Arquivo da categoria: Diretores

COM A PALAVRA…PAUL SCHRADER!

Paul Schrader

“Antes do videocassete era muito fácil roubar idéias, porque ninguém tinha visto os filmes originais”.

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MEMÓRIA FOTOGRAMA: FILME DEMÊNCIA

Exibição de Filme Demência na Sala PF Gastal em homenagem a Carlos Reichenbach 29/06/20012

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HOMENAGEM A CARLOS REICHENBACH NO PROJETO RAROS!

Ênio Gonçalves e Reichenbach durante a realização de Filme Demência (1986)

Na próxima sexta-feira (29 de junho), as 20h30, na Sala de Cinema P.F. Gastal (3° andar da Usina do Gasômetro), em homenagem ao grande diretor Carlos Reichenbach, o Projeto Raros exibirá “Filme Demência” (1986). Considerado pelo próprio Reichenbach como o seu trabalho predileto, a trama, escrita em conjunto com o crítico de cinema Inácio Araújo, acompanha a trajetória de Fausto, um indústrial a beira da falência que num momento de crise rompe seus  laços familiares e munido de uma arma mergulha na noite de São Paulo em busca de um paraíso imaginário. A sessão será comentada pelo jornalista Carlos Thomaz Albornoz e pelo professor de cinema Milton do Prado. Entrada Franca.

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ADEUS CARLOS REICHENBACH! VIVA A SUA ALMA CORSÁRIA!

Carlos Reichenbach (14 de junho de 1945 + 14 de junho de 2012)

Carlos Reichenbach partiu, ironicamente, no mesmo dia em que chegou ao mundo. Mas com ele as coisas não poderiam ser simples, precisavam conter este elemento desestabilizador,  nem que fosse um pequeno detalhe como a coincidência do nascimento e da morte, algo digno de um artifício cinematográfico. O cinema brasileiro perde o cineasta ímpar Carlos Reichenbach,  mas quem teve o prazer de conhecer a figura humana além da persona pública, perde o Carlão.

Carlão Reichenbach era uma figura generosa, rara, e despido de pudores e preconceitos foi um batalhador incansável de um cinema brasileiro que teima em se cansar facilmente, um incentivador corajoso de novos talentos e novos olhares. Era um cinéfilo perspicaz que poderia ficar horas debatendo sobre cinema com paixão e fúria, ouvindo e argumentando, dividindo seu vasto conhecimento para quem estivesse disposto a ouvir. Devido a essa paixão conseguiu agregar, incentivar e influenciar uma gama de jovens realizadores e críticos,  entre os quais me incluo. No começo da década passada a lista de discussão de cinema “Canibal Holocausto” (do amigo Thomaz Albornoz) era um ponto de referência para jovens com pretensões cinematográficas, e lá estava Carlão, um diretor canônico, debatendo humildemente com um bando de garotos entusiasmados.

“Em O Poderoso Chefão, Gordon Willis atingiu o preto absoluto! Gordon Willis é o único diretor de fotografia que conseguiu de forma genial o PRETO ABSOLUTO!” , gritava Carlão numa mesa de bar numa noite que entre um gole e outro eu tomava grandes lições sobre cinema.

Adeus Carlão! Obrigado por sua obra, por sua generosidade, e por ter me proporcionado numa mesa de bar uma das melhores aulas de cinema que tive em minha vida! Viva a sua alma corsária!

Carlão e eu durante a exibição de seu filme “Lilian M: Relatório Confidencial” na edição comemorativa número 100 do Projeto Raros.

FILMOGRAFIA:

2007 Falsa Loura

2004 Bens Confiscados

2003 Garotas do ABC

2002 Equilíbrio e Graça (short)

1999 Dois Córregos – Verdades Submersas no Tempo

1994 Olhar e Sensação (short)

1993 Alma Corsária

1990 City Life (documentary) (segment “Desordem em Progresso”)

1987 Anjos do Arrabalde

1986 Filme Demência

1984 Extremos do Prazer

1982 Amor, Palavra Prostituta

1982 As Safadas (segment “Rainha do Fliperama”)

1981 O Império do Desejo

1979 Sede de Amar

1979 AIlha dos Prazeres Proibidos

1975 Lilian M.: Relatório Confidencial

1972 Corrida em Busca do Amor

1971 O Paraíso Proibido

1970 Audácia (segments “Prólogo” and “Badaladíssima dos Trópicos X Os Picaretas do Sexo, A”)

1968 As Libertinas (segment “Alice”)

1968 Esta Rua Tão Augusta (documentary short)

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RIP- O CINEMA POPULAR BRASILEIRO PERDE O IRREVERENTE ADRIANO STUART!

