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Segue a Semana do Medo Com Clássicos do Horror na Sala P.F. Gastal!

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O Enigma do Outro Mundo (The Thing, 1982)

Aproveitando o mote do 40º aniversário de lançamento do clássico O Exorcista, de William Friedkin (que teve sua premiére em junho de 1973, na cidade de Nova York), a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) segue exibindo até o dia 2 de junho uma mostra reunindo este e outros filmes célebres que marcaram o cinema de horror nas últimas décadas.
Além do apavorante filme de Friedkin sobre a menina possuída pelo demônio – que está sendo exibido na versão do diretor, com 10 minutos a mais de duração –, a mostra Obras-Primas do Cinema de Horror inclui títulos como Freaks, de Tod Browning, O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, Carrie, a Estranha, de Brian DePalma, e Alien, o 8º Passageiro, de Ridley Scott, entre outros. Nesta segunda semana da mostra, mais dois títulos integram a programação, O Vampiro da Noite, de Terence Fisher, e O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter.
A mostra Obras-primas do Cinema de Horror tem o apoio da distribuidora MPLC.

PROGRAMAÇÃO
O Exorcista (The Exorcist), de William Friedkin (Estados Unidos, 1973, 132 minutos)
Em Georgetown, Washington, uma atriz (Ellen Burstyn) vai gradativamente tomando consciência de que sua filha de 12 anos (Linda Blair) está tendo um comportamento assustador. Desesperada, ela pede ajuda a um padre, que também é psiquiatra (Jason Miller), e este chega à conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote (Max von Sydow), especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão. Exibição em Blu-ray.

O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby), de Roman Polanski (Estados Unidos, 1968, 136 minutos)
Um jovem casal, Rosemary (Mia Farrow) e Guy Woodhouse (John Cassavetes), se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas, onde coisas bizarras acontecem. Quando a mulher engravida, passa a ter alucinações e vê seu marido se envolver com os vizinhos, uma seita de adoradores do demônio que quer que ela conceba o Filho das Trevas. Exibição em Blu-ray.

Alien, o 8º Passageiro (Alien), de Ridley Scott (Estados Unidos/Inglaterra, 1979, 116 minutos)
Uma nave espacial, ao retornar para a Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteróide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não pára de crescer e tem como meta matar toda a tripulação. Uma das mais bem sucedidas combinações de horror e ficção científica da história do cinema, em filme que inaugurou uma série de sucesso e revelou o talento da atriz Sigourney Weaver. Exibição em Blu-ray.

O Iluminado (The Shinning), de Stanley Kubrick (Inglaterra/Estados Unidos, 1980, 146 minutos)
Durante o inverno, um aspirante a escritor (Jack Nicholson) é contratado para trabalhar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). O contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de terríveis acontecimentos ocorridos no local. Um dos grandes trabalhos de Stanley Kubrick, que adapta com virtuosismo o romance de Stephen King. Exibição em Blu-ray.

Carrie, a Estranha (Carrie), de Brian DePalma (Estados Unidos, 1976, 98 minutos)
Carry White (Sissy Spacek), uma jovem tímida, tem poderes cinéticos, e é reprimida pela mãe, uma fanática religiosa (Piper Laurie). Menosprezada pelos colegas, durante o baile de formatura da escola irá usar seu dom para promover uma vingança sangrenta. Eficiente adaptação do romance de Stephen King. Exibição em DVD.

Os Inocentes (The Innocents), de Jack Clayton (Inglaterra/Estados Unidos, 1961, 100 minutos)

Algo e estranho e sinistro estava acontecendo naquela casa, pensou Miss Giddens (Deborah Kerr), contratada para cuidar de Flora e Miles, dois irmãos que ficaram órfãos em circunstâncias misteriosas. Com o passar do tempo, Miss Giddens acredita que existe alguma coisa escondida nas trevas da mansão, fazendo com que as crianças tenham um comportamento muito assustador. A jovem governanta não sabe se terá forças para enfrentar esse perigo oculto na face de crianças inocentes. Impecável transposição cinematográfica da famosa novela de Henry James, A Outra Volta do Parafuso. Exibição em DVD.

