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A VINGANÇA DOS FILMES B-PARTE 2!

(A arte do cartaz e a vinheta da mostra foram uma grata contribuição do grande amigo Marcelo Lim)

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08/11/2012 · 1:38

RUMO AO MAR NEGRO!

Amanhã parto para o Espirito Santo para participar das gravações de Mar Negro, o desfecho da trilogia de horror idealizada por Rodrigo Aragão, iniciada em 2008 com Mangue Negro, e precedida em 2011 por A Noite do Chupacabras. Em meus trabalhos como ator já desempenhei papéis bizarros, tais como um coveiro onanista necrófilo em Rigor Mortis, de Fernando Mantelli e Marcello Lima, um pedinte falsamente aleijado em INpoliticamente Correto, de Pedro Breitman e Maurício Gyboski, fui transformado num monstro raivoso após ser mordido por um mendigo infectado em David Blyth’s Damn Laser Vampires, de David Blyth e Felipe Guerra, um velho feiticeiro canibal em A Noite do Chupacabras… e para completar essa galeria grotesca faltava algo mais radical…ok, não falta mais! Aguardem! Enquanto isso fiquem com o segundo making of de Mar Negro.

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RAROS ESPECIAL DE SEXTA-FEIRA 13: PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS

Pavor na Cidade dos Zumbis

Nesta sexta-feira 13, às 20 h30,  o Projeto Raros da Sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro, 3° andar) apresenta o clássico gore oitentista Pavor na Cidade dos Zumbis (Paura nella città dei morti viventi), do lendário diretor italiano Lucio Fulci. A sessão tem entrada franca e será comentada pelo jornalista Carlos Albornoz.

Na misteriosa cidade de Dunwich, um padre comete suicídio num antigo cemitério desencadeando uma profecia que culminará com a abertura dos sete portais do inferno. No mesmo instante em Nova Iorque, durante uma sessão mediúnica a jovem sensitiva Mary (Catriona MacColl) tem um colapso após ter visões de um futuro apocalíptico, onde os mortos retornam das regiões infernais para subjugar a terra. Auxiliada por Peter (Christopher George), um jornalista obstinado, Mary viaja para Dunwich na tentativa de evitar que a profecia se concretize.

À partir de Pavor na Cidade dos Zumbis o diretor Lucio Fulci romperia com a narrativa tradicional para elaborar uma trilogia (com a presença de MacColl) onde a razão seria sobrepujada pela lógica de um universo onírico macabro. Essa atmosfera de pesadelo, onde a narrativa formal é substituída por uma estrutura delirante seria complementada com os filmes A Casa do Além (L’Aldilà, 1981) e A Casa do Cemitério(Quella Villa Accanto Al Cimitero, 1981).

A imaginação é mais forte quando pressionada pelos horrores do inferno, declararia Fulci, um diretor acostumado a conduzir suas tramas orquestrando cenas impactantes onde o corpóreo e o metafísico coexistem gerando medo e estranheza em meio a absurdos banhos de sangue. Em Pavor na Cidade dos Zumbis o diretor extrapola o seu gosto por detalhes grotescos fornecendo ao espectador um festival de atrocidades amparado em um roteiro abstrato, repleto de situações que ilustram o seu descompromisso com a razão em prol do choque, numa recusa consciente das convenções formais da narrativa cinematográfica. No universo peculiar de Fulci é possível as pessoas agirem normalmente após uma insólita chuva de vermes, ou  uma garota vomitar os próprios intestinos, numa das cenas mais repugnantes do cinema gore dos anos 1980. A cena onde Giovanni Lombardo Radice, ator fetiche do cinema de horror italiano, tem sua cabeça transpassada por uma furadeira indústrial, e a seqüência onde Catriona MacColl é enterrada viva, auxiliam a justificar o fato de Fulci ser conhecido como o poeta da crueldade.

Pavor na Cidade dos Zumbis (Paura nella città dei morti viventi, Itália – 1980, Cor, 93 minutos)

Diretor: Lucio Fulci.

Com: Catriona MacColl, Christopher George, Carlo De Mejo, Giovanni Lombardo Radice

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A SERBIAN FILM- O FIM DE UMA NOVELA PATÉTICA!

A Serbian Film liberado para exibição!

