Arquivo da categoria: Horror

OS PREMIADOS DO 6°CINEFANTASY!

CURTAS METRAGENS

MELHOR CURTA POR JURI POPULAR
BUNNY THE KILLER THING
 (Ficção, horror, Finlândia, 2011)
Direção: Joonas Makkonen

Bunny The Killer Thing

MELHOR CURTA HORROR
WILT 
(Ficção, horror, Alemanha, 2011)
Direção: Daniel Vogelmann

MELHOR CURTA FICÇÃO CIENTIFICA
DECAPODA SHOCK
 (Ficção, ficção científica, Espanha, 2011)
Direção: Javier Chillon

MELHOR CURTA FANTASIA
EMPLOYEE OF THE MONTH 
( Ficção, fantasia, Suíça, 2011)
Direção: Olivier Beguin

MELHOR CURTA ANIMAÇÃO
THE BACKWATER GOSPEL

(Animação, ficção científica, Dinamarca, 2011)
Direção: Bo Mathorne

MELHOR CURTA DIREÇÃO
WILT 
(Ficção, horror, Alemanha, 2011)
Direção: Daniel Vogelmann

MELHOR CURTA ROTEIRO
WILT 
(Ficção, horror, Alemanha, 2011)
Direção: Daniel Vogelmann
Roteiro: Lukas Becker, Mathias Brod, Daniel Vogelmann

MELHOR CURTA TRILHA SONORA
Y VOLVERÉ… (Ficção, horror, México, 2010)
Direção: Edgar Nito

MELHOR CURTA MAQUIAGEM
BRUTAL RELAX
 (Ficção, horror, Espanha, 2010)
Direção: Adrián Cardona, Rafa Dengrá e David Muñoz

MELHOR CURTA EFEITOS
EMPLOYEE OF THE MONTH 
( Ficção, fantasia, Suíça, 2011)
Direção: Olivier Beguin

MELHOR CURTA CRIATURA
BUNNY THE KILLER THING
 (Ficção, horror, Finlândia, 2011)
Direção: Joonas Makkonen
Matti Kiviniemi – Bunny the Killer Thing

MELHOR CURTA VÍTIMA
AMY’S IN THE ATTIC 
(Ficção, horror, Canadá, 2011)
Direção: Matthew Saliba
Kayden Rose – Amy

MELHOR CURTA VILÃO
LAVAGEM

Ficção, horror, Brasil, 2010)
Direção: Shiko
O Pastor

PRÊMIO ESTÍMULO AMADOR
VELHO MUNDO
 (Ficção, fantasia, Brasil, 2010)
Direção: Armando Fonseca

PRÊMIO ESTÍMULO ESTUDANTE
DUAS VIDAS PARA ANTONIO ESPINOSA
 (Ficção, fantasia, Brasil, 2011)
Direção: Caio D’Andrea e Rodrigo Fonseca

MENÇÃO HONROSA REVELAÇÃO
EU & A LOIRA (
Ficção, fantasia, Brasil, 2011)
Direção: Lucas Calmon

LONGAS METRAGENS

MELHOR LONGA POR JURI POPULAR
ALUCARDOS – RETRATO DE UM VAMPIRO 
(Doc, Horror, México, 2010)
Direção: Ulises Guzmán

Alucardos

MELHOR LONGA HORROR
MALDITOS SEAN! 
(Ficção, Fantasia/Horror/Ficção-Científica, Argentina, 2011)
Direção: Demian Rugna e Fabian Forte

MELHOR LONGA FICÇÃO CIENTIFICA
DIE FARBE 
(Ficção, Horror, Alemanha, 2010)
Direção: Huan Vu

MELHOR LONGA FANTASIA
KROKODYLE 
(Ficção, Fantasia, Itália, 2010)
Direção: Stefano Bessoni

MELHOR LONGA DIREÇÃO
ALUCARDOS – RETRATO DE UM VAMPIRO 
(Doc, Horror, México, 2010)
Direção: Ulises Guzmán

MELHOR LONGA ROTEIRO
HAROLD’S GOING STIFF
 (Ficção, horror, Grã-Bretanha, 2010)
Direção e Roteiro: Keith Wright

MELHOR LONGA TRILHA SONORA
O GURI
 (Ficção, Fantasia, Brasil, 2011)
Direção: Zeca Brito
Trilha Sonora: Luiz Felipe Damiani

MELHOR LONGA MAQUIAGEM / EFEITOS
A DAY OF VIOLENCE
 (Ficção, Horror, Reino Unido, 2010)
Direção: Darren Ward
Efeitos/Maquiagem: Cesar Alonso, Stuart Browne, Scott Orr, Alastair Vardy