Freaks, de Tod Browning (Estados Unidos, 1932, 62 minutos)
Em um circo, um grupo de personagens interpretados por atores com diferentes tipos de deficiência física se vingam da bela e cruel trapezista Cleópatra. Clássico de 1932 que abalou a sociedade da época, foi rejeitado, trancafiado e somente após 30 anos, na década de 60, novamente redescoberto, passando a exercer grande influência em artistas como a fotógrafa Diane Arbus e o cineasta David Lynch. Exibição em DVD. Legendas em espanhol.

Uma Sepultura na Eternidade (Quatermass and the Pitt), de Roy Ward Baker (Inglaterra, 1967, 97 minutos)
Trabalhando na construção de uma nova linha do metrô em Londres, um grupo de operários encontra a carcaça do que acreditam ser um artefato bélico pertencente aos alemães, da época da Segunda Guerra Mundial. Porém, quando um especialista investiga o objeto, todos descobrem que ele guarda um outro grande segredo. Exibição em DVD. Legendas em espanhol.

Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London), de John Landis (Inglaterra/Estados Unidos, 1981, 97 minutos)
David Kessler (David Naughton) e Jack Goodman (Griffin Dunne) são colegas de colégio, que vieram dos Estados Unidos para conhecer a Inglaterra. Pedindo carona nas estradas, eles chegam a uma pequena cidade, onde são atacados por um lobo. As consequências do ataque serão assustadoras. Exibição em DVD.

O Vampiro da Noite (Horror of Dracula), de Terence Fisher. Inglaterra, 1957, 82 minutos.
Clássica adaptação da Hammer Filmes para o romance Drácula, de Brasm Stoker, encarnado pelo ator Christopher Lee, que se imortalizaria com sua elegante criação do conde da Transilvânia. Exibição em DVD.

O Enigma do Outro Mundo (The Thing), de John Carpenter. Estados Unidos, 1982, 108 minutos,
Em uma estação de pesquisa na Antártica, um grupo de cientistas precisa enfrentar uma assustadora forma alienígena. Uma das obras-primas de John Carpenter, um mestre do cinema de horror, que refilma com virtuosimo o clássico O Monstro do Ártico.

GRADE DE HORÁRIOS
Segunda Semana (28 de maio a 2 de junho de 2013)
28 de maio (terça-feira)
15:00 – O Vampiro da Noite
17:00 – Carrie, a Estranha
19:00 – O Exorcista

29 de maio (quarta-feira)
15:00 – Freaks
17:00 – O Enigma do Outro Mundo
19:00 – Uma Sepultura na Eternidade

30 de maio (quinta-feira)
15:00 – Um Lobisomem Americano em Londres
17:00 – Freaks
19:00 – O Bebê de Rosemary

31 de maio (sexta-feira)
15:00 – Os Inocentes
17:00 – Alien, o 8º Passageiro
19:00 – O Iluminado

1º de junho (sábado)
15:00 – O Vampiro da Noite
17:00 – O Enigma do Outro Mundo
19:00 – O Bebê de Rosemary

2 de junho (domingo)
15:00 – Freaks
17:00 – Um Lobisomem Americano em Londres
19:00 – Uma Sepultura na Eternidade

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A VINGANÇA DOS FILMES B ORGULHOSAMENTE APRESENTA: AMARGA HOSPEDAGEM!

Amarga Hospedagem, de Claúdio Guidugli (RS, 2011, 60 minutos). Com Roberto de Paula, Franciele Cacimiro  / Ao praticarem mountain bike numa região rural do interior do RS, grupo de ciclistas é capturado por um psicopata sádico. Os incautos ciclistas precisam lutar para não serem transformados em lingüiça, mas nem todos são inocentes como aparentam. Um sangrento e divertido thriller de ação e horror produzido na pequena cidade de Roca Sales, no Vale do Taquari. Amarga Hospedagem foi inteiramente gravado com uma cyber-shot, com elenco composto por atores amadores, orçamento zero e muita criatividade, transformando uma produção tecnicamente precária num divertido exercício de cinema de gênero.

