Arquivo do mês: abril 2013

DEMÔNIOS E MARAVILHAS- UM BREVE PANORAMA INFERNAL NO CINEMA

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Haxan- A Feitiçaria Através dos Tempos (1922)

          I

Lúcifer, o Anjo Caído, o grande adversário do Criador e de sua criação, o

homem, é uma das figuras mais emblemáticas da cultura judaico-cristã. O anjo

que desafiou Deus, e foi banido do paraíso celeste por sua ousadia, travando

desde então uma batalha pela alma humana, tem sido uma metáfora milenar

para ilustrar e expiar os males que assombram a humanidade.

Com a ascensão do cristianismo, sincretismos religiosos e outras formas

de assimilação cultural acabaram gerando inúmeros nomes e formas para

designar as múltiplas facetas desta criatura mítica que representa o contra

peso da balança na eterna dualidade entre o bem e o mal. Lúcifer, Satanás,

Belzebu, Mefistófeles, Pazuzu, seja qual for a nomenclatura utilizada, é o termo

grego “daemon” (δαίμων), que origina a sua designação genérica mais comum,

Demônio. Da serpente que seduz Eva no Genesis, passando pelo dragão do

Apocalipse e das lendas medievais até a figura popular do homem com chifres

e cascos no lugar dos pés, esta entidade maléfica ultrapassa os limites do

contexto bíblico e dos delirantes sermões admoestatórios sobre os tormentos

do inferno, para fazer parte de uma mitologia universal, gerando uma fonte de

inspiração inesgotável para reflexões artísticas sobre a natureza humana.

O cinema em seus primórdios, assim como ocorreu com a pintura, a fotografia

e outras formas de arte, também foi considerado por muitos uma ferramenta

diabólica. Religiosos alertavam os fiéis sobre a ilusão demoníaca e a

permissividade moral da nova invenção, como lembra Jean-Claude Carrière

em seu ensaio “A Linguagem Secreta do Cinema”, espectadores muçulmanos

fechavam seus olhos diante da tela, pois “uma antiga e severa tradição proibia-

os de representar a forma e a face humanas, criações de Deus”. A imitação do

mundo era, portanto, obra do Demônio.

Pois o cinema parecia realmente uma ferramenta ideal para a ação do mítico

mestre da mentira e da ilusão, e não tardou para que ele desse as caras

na nova invenção, que assombrava e seduzia o público no final do século

XIX. O pioneiro cineasta francês Georges Méliès (1861-1938), foi um dos

Le Diable au Convent

Le Diable au Convent

precursores ao utilizar a figura do Demônio em suas produções. Diabos de

traços picarescos, herança das sátiras medievais, infestavam suas produções,

como Le Diable au Convent (1899), Le Cake Walk Infernal (1903) e Le

Chaudron Infernal (1903). Amparado por trucagens visuais nunca antes

vistas pelo público, Méliès, segundo Jean Tulard, “rompeu com o aborrecido

cinema-verdade de Lumière, criando o cinema-espetáculo”. Ao fornecer ao

público, demônios e maravilhas, além de uma fascinante viagem à lua, o

experimentalismo de Méliès auxiliou a conceber a linguagem cinematográfica

que hoje conhecemos.