MELHOR LONGA CRIATURA
A NOITE DO CHUPACABRAS
 (Ficção, Horror, Brasil, 2011)
Direção: Rodrigo Aragão
Walderrama dos Santos – Chupacabras

A Noite do Chupacabras

MELHOR LONGA VÍTIMA
MALDITOS SEAN! 
(Ficção, Fantasia/Horror/Ficção-Científica, Argentina, 2011)
Direção: Demian Rugna e Fabian Forte
O Delegado

MELHOR LONGA VILÃO
MALDITOS SEAN! 
(Ficção, Fantasia/Horror/Ficção-Científica, Argentina, 2011)
Direção: Demian Rugna e Fabian Forte
Os Anões

PRÊMIO ESPECIAL DESAFIO MESTRE DOS GRITOS

NEGATIVE IMAGE (Ficção, Horror, Reino Unido, 2011)
Direção: Karl Holt


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COM A PALAVRA… RUGGERO DEODATO!

Ruggero Deodato

 “Eu faço o meu trabalho, e se acontecer de eu filmar uma cena que eu quero que seja cruel e violenta, desejo que seja o mais realista possível. Em todo caso, eu já disse que eu não faço crueldade gratuita, e que não era eu quem queria o abate de animais em Canibal Holocausto. Os índios comiam tartarugas e porcos. Então …”

 

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RUMO AO 6° CINEFANTASY!

 

O CineFantasy chega à sua sexta edição confirmando sua maturidade, e consolidando sua importância na concretização de um cenário brasileiro de festivais dedicados ao cinema fantástico.  O festival, que em sua infância  deu seus primeiros e tímidos passos no litoral paulista, aterrorizando Ilha Comprida, hoje tornou-se um enorme monstro lovecraftiano, e invade diversas salas de cinemas e centros culturais de São Paulo.  O diretor homenageado desta edição sanciona o porte monstruoso adquirido pelo CineFantasy. O mítico e controverso diretor italiano Ruggero Deodato (Canibal Holocausto, House on The Edge of the Park, O Último Mundo Canibal) estará presente para uma breve retrospectiva de sua obra. Um verdadeiro presente para os fãs do cinema de horror italiano.  E outra boa notícia envolve o escriba deste humilde blog. Além de estar nas telas do festival como ator dos filmes “A Noite do Chupacabras” e “David Blyth’s Damn Laser Vampires”, fui convidado pelos organizadores Eduardo Santana e Vivi Amaral para compor o corpo de jurados da mostra competitiva de curtas-metragens.  Por duas semanas São Paulo estará sob o domínio do estranho mundo do CineFantasy. Quem sobreviver verá! Acessem o site e programem-se: http://www.cinefantasy.com.br/principal.html

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COM A PALAVRA… DARIO ARGENTO!

Argento em ação nas filmagens de Phenomena (1985)

“O cinema de terror hoje, especialmente o norte-americano, está mais para Playstation. Eu não gosto. É para crianças e adolescentes, não para adultos. Gosto muito mais dos filmes japoneses e sul-coreanos. São muito mais interessantes”.

(Dario Argento)

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CRIANÇAS SÃO MONSTROS, OU MONSTROS SÃO CRIANÇAS?

“Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.”

(Augusto dos Anjos)

A infância certamente é uma fascinante época de descobertas e deslumbramentos, mas ao contrário do que as campanhas de marketing insistem em nos vender sempre que o mês de outubro se aproxima, nem tudo são flores e maravilhas neste período da vida. Se o cinema foi pródigo em propagar a infância como uma fase onde impera o lúdico, também foi hábil em retratá-la como uma época sombria, onde traumas são gerados, pesadelos tomam formas concretas, horrores se consolidam além da imaginação e pequenos monstros são engendrados. E é este tétrico universo infantil, de maldade inata e inocência corrompida que mais desperta meu interesse.  Porém, como sentenciou Henry James, “ninguém nunca saberá se crianças são monstros, ou monstros são crianças”.