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EM 2013 O MAR NEGRO CHEGARÁ ATÉ VOCÊS!

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A VINGANÇA DOS FILMES B-PARTE 2!

(A arte do cartaz e a vinheta da mostra foram uma grata contribuição do grande amigo Marcelo Lim)

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08/11/2012 · 1:38

HORROR.DOC

Em novembro estreia o documentário “Horror.Doc”, produzido pela Cumbuca Filmes e dirigido pela talentosa Renata Heinz.  O longa faz um panorama da produção dedicada ao cinema fantástico no país, com depoimentos de realizadores e pesquisadores do gênero.  Fui um dos entrevistados para o projeto, fazendo companhia a Rodrigo Aragão, Marcelo Severo, Laura Cánepa, Carlos Primati, Felipe Guerra e outras pessoas bacanas, que assim como eu são apaixonadas pelo cinema de horror.  O documentário fará parte da minha mostra “A Vingança dos Filmes B- Parte 2”, que ocorrerá na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro no final de novembro. Aguardem maiores informações.

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RUMO AO MAR NEGRO!

Amanhã parto para o Espirito Santo para participar das gravações de Mar Negro, o desfecho da trilogia de horror idealizada por Rodrigo Aragão, iniciada em 2008 com Mangue Negro, e precedida em 2011 por A Noite do Chupacabras. Em meus trabalhos como ator já desempenhei papéis bizarros, tais como um coveiro onanista necrófilo em Rigor Mortis, de Fernando Mantelli e Marcello Lima, um pedinte falsamente aleijado em INpoliticamente Correto, de Pedro Breitman e Maurício Gyboski, fui transformado num monstro raivoso após ser mordido por um mendigo infectado em David Blyth’s Damn Laser Vampires, de David Blyth e Felipe Guerra, um velho feiticeiro canibal em A Noite do Chupacabras… e para completar essa galeria grotesca faltava algo mais radical…ok, não falta mais! Aguardem! Enquanto isso fiquem com o segundo making of de Mar Negro.

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MAR NEGRO GANHA SEU PRIMEIRO MAKING OF!

O diretor capixaba Rodrigo Aragão, um dos grandes batalhadores do cinema de gênero no Brasil, divulga o primeiro making of de seu próximo longa, “Mar Negro”. O desfecho da trilogia, iniciada com o hoje cult “Mangue Negro” , e seguida de “A Noite do Chupacabras” (lançado recentemente em DVD),  promete incluir criaturas ainda mais bizarras na história da filmografia brasileira de horror.

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VENCEDORES FANTASPOA 2012- JÚRI OFICIAL

Inato – Prêmio de Melhores Efeitos Especiais

Após 16 dias de intensas atividades, unindo fãs do cinema fantástico de várias partes do Brasil e do exterior, chegou ao fim mais um FANTASPOA! Em sua oitava edição o festival foi coroado com a ilustre presença de Stuart Gordon, que gerou uma histórica e lotada sessão comentada de Re-Animator. Apesar de ter me desligado da organização do festival em 2011, este ano participei como jurado da mostra Apocalipse Zumbi, junto com meu amigo e especialista em Sci-Fi anos 50, Marcelo Severo. Elegemos a divertida comédia de humor negro “Pushin Up Daisies” como o melhor filme da mostra, ou numa justificativa de crítico sério: “Pushin Up Daisies pela inventividade da trama ao utilizar a mítica figura dos zumbis como elemento desestabilizador para satirizar as convenções cinematográficas, num implacável exercício de humor negro”.

Abaixo a lista de vencedores do júri oficial. Em breve mais relatos sobre o festival.