Outros pioneiros do cinema se aventuraram na exploração de figuras

diabólicas, como o americano D.W. Griffith, com The Devil (EUA, 1908), e os

italianos Francesco Bertolini e Adolfo Padovan, que em 1911, inspirando-se

esteticamente nas ilustrações de Gustav Doré, realizaram L’Inferno (Itália,

1911), uma impressionante adaptação da primeira parte da obra A Divina

 L’Inferno

L’Inferno

Comédia, de Dante Alighieri. Imortalizado na obra Goethe, o mito de Fausto,

homem que em busca de juventude e conhecimento vende sua alma para o

demônio Mefistófeles, foi levado às telas pela primeira vez em 1904, num curta-

metragem do francês Georges Fagot, mas sua representação mais marcante

encontra-se em uma obra crepuscular do expressionismo alemão, Fausto

(Faust – Eine deutsche Volkssage, 1926), de F.W. Murnau. Porém, entre

as obras seminais no tratamento do tema, talvez seja Häxan, A Feitiçaria

Através dos Tempos (Häxan, 1922), de Benjamin Christensen, a que

melhor sobreviveu à evolução da narrativa cinematográfica, apresentando um

pesadelo de beleza lúgubre, que emula visualmente a obra do pintor holandês

Hieronymus Bosch, num universo repleto de demônios, bruxas medievais e

freiras possuídas, numa trama que mescla a ficção e o documental, explorando

teorias tanto místicas como racionais para relatar a influência de entidades

maléficas em nosso mundo. Em Häxan, religiosidade, medos e superstições

medievais se confrontam com as teorias psicanalíticas em voga na época.

Em seus primeiros anos, a abordagem do Diabo no cinema bebeu diretamente

da fonte literária (Goethe, Dante), nas lendas medievais e nos conceitos

bíblicos. Seres demoníacos, munidos de rabo e chifres, pululavam nas telas

fazendo caretas, seduzindo mulheres incautas ou barganhando a alma de

homens gananciosos, e mesmo que sua essência fosse claramente maléfica

para a audiência da época, vistas hoje, essas criaturas burlescas soam

ingênuas, gerando mais risos do que temor. Curiosamente, a figura mais

representativa daquilo que seria a “encarnação do mais puro mal”, pouco foi

explorada nos primórdios de um gênero que tem por natureza o objetivo de

assustar as pessoas, o cinema de horror.

II

Night of the demon poster

Durante os anos 1930 e 1940, os estúdios da Universal

auxiliaram a popularizar o gênero, apavorando o público com títulos

marcantes como Drácula (1931), de Todd Browning, Frankenstein (1931), de

James Whale, e A Múmia (1932), de Karl Freund, mas durante este período

foram raras, ou nulas, as incursões do Demônio como protagonista, salvo

eventuais presenças em produções bíblicas.

Em 1957, Jacques Tourneur, veterano diretor dedicado ao cinema fantástico,

que nos anos 1940 havia realizado as obras primas A Morta-Viva (I Walked

With a Zombie) e Sangue de Pantera (Cat People), realizou o tétrico

A Noite do Demônio (Night of The Demon), onde um homem buscava

desesperadamente livrar-se de uma maldição que o levaria, literalmente, para

o fogo do inferno. Tourneur sempre prezou pela sutileza, preferindo a sugestão

ao susto fácil, e brigou inutilmente com os produtores para que a figura do

Demônio fosse apenas sugestionada, mas sua única e flamejante aparição

foi suficiente para aterrorizar o público. Fã confesso da obra de Tourneur, em

2009 o diretor Sam Raimi inspirou-se em A Noite do Demônio para conceber

a trama de seu Arraste-me Para o Inferno (Drag Me To Hell).

Os anos 1960 despontaram com novas possibilidades para a exploração de

um mito tão controverso. Movimentos de contracultura, influenciados pelo

esoterismo da Era de Aquário, abriram as portas para diversas espécies de

seitas, e o satanismo, revisitado através da obra do ocultista inglês Aleister

Crowley, ficou em voga entre os jovens, influenciando a música, a literatura, e o

cinema.