A Aldeia dos Amaldiçoados (Village of the Damned, 1960), de Wolf Rilla

¿Quién puede matar a un niño (1976), de Narciso Ibáñez Serrador

A Inocente Face do Terror (The Other,1972), de Robert Mulligan

Cría Cuervos (1976), de Carlos Saura

Os Inocentes (The Innocents, 1961), de Jack Clayton

The Child, de Robert Voskanian (1977)

Filhos do Medo (The Brood,1979), de David Cronenberg

Kill, Baby, Kill, de Mario Bava (Operazione Paura,1966)

O Reflexo do Mal (The Reflecting Skin, 1990), de Philip Ridley

A Tara Maldita (The Bad Seed, 1956), de Mervyn Leroy

A Profecia (The Omen,1976), de Richard Donner

O Exorcista (The Exorcist, 1973), de Willian Friedkin

Terror nas Trevas (L'Aldilà, 1981), de Lucio Fulci

Colheita Maldita (Children of the Corn, 1984), de Fritz Kiersch

Cemitério Maldito (Pet Cemetery, 1989), de Mary Lambert

Joshua- O Filho do Mal (Joshua, 2007), de George Ratliff

kick Ass- Quebrando Tudo, (Kick Ass,2010)de Matthew Vaughn

The Children (2008), de Tom Shankland

Deixa Ela Entrar (Låt den rätte komma in, 2008), de Tomas Alfredson

A Fita Branca (Das weisse Band, 2009), de Michael Haneke

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PROJETO RAROS APRESENTA “NEXT OF KIN” (MAIS PRÓXIMO DO TERROR)!

Next of Kin (1982)

Sexta-feira, 07 de outubro, as 20h na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, o Projeto Raros exibirá o cultuado thriller australiano Next of Kin. Dirigido por Tony Williams, este suspense tétrico e de apurado senso estético, foi batizado com o título Mais Próximo do Terror quando lançado no Brasil em meados dos anos 1980. O filme já foi dissecado aqui no Cinema Ex Machina no artigo Next of Kin: Horror Perdido na Memória  (https://cinemaexmachina.wordpress.com/2010/12/13/next-of-kin-horror-perdido-na-memoria/). Após a sessão estarei debatendo a obra e o cinema de gênero australiano.

Uma chance única de conferir essa joia rara em tela grande.  ENTRADA FRANCA.

“Projeto Raros: Filmes que você sempre quis ver ou nem imaginava que existiam”.

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O MÊS EM QUE PORTO ALEGRE RESPIROU CINEMA!

Mostra Kenneth Anger no mezanino da Usina do Gasômetro

Durante o mês de julho Porto Alegre vivenciou um raro momento de verdadeiro êxtase entre os cinéfilos locais. Os menos atentos aos eventos culturais relativos a cinema, ou simplesmente insensíveis as artes em geral, não perceberam ou deram importância a feliz conjunção de agendas que possibilitou o fato de nomes como Kenneth Anger, Claire Denis e Lamberto Bava estarem perambulando simultaneamente pelas ruas da cidade. Estes cineastas tão

Anger e Denis em encontro inusitado

díspares quanto importantes em seus respectivos nichos podiam ser vistos passeando tranquilamente pela Rua da Praia, bebendo um cafezinho no Mercado Público ou assistindo ao pôr do sol na beira do Guaíba. Presenças inusitadas que tornaram a cidade um cenário quase surreal, de ares fílmicos, pois para os amantes do cinema, estas figuras aparentemente comuns bebendo o cafezinho na mesa ao lado não passavam despercebidas, estavam envoltas na mítica de suas obras.

Enquanto Lamberto Bava era o homenageado do VII FANTASPOA, tanto Claire Denis como Kenneth Anger tinham suas obras dissecadas em retrospectivas na Usina do Gasômetro. Por trabalhar na Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da prefeitura junto com Bernardo de Souza e Marcus Mello, que com esforços hercúleos foram os responsáveis pela vinda de Anger e Denis, tive a oportunidade de participar ativamente destas mostras e dialogar com estas figuras icônicas.

Mostra Kenneth Anger no mezanino da Usina do Gasômetro

Receoso com a aura maldita envolvendo o cineasta místico que concebeu “Invocation My Demon Brother”, “Lucifer Rising” e o livro “Hollywood Babylon”, encontrei Kenneth Anger ainda no aeroporto, e tive minhas ressalvas dissipadas ao me deparar com um senhor sorridente e acessível, que em nada lembrava o artista obscuro, famoso seguidor dos preceitos de Aleister Crowley, sempre relacionado a temas polêmicos envolvendo arte, homossexualismo e missas negras. Não foi à toa que os Rolling Stones compuseram “Simpathy for the Devil” em sua homenagem. Aos 84 anos Anger parecia sereno, sempre esboçando um sorriso resplandecente, ao contrário de seu acompanhante, o sisudo artista multimídia e ocultista Brian Butler.