Adriano Stuart (1944-2012)

Kung Fu Contra As Bonecas (1975)

Bacalhau (1975)

Os Trapalhões na Guerra dos Planetas (1978)

As Aventuras de Mário Fofoca (1982)

 

Ao lado de Antônio Abujanra em "Festa" (1989), de Hugo Giorgetti

 

Última aparição nas telas como o violento policial de "A Encarnação do Demônio" (2008), de José Mojica Marins.

 

 

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RIP- MORRE PAULO CÉSAR SARACENI, UM DOS PRECURSORES DO CINEMA NOVO!

Paulo César Saraceni (1933-2012)

 

Porto das Caixas (1962)

 

A Casa Assassinada (1974)

Ao Sul do Meu Corpo (1984)

 

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C’ERA UNA VOLTA IN ITALIA-BREVES RELATOS PARTE 2

Meu Vaticano fica aqui!

Existe um ditado popular para definir uma oportunidade desperdiçada, “ir a Roma e não conhecer o papa”. Obviamente não conheci o dito cujo, e garanto que tenho muitas questões atravessadas na garganta para despejar sobre o Sr. Joseph Ratzinger, porém, movido pela curiosidade histórica realizei uma breve incursão pela Santa Sé, e apenas posso dizer que fiquei mais indignado do que impressionado com a riqueza e a ostentação do Vaticano. E algumas demonstrações de fé, como as crises de choro histéricas e a bizarra figura de uma senhora de ar rancoroso, ostentando uma cruz tatuada na testa, só reforçaram alguns dos meus sentimentos anti-religiosos. O fato é que se existe um Vaticano digno de romaria para os fãs de horror, ele se chama “Profondo Rosso”, e fica na Via Dei Gracchi 260, apenas algumas quadras distante da Santa Sé.

A “Profondo Rosso” é uma loja de artigos de horror gerenciada pelo cineasta Luigi Cozzi, e de propriedade do mítico Dario Argento. Tive o prazer de conhecer o simpático Cozzi durante a sexta edição do FANTASPOA. Ele não se encontrava presente em minha visita à loja, mas fui muito bem recepcionado por sua esposa Leticia e pelo atendente Fabio. A “Profondo Rosso” é uma parada obrigatória para os cinéfilos perdidos em Roma, seja pelo fator fetichista,

os prestativos Fabio e Leticia

afinal Dario Argento tornou-se uma marca registrada do gênero horror, ou para adquirir material sobre cinema fantástico. A loja possui um bom acervo de livros, filmes, pôsteres, action figures, e outras bugigangas relacionadas a horror e fantasia que alegrarão qualquer colecionador, mas preparem os bolsos, pois os artigos não costumam ser nada baratos. O porão da loja ainda possuí um pequeno museu dedicado à obra de Argento, onde os aficionados podem ver de perto animatronics e objetos de cena utilizados em diversos de seus filmes, como “Phenomena”, “Dois Olhos Satânicos”, “Demons” e outros. Além de voltar com alguns livros sobre o horror italiano na bagagem, investi alguns salgados euros na fantástica edição em blu ray de “Pavor na Cidade dos Zumbis” (Paura Nella Città Dei Morti Viventi / 1980), de Lucio Fulci, lançada pela inglesa Arrow Films. E também não resisti a um souvenir que dificilmente encontraria por aqui, uma caneca do Lucio Fulci com imagens do diretor e de criaturas de “Zumbi 2” e “Pavor na Cidade dos Zumbis”.

Fãs de Argento e cinema fantástico em geral podem obter mais informaçõe sobre a Profondo Rosso acessando o site http://www.profondorossostore.com/

Demoni!

“Eles farão de suas catedrais, cemitérios, e de suas cidades, tumbas.”

Carne fresca nas catacumbas da Profondo Rosso! Um boneco utilizado em "Dois Olhos Satânicos".

A meiga criança psicopata de "Phenomena".

Algum fã de Argento esquecido no porão

 

Esse animatronic me causou pesadelos na infância.

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