Neste período conturbado, repleto de experimentações, enquanto os Rolling

Stones cantavam Sympathy for the Devil, a própria indústria do cinema

passava por um processo radical de transformação, e o Demônio começava

a figurar em diversas produções cinematográficas, e assim surgem obras

ousadas e pouco convencionais como Invocation of My Demon Brother

(1969), de Kenneth Anger (seguida de Lucifer Rising, 1972) uma produção

avant-garde, onde o polêmico fundador da Igreja de Satã, Anton LaVey

representava o próprio Senhor das Trevas, e

Stevens, um filme peculiar, de soturna fotografia expressionista, onde numa

Incubus

Incubus

terra indefinida um humano (William Shatner) e uma Sucubus (espécie de

demônio feminino), se apaixonavam. Um amor que colocava a alma imortal

do homem em jogo, disputada por outro demônio, o Incubus do título, que

nascia das entranhas da terra e assumia a forma de um grande bode negro,

uma das representações clássicas do Baphomet medieval. Para aumentar sua

estranheza, a produção é totalmente falada em esperanto, e fatos sinistros

contribuíram para aumentar sua fama de filme maldito. Não bastasse o fato

de o interprete de Incubus, o ator Milos Milos, assassinar a amante e cometer

suicídio logo após as filmagens, na noite de estréia o cinema onde o filme

seria exibido pegou fogo, e algum tempo depois os copiões desapareceram,

tornando o filme inacessível durante mais de trinta anos, até que uma cópia em

bom estado fosse encontrada na Cinemateca Francesa.

Ainda no começo da década o diretor polonês Jerzy Kawalerowicz abordou o

histerismo religioso em Madre Joana dos Anjos (Matka Joanna od aniolów ,

1961), resgatando a história a respeito de freiras alegadamente possuídas,

abordada anteriormente no clássico Häxan. O tema seria revisitado pelo inglês

Ken Russell em 1971 com o polêmico Os Demônios (The Devils), tornando-se

a base para um subgênero conhecido como nunsesploitation. Estas obras se

baseavam num fato em comum, o notório caso das Freiras de Loudun, ocorrido

na França em 1632, quando religiosas de um convento cometeram sacrilégios

declarando estarem sob a influência de demônios. Até mesmo a tradicional

produtora inglesa Hammer, notória por seu ciclo de filmes sobre o Conde

Drácula, deixou o vampirismo um pouco de lado para produzir As Bodas de

Satã (The Devils’ Ride Out , 1968), e alguns anos depois retornou ao tema do

satanismo com Uma Filha Para o Demônio (To The Devil a Daughter, 1976),

onde uma jovem Nastassja Kinski era oferecida em tributo ao Diabo.

Em meio a dezenas de produções baratas de horror que se sucederam neste

período, é o diretor Roman Polanki e seu notório O Bebê de Rosemary

(Rosemary’s Baby, 1968), quem explora de forma mais contundente a essência

do mal. Os demônios deixavam de ser meras metáforas e carnavalizações,

para se tornarem seres tangíveis, assim como os seus simpáticos vizinhos

de apartamento. O impacto do filme só não foi maior do que o horror que se

estabeleceu fora das telas, quando em 1969 a esposa de Polanski, Sharon

Tate, grávida de oito meses, foi brutalmente assassinada junto com três

amigos, pelos membros da famigerada Família Manson, num dos crimes que

mais chocaram a sociedade norte-americana nos anos 1960. Em 1980, quando

John Lennon foi assassinado diante do edifício Dakota, local onde ocorreram

as filmagens de O Bebê de Rosemary, a aura negra da produção voltou a ficar

em evidência.

Porém, se o filme de Polanski abriu portas para o interesse dos grandes

estúdios sobre o tema, foi William Friedkin, em 1973, quem cimentou de

forma permanente a imagem do Demônio no cinema com O Exorcista

(The Exorcist). A história da possessão demoníaca de uma garotinha, que

blasfema contra Deus, comete automutilação, e se masturba com um crucifixo,

O Exorcista

O Exorcista

causou além de choque e pesadelos em platéias ao redor do mundo, uma

impressionante bilheteria e 10 indicações ao Oscar. Um feito memorável

para uma obra inserida numa linguagem tradicionalmente vista pela crítica

como um subgênero. Não demorou para que outros filmes inspirados em seu

sucesso comercial explorassem a mesma fonte, e até mesmo o plagiassem

descaradamente, como os italianos O Anticristo (L’anticristo, 1974) de

Alberto De Martino e Espírito Maligno (Chi Sei?, 1974), de Ovídeo G.