CURTAS-METRAGENS

MELHOR CURTA NACIONAL LIVE-ACTION:
OS DESALMADOS, dirigido por Raphael Borghi

MELHOR CURTA NACIONAL ANIMAÇÃO:
CÉU NO ANDAR DE BAIXO, dirigido por Leonardo Cata Preta

MELHOR CURTA INTERNACIONAL LIVE-ACTION:
PICNIC, dirigido por Gerardo Herrero

MELHOR CURTA INTERNACIONAL ANIMAÇÃO:
CANÇÃO DE BLACKWATER, dirigido por Bo Mathorne

MOSTRA APOCALIPSE ZUMBI
Pushin’ up Daisies, dirigido por Patrick Franklin

MOSTRA PANORAMA

MELHOR DIRETOR(A): Martha Stephens, A Canção do Peregrino

MELHOR FILME:
Kid-Thing, de David Zellner

COMPETIÇÃO IBERO-AMERICANA

MELHOR FILME:
Toupeiras, de Emiliano Romero

MELHOR DIRETOR:
Nicanor Loreti (Diablo)

Menção honrosa pela memória do cinema fantástico: Alucardos, de Ulises Ulicardo Guzman Reyes

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

MELHOR FILME:
O Alvo, de Alexander Zeldovich

MELHOR DIRETOR:
David Jarab – Mão-Cabeça-Coração

MELHOR ATOR:
Tihomir Stanic – O Inimigo

MELHOR ATRIZ:
Victoria Bidwell – Pele Reconfortante

MELHOR ROTEIRO:
Tomasz Thomson, por Snowman’s Land

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS:
Inato (Alex Chandon)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Yuji Tsuzuki, por O Contrabandista

BANHO DE SANGUE:
Raiva (Aharon Kesales e Navot Papushado)

RAINHA DO GRITO:
Anessa Ramsey – Ritos da Primavera

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI/CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA:
The Girl from the Naked Eye (Jason Yee)

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C’ERA UNA VOLTA IN ITALIA-BREVES RELATOS PARTE 2

Meu Vaticano fica aqui!

Existe um ditado popular para definir uma oportunidade desperdiçada, “ir a Roma e não conhecer o papa”. Obviamente não conheci o dito cujo, e garanto que tenho muitas questões atravessadas na garganta para despejar sobre o Sr. Joseph Ratzinger, porém, movido pela curiosidade histórica realizei uma breve incursão pela Santa Sé, e apenas posso dizer que fiquei mais indignado do que impressionado com a riqueza e a ostentação do Vaticano. E algumas demonstrações de fé, como as crises de choro histéricas e a bizarra figura de uma senhora de ar rancoroso, ostentando uma cruz tatuada na testa, só reforçaram alguns dos meus sentimentos anti-religiosos. O fato é que se existe um Vaticano digno de romaria para os fãs de horror, ele se chama “Profondo Rosso”, e fica na Via Dei Gracchi 260, apenas algumas quadras distante da Santa Sé.

A “Profondo Rosso” é uma loja de artigos de horror gerenciada pelo cineasta Luigi Cozzi, e de propriedade do mítico Dario Argento. Tive o prazer de conhecer o simpático Cozzi durante a sexta edição do FANTASPOA. Ele não se encontrava presente em minha visita à loja, mas fui muito bem recepcionado por sua esposa Leticia e pelo atendente Fabio. A “Profondo Rosso” é uma parada obrigatória para os cinéfilos perdidos em Roma, seja pelo fator fetichista,

os prestativos Fabio e Leticia

afinal Dario Argento tornou-se uma marca registrada do gênero horror, ou para adquirir material sobre cinema fantástico. A loja possui um bom acervo de livros, filmes, pôsteres, action figures, e outras bugigangas relacionadas a horror e fantasia que alegrarão qualquer colecionador, mas preparem os bolsos, pois os artigos não costumam ser nada baratos. O porão da loja ainda possuí um pequeno museu dedicado à obra de Argento, onde os aficionados podem ver de perto animatronics e objetos de cena utilizados em diversos de seus filmes, como “Phenomena”, “Dois Olhos Satânicos”, “Demons” e outros. Além de voltar com alguns livros sobre o horror italiano na bagagem, investi alguns salgados euros na fantástica edição em blu ray de “Pavor na Cidade dos Zumbis” (Paura Nella Città Dei Morti Viventi / 1980), de Lucio Fulci, lançada pela inglesa Arrow Films. E também não resisti a um souvenir que dificilmente encontraria por aqui, uma caneca do Lucio Fulci com imagens do diretor e de criaturas de “Zumbi 2” e “Pavor na Cidade dos Zumbis”.