Na coletiva de imprensa a idade pareceu lhe pesar nos ombros, e no geral Anger foi lacônico, respondendo sem muito entusiasmo algumas questões sobre sua obra ou se esquivando de forma bem humorada de perguntas sobre sua relação com rituais ocultistas. Quando indaguei se Hollywood ainda era uma Babilônia sobre a qual valeria escrever algo a respeito, respondeu que tem um terceiro volume de “Hollywood Babylon” quase finalizado, mas tem receio de lançá-lo, pois certamente seria processado pelos adeptos da Cientologia. Sobre o satanismo, não apenas em seus filmes como em sua trajetória pessoal, contrapôs que as pessoas as vezes não compreendem o seu estranho senso de humor, e o levam mais a sério do que deveriam. Porém, se Anger apenas quis se desvencilhar do assunto, talvez por estar cansado de responder sobre o tema, ou se realmente a magia era apenas mais uma ferramenta lírica em seu trabalho, seu amigo Brian Butler parece realmente levar as forças ocultas com seriedade. Ao final da coletiva Butler foi conversar com meu amigo Antônio Augusto

Fagundes Filho (mestre em tarô e outras atividades mágicas), que foi quem

Brian, Antônio e eu, na caça das entidades.

durante a coletiva mais manifestou curiosidade nas atividades demoníacas de Anger. E o interesse de Butler era claro, “brazilian black magic”, a boa e velha macumba. Após a coletiva acompanhamos Antônio numa tour pelas “floras’ do Mercado Público, e ficamos o resto da manhã envoltos com exus, pombas giras, pretos velhos e outras entidades. Engraçado foi explicar para Brian a denominação de algumas entidades da umbanda. Como traduzir “Exu Tranca Rua”? Com meu inglês macarrônico arrisquei um “Exu Lock Street”. Durante todo mês de julho a obra de Anger pôde ser devidamente apreciada numa exposição delirante que ocupou um grande espaço no 2° andar da Usina do Gasômetro. O velho cineasta deu seu aval, e retornou para sua babilônica Hollywood, nos deixando em dúvida sobre o quanto de realmente demoníaco havia na ostentação de seu simpático sorriso.

A retrospectiva da obra de Claire Denis na Sala P.F Gastal, foi essencial para uma reavaliação (e destruição) de conceitos que eu havia sedimentado durante anos sobre o trabalho desta peculiar realizadora francesa. Nunca fui um grande entusiasta de sua visão de cinema, mas sempre admirei a força com que ela defende suas opções narrativas e estéticas, e nesta revisão, filmes como “Desejo e Obsessão” e “35 Doses de Rum” (exibidos em belas cópias em 35mm)

Aula de cinema com Claire Denis

cresceram imensamente, apagando um certo ar de formalismo presunçoso que eu achava existir em seus trabalhos. E uma das surpresas mais agradáveis foi assistir “US Go Home”, uma rara produção realizada para a TV (para a série Tours lês Graçons ET lês Filles de leur Age) sobre a juventude francesa dos anos 60, que se tornou instantaneamente o meu filme preferido da diretora. Porém, o grande mérito desta retrospectiva foi a presença da própria Denis. Após a exibição de “Beau Traveil”, filme de abertura da mostra, realizou-se um debate, mediado pelo excelente montador Milton do Prado, que se transformou em uma extasiante explanação sobre a arte de fazer filmes.  O diálogo franco com o público, onde a realizadora conversou sobre seu processo criativo, suas influências, escolhas e experiências, foi uma absurda aula de cinema como raramente tive a oportunidade de presenciar. Conversei brevemente sobre o começo de sua carreira, iniciada como assistente de direção de um dos meus cineastas prediletos, Dusan Makavejev, em “Sweet Movie”. Ela revelou que a lição mais importante apreendida como assistente foi “não ter medo”. E falou isso não em termos artísticos, mas se referindo à experiência de vida. Aprender a nadar, andar de motocicleta, e realizar outras atividade perigosas que lhe eram exigidas em um filme, foram coisas fundamentais para auxiliá-la (uma jovem considerada frágil) a encarar a vida de frente; não temer. Além de Makavejev, Claire foi assistente de nomes como Win Wenders, Jim Jarmush, Costa-Gavras e Robert Enrico. Um currículo mais do que invejável.