Após uma longa, patética, e surreal novela promovida de forma absurda pelos moralistas e censores de plantão, enfim A Serbian Film foi liberado para exibição em território nacional. O que estava em jogo não era a defesa das qualidades da obra, mas sim o seu direito como cidadão, garantido pela constituição,  de decidir se queria ou não assistir ao filme  sem a intromissão do estado. A censura prévia estava cerceando o nosso direito legal de assistir, gostar ou desgostar, e emitir opinião a respeito de uma obra de ficção. A proibição ao filme o transformou automaticamente numa das obras mais baixadas no Brasil nos últimos tempos. Um verdadeiro tiro no pé dos censores, pois o ato auxiliou a transformar um filme medíocre, que certamente não extrapolaria o circuíto do público  interessado em cinema de horror extremo, numa febre entre o público em geral. Abaixo à decisão liminar, publicada juntos aos autos do Ofício 48/2012/GAB/DG/DPF, de 24 de janeiro de 2012, subscrito pelo Dr. Leandro Daiello Coimbra, Diretor- Geral da Polícia Federal, endereçado ao Senhor Secretário Nacional de Justiça:

 

“Em atenção ao ofício da referência informamos que a obra audiovisual “A SERBIAN FILM – TERROR SEM LIMITES” não incorre em nenhuma modalidade criminal, uma vez que, as cenas contidas na película não revelam atividades sexuais explícitas (reais ou simuladas) ou a exibição de órgãos genitais das crianças que participam da referida obra, não ferindo a disciplina da Lei nº 8.069/90.”
Cumprido, portanto, o provimento liminar, nos exatos termos em que deferido e tendo a Administração, por um de seus órgãos competentes, a Polícia Federal, concluído pela inocorrência dos crimes tipificados na Lei nº 8.069/90- Estatuto da Criança e Adolescente, entendo que não há mais razões de natureza jurídica que impeçam a exibição do filme “ A Serbian Film” em todo o território nacional.
Uma palavra final: vi o filme. Do início ao fim. O filme é realmente muito forte. Verdadeiramente impactante. O enredo é crudelíssimo. Se é arte eu não sei. Pode ser para alguns, para outros não. O que sei, contudo, é que se estivesse no cinema teria me levantado e ido embora. No entanto, como juiz, não posso ser o seu censor no território nacional, como me diz a Constituição Federal. Aliás, o que me garante a Carta Constitucional – não apenas a mim, mas a todo brasileiro – é o direito de me indignar, de recusar a vê-lo ou até mesmo o direito de me levantar e deixar a sala de sessão, levando comigo as minhas conclusões e convicções acerca da natureza humana, suas dimensões, limites e idiossincrasias. Aprendi com o desassossegado Fernando Pessoa “Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura” (Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, Cia das Letras, 2012, p. 82).
Fica, assim, desde já liberada a exibição do filme “A Serbian Film” no Brasil, como permite e autoriza a Constituição Federal.”

RICARDO MACHADO RABELO
Juiz Federal da 3ª Vara

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VENCEDORES FANTASPOA 2012- JÚRI OFICIAL

Inato – Prêmio de Melhores Efeitos Especiais

Após 16 dias de intensas atividades, unindo fãs do cinema fantástico de várias partes do Brasil e do exterior, chegou ao fim mais um FANTASPOA! Em sua oitava edição o festival foi coroado com a ilustre presença de Stuart Gordon, que gerou uma histórica e lotada sessão comentada de Re-Animator. Apesar de ter me desligado da organização do festival em 2011, este ano participei como jurado da mostra Apocalipse Zumbi, junto com meu amigo e especialista em Sci-Fi anos 50, Marcelo Severo. Elegemos a divertida comédia de humor negro “Pushin Up Daisies” como o melhor filme da mostra, ou numa justificativa de crítico sério: “Pushin Up Daisies pela inventividade da trama ao utilizar a mítica figura dos zumbis como elemento desestabilizador para satirizar as convenções cinematográficas, num implacável exercício de humor negro”.

Abaixo a lista de vencedores do júri oficial. Em breve mais relatos sobre o festival.

CURTAS-METRAGENS

MELHOR CURTA NACIONAL LIVE-ACTION:
OS DESALMADOS, dirigido por Raphael Borghi

MELHOR CURTA NACIONAL ANIMAÇÃO:
CÉU NO ANDAR DE BAIXO, dirigido por Leonardo Cata Preta

MELHOR CURTA INTERNACIONAL LIVE-ACTION:
PICNIC, dirigido por Gerardo Herrero

MELHOR CURTA INTERNACIONAL ANIMAÇÃO:
CANÇÃO DE BLACKWATER, dirigido por Bo Mathorne