Fãs de Argento e cinema fantástico em geral podem obter mais informaçõe sobre a Profondo Rosso acessando o site http://www.profondorossostore.com/

Demoni!

“Eles farão de suas catedrais, cemitérios, e de suas cidades, tumbas.”

Carne fresca nas catacumbas da Profondo Rosso! Um boneco utilizado em "Dois Olhos Satânicos".

A meiga criança psicopata de "Phenomena".

Algum fã de Argento esquecido no porão

 

Esse animatronic me causou pesadelos na infância.

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KILL LIST

Existe algo de estranho na composição de Kill List, uma nota dissonante que fica ecoando morbidamente em nossa cabeça após seu desfecho. Essa nota encontra-se em sua estranheza narrativa, em suas elipses, e em sua crueza visual, que culminam num hermetismo engenhosamente arquitetado onde a monotonia inicial transforma-se num crescente de horror e brutalidade.

O diretor inglês Ben Wheatley não tem pressa na construção da trama, investindo de forma pouco convencional na apresentação do mote central. Apesar de a atmosfera tensa indicar a todo instante que algo de muito ruim irá ocorrer, interferindo e esfacelando a vida aparentemente medíocre das personagens, é difícil antecipar os passos da história. O roteiro dá margem para o improviso dos atores enquanto investe no drama cotidiano de um lar prestes a ruir. A improvisação é nítida em algumas situações, provocando uma química tensa e funcional entre os atores, algo que o aproxima estranhamente do cinema de Mike Leigh.

Desempregado e com as finanças no vermelho, Jay (Neil Maskell) vive em conflito com a esposa Shel (MyAnna Buring), sob os olhos apreensivos do pequeno filho do casal. Quando o amigo Sam (Harry Simpson) aparece para jantar, trazendo consigo uma garota estranha e a proposta de um novo trabalho, a normalidade começa a dar lugar ao estranhamento. Jay não é apenas um simples pai de família com dificuldades financeiras, mas também um matador de aluguel repleto de demônios interiores. Ao aceitar o novo serviço, recebe de um contratante misterioso uma lista contendo três nomes para serem eliminados. A tarefa, planejada para ser simples e limpa, acaba tomando um rumo bizarro e brutal quando Jay e Sam se vêem enredados com uma seita pagã repleta de intenções enigmáticas. Uma seqüência específica envolvendo um martelo e uma cabeça esmigalhada demonstra como a situação foge completamente de controle.

Quando o paganismo surge em cena, justificando uma simbologia que a princípio nos é apresentada de forma vaga e aleatória nas entrelinhas da narrativa, Kill List se aproxima de um tema tradicional no horror clássico inglês, que já nos concedeu pérolas como O Homem de Palha (1973), de Robin Hardy e The Witches (1966), de Cyril Frankel. Enquanto O Homem de Palha é a referência cinematográfica mais pulsante, também é notável as semelhanças, em essência, não em estrutura, com o conto O Monarca do Vale, de Neil Gaiman, contido no primeiro volume de Coisas Frágeis. O diretor Ben Wheatley negou-se a mastigar para o público suas intenções, exigindo um certo nível de conhecimento intertextual para a apreciação de seu desfecho. O cinema inglês foi pródigo em utilizar seitas pagãs como representação de um mal secular que permanece enraizado de forma silenciosa no coração da sociedade, afrontando com seus rituais a racionalidade do mundo moderno, e principalmente os valores impostos pela cristandade. Alguns poderão acusar a seqüência final de ser um confuso artifício com a simples intenção de chocar, e muitos irão fazer associações diretas com o controverso A Serbian Film , porém seu desfecho, amparado na simbologia e na crueldade dos  mitos pagãos, está longe da gratuidade, e pode mais incomodar do que instigar os adeptos do horror fácil, e talvez seja esse hermetismo que o torne tão perturbador e fascinante.

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