Simpático e bonachão, Lamberto Bava estampou sorrisos nos rostos dos mais fervorosos fãs de horror durante o VII FANTASPOA. Apesar de não constar no hall dos meus diretores prediletos (seu lugar está ocupado pela lendária figura de seu pai, Mario Bava), Lamberto tem o mérito de ser o realizador de um dos filmes que mais marcaram a minha adolescência, auxiliando a sedimentar o meu gosto pelo gênero fantástico, “Demons- Filhos das Trevas”. O gore descarado, e a sequência onde demônios são massacrados dentro de um cinema (ao som de “Fast is a Shark”, do Accept) por um jovem munido de uma katana e uma motocicleta, é o suficiente para perdoá-lo pela gama de filmes medíocres que ele viria a dirigir. Atencioso com o público, o veterano diretor italiano participou de sessões comentadas sobre a sua obra e a de seu pai, e sanou a curiosidade dos cinéfilos revelando fatos interessantes, não apenas sobre os filmes da família Bava, mas também peculiaridades sobre como funcionava a indústria do horror italiano. Na retrospectiva de Mario não faltaram títulos

Ouvindo atentamente Lamberto Bava

clássicos como “A Máscara do Demônio”, “Perigo:Diabolik” e “Whip and the Body”, porém lamentei a ausência de “Sei Donne Per L’assassino”, filme seminal do gênero giallo. Entre os muitos relatos de Lamberto, foi curioso saber que apesar de seu nome constar como assistente de direção na ficha técnica de “Canibal Holocausto”, de Ruggero Deodato, ele não teve nenhum envolvimento com o filme, tendo cedido seu nome apenas para fechar uma cota de produção. E seus comentários sobre a rivalidade entre os diretores de filmes de gênero daquele período, apesar de muitos trabalharem cooperativamente, acabaram com a ilusão de que havia uma relação afetiva entre eles; as relações pareciam ocorrer estritamente no plano comercial Segundo relatou, depois de ter produzido seu primeiro longa-metragem, Deodato teria lhe dito, “Parabéns Lamberto, mas agora que você também é diretor, não podemos ser mais amigos”. Alguns destes comentários proporcionaram uma compreensão maior sobre desavenças lendárias entre diretores como Dario Argento e Lucio Fulci. Foi uma experiência emocionante ouvir histórias pessoalmente de quem presenciou e participou ativamente de um dos períodos mais efervescentes e criativos do cinema fantástico italiano.

O mês de julho de 2011 ficará ainda um bom tempo em minha memória, feito uma velha película technicolor, que mesmo arranhada, as cores persistem em não esmaecer.

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VII FANTASPOA: OS PREMIADOS.

Ninjas, de Dennison Ramalho

Curtas (Júri Oficial) Live-Action Nacional:

Ninjas, de Dennisson Ramalho

Animação Nacional:

Meu Medo, de Murilo Hauser

Live-Action Internacional:

A Maré, de Sylvia Guillet

Animação Internacional:

Bobby Yeah, de Robert Morgan

Curtas (Júri Popular) Live-Action Nacional:

Ninjas, de Dennisson Ramalho

Animação Nacional:

Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo, de Rodrigo John

Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo, de Rodrigo John.

Live-Action Internacional:

Tio Jack, de Jamin Winans

Animação Internacional:

Mercury Bird, de Ina Findeisen

Longas-Metragens (Júri Oficial) Competição de filmes de ação:

Mandrill, Ernesto Diaz Espinoza

Animação:

Technotise, de Aleksa Gajic

Mostra Latino-Americana-Melhor Filme:

Malditos Sejam, de Fabián Forte e Demian Rugna

Malditos Sejam, de Fabián Forte e Demian Rugna.

Melhor Diretor:

Pablo Ilanes, de Baby Shower

Menções Honrosas:

Qualidade artística: Estigmas

Revelação: O Sanatório

Competição Internacional:

Efeitos Especiais: O Sepulcro

Melhor Atriz: Angela Bettis, por Autômatos e Todos os Meus Amigos são Cantores de Funeral

Melhor Ator: Christian Berkel, por O Último Empregado

Roteiro: Uma Noite Escura e Tempestuosa, de Larry Blamire

Melhor Direção: Victor Nieuwenhuijs, Maartje Seyferth, por Carne

Melhor Filme: Vermelho, Branco e Azul, dirigido por Simon Rumley

Menções Honrosas:

Contribuição Artística: Stefano Bessoni, Krokodyle

Banho de Sangue: Ubaldo Terzani Horror Show

Rainha do Grito: Natasha Lyonne, Tudo Sobre a Maldade

Melhor longa-metragem eleito pelo público: Tudo Sobre a Maldade, de Joshua Grannell

Tudo Sobre a Maldade, de Joshua Grannell

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A ESCURIDÃO DA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA SERÁ A NOITE DO CHUPACABRAS!

“A Noite do Chupacabras”,  de Rodrigo Aragão,  nesta sexta-feira na abertura do 7° FANTASPOA as 21 horas no Cine Bancários  (Rua General Câmara N° 424) .

Minha breve participação no papel de uma entidade canibal.

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A VINGANÇA DOS FILMES B!

 

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