MOSTRA APOCALIPSE ZUMBI
Pushin’ up Daisies, dirigido por Patrick Franklin

MOSTRA PANORAMA

MELHOR DIRETOR(A): Martha Stephens, A Canção do Peregrino

MELHOR FILME:
Kid-Thing, de David Zellner

COMPETIÇÃO IBERO-AMERICANA

MELHOR FILME:
Toupeiras, de Emiliano Romero

MELHOR DIRETOR:
Nicanor Loreti (Diablo)

Menção honrosa pela memória do cinema fantástico: Alucardos, de Ulises Ulicardo Guzman Reyes

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

MELHOR FILME:
O Alvo, de Alexander Zeldovich

MELHOR DIRETOR:
David Jarab – Mão-Cabeça-Coração

MELHOR ATOR:
Tihomir Stanic – O Inimigo

MELHOR ATRIZ:
Victoria Bidwell – Pele Reconfortante

MELHOR ROTEIRO:
Tomasz Thomson, por Snowman’s Land

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS:
Inato (Alex Chandon)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Yuji Tsuzuki, por O Contrabandista

BANHO DE SANGUE:
Raiva (Aharon Kesales e Navot Papushado)

RAINHA DO GRITO:
Anessa Ramsey – Ritos da Primavera

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI/CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA:
The Girl from the Naked Eye (Jason Yee)

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VIII FANTASPOA

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C’ERA UNA VOLTA IN ITALIA-BREVES RELATOS PARTE 2

Meu Vaticano fica aqui!

Existe um ditado popular para definir uma oportunidade desperdiçada, “ir a Roma e não conhecer o papa”. Obviamente não conheci o dito cujo, e garanto que tenho muitas questões atravessadas na garganta para despejar sobre o Sr. Joseph Ratzinger, porém, movido pela curiosidade histórica realizei uma breve incursão pela Santa Sé, e apenas posso dizer que fiquei mais indignado do que impressionado com a riqueza e a ostentação do Vaticano. E algumas demonstrações de fé, como as crises de choro histéricas e a bizarra figura de uma senhora de ar rancoroso, ostentando uma cruz tatuada na testa, só reforçaram alguns dos meus sentimentos anti-religiosos. O fato é que se existe um Vaticano digno de romaria para os fãs de horror, ele se chama “Profondo Rosso”, e fica na Via Dei Gracchi 260, apenas algumas quadras distante da Santa Sé.

A “Profondo Rosso” é uma loja de artigos de horror gerenciada pelo cineasta Luigi Cozzi, e de propriedade do mítico Dario Argento. Tive o prazer de conhecer o simpático Cozzi durante a sexta edição do FANTASPOA. Ele não se encontrava presente em minha visita à loja, mas fui muito bem recepcionado por sua esposa Leticia e pelo atendente Fabio. A “Profondo Rosso” é uma parada obrigatória para os cinéfilos perdidos em Roma, seja pelo fator fetichista,

os prestativos Fabio e Leticia

afinal Dario Argento tornou-se uma marca registrada do gênero horror, ou para adquirir material sobre cinema fantástico. A loja possui um bom acervo de livros, filmes, pôsteres, action figures, e outras bugigangas relacionadas a horror e fantasia que alegrarão qualquer colecionador, mas preparem os bolsos, pois os artigos não costumam ser nada baratos. O porão da loja ainda possuí um pequeno museu dedicado à obra de Argento, onde os aficionados podem ver de perto animatronics e objetos de cena utilizados em diversos de seus filmes, como “Phenomena”, “Dois Olhos Satânicos”, “Demons” e outros. Além de voltar com alguns livros sobre o horror italiano na bagagem, investi alguns salgados euros na fantástica edição em blu ray de “Pavor na Cidade dos Zumbis” (Paura Nella Città Dei Morti Viventi / 1980), de Lucio Fulci, lançada pela inglesa Arrow Films. E também não resisti a um souvenir que dificilmente encontraria por aqui, uma caneca do Lucio Fulci com imagens do diretor e de criaturas de “Zumbi 2” e “Pavor na Cidade dos Zumbis”.

Fãs de Argento e cinema fantástico em geral podem obter mais informaçõe sobre a Profondo Rosso acessando o site http://www.profondorossostore.com/

Demoni!

“Eles farão de suas catedrais, cemitérios, e de suas cidades, tumbas.”

Carne fresca nas catacumbas da Profondo Rosso! Um boneco utilizado em "Dois Olhos Satânicos".

A meiga criança psicopata de "Phenomena".

Algum fã de Argento esquecido no porão

 

Esse animatronic me causou pesadelos na infância.

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