São Paulo, especialmente Joel Caetano, Mariana Zani, Felipe Guerra, Rodrigo Aragão, Mayra Alarcon, Valderrama,  Fonzo “Tony” Squizzo, Danielle e Giselle Bezerra, Patty Fang, Laura Cánepa e Leandro Caraça. Certamente onde houver escuridão, sangue e uma tela de cinema, nos encontraremos novamente.

Felipe Guerra, Ruggero Deodato, eu, Joel Caetano

A Noite do Chupacabras na tela do CiNESESC

Abocanhando Patty Fang

Vivi Amaral, Paolo Zelati, Fernando Rick e Eduardo Santana

Paolo Zelati, Deodato, Luiz Carlos Merten

Cinefantasy Experience

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A NOITE DO CHUPACABRAS TRAILER OFICIAL

Em breve publicarei uma espécie de diário de filmagem contando um pouco sobre minha experiência na produção de A Noite do Chupacabras. Foi uma honra ter recebido o convite do Rodrigo Aragão para fazer parte deste filme, junto com Petter Baiestorf, Joel Caetano, Valderrama, Kika e toda uma equipe que deu o sangue (alguns literalmente, não é Tony?) para a realização do projeto.  A Noite do Chupacabras, assim como 90% dos filmes independentes no Brasil, foi produzido na cara e na coragem, e sem o apoio de nenhum edital! E pensar que tem gente pedindo captação de um milhão de reais para criar um blog.

 

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FALTA POUCO PARA A NOITE DO CHUPACABRAS CHEGAR!

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