Assonitis. O cinema brasileiro também realizou algumas incursões no rastro

de O Exorcista, como Exorcismo Negro (1974), de José Mojica Marins, e

Seduzidas Pelo Demônio (1978), de Raffaele Rossi. Até mesmo o folclórico

cômico Mazzaropi satirizou a obra de Friedkin em O Jeca Contra o Capeta

(1976).

Com a figura do Demônio rendendo nas bilheterias, os grandes estúdios

continuavam investindo no tema, possibilitando que em 1976 Richard Donner,

amparado no Apocalipse de São João, concebesse A Profecia (The Omen),

outra obra emblemática para o gênero, que abordava o nascimento do

Anticristo; a materialização do mal na forma de uma criança, que ao crescer

tomaria o poder e iniciaria o declínio da humanidade.

Se nos primórdios do cinema o Diabo era apenas uma figura caricata, uma

metáfora ingênua e por vezes burlesca do conflito entre o bem e mal, as

obras de Polanski, Friedkin e Donner expandiram a presença das entidades

malignas para o universo físico, onde o campo de batalha deixava de ser

metaforicamente a alma humana, para afligir corporalmente crianças inocentes,

ou gerar um ser com intenções de exterminar com um golpe toda humanidade.

O horror passou a se originar na perversão da pureza infantil. Assim, as

crianças que antes representavam a esperança, passavam a idealizar um

futuro sombrio. O temor metafísico transforma-se no horror da destruição

em massa, refletindo temores racionais, como a paranóia de uma guerra

nuclear que atormentaria o mundo nos anos 1980. Um demônio possuindo um

presidente com o poder de iniciar a terceira guerra mundial, certamente era

mais aterrorizante que um diabo da Idade do Bronze atormentando freiras num

convento isolado do século XVII.

O Anjo expulso do Paraíso parece ser uma figura de potencial inesgotável para

espelhar os nossos temores, mesmo após figurar em centenas de produções

nestes mais de cem anos de cinema. Apesar de explorado desde o princípio

em todos os gêneros, passando pelas farsas de Méliès, e das comédias como

O Pequeno Diabo (Il piccolo diavolo, 1988), de Roberto Benigni,

existencialista de obras como Sob o Sol de Satan (Sous le soleil de Satan,

1987), de Maurice Pialat, a sua natureza grotesca e complexa o tornou figura

indissociável do cinema de horror, além de render desafios aos atores que o

interpretam. Nos anos 1980, Robert De Niro realizou uma marcante atuação

ao compor um refinado Louis Cyphre, em Coração Satânico (Angel Heart,

1987), de Alan Parker. Em 1997, em O Advogado do Diabo (The Devil’s

Advocate), de Taylor Hackford, o ator Al Pacino imprimiu em seu maléfico

personagem todo o sarcasmo e o cinismo dignos de um embusteiro infernal.

Porém, curiosamente coube a uma mulher, a andrógina atriz italiana Rosalinda

Celentano, a interpretação do Demônio mais enigmático e paradoxal dos

últimos anos, na polêmica produção de Mel Gibson, A Paixão de Cristo (The

Passion of The Christ). Ao ceder o papel para uma mulher, Gibson nos lembra

que o feminino também ostenta sua porção satânica, herança das lendas de

Eva, Lilith, e da força das deusas pagãs.

Em seu livro “Linguagem e Mito”, Ernst Cassirer afirmou que “cada impressão

que o homem recebe, cada desejo que nele se agita, cada esperança que o

atrai e cada perigo que o ameaça, pode vir a afetá-lo religiosamente”. Ainda

vivemos num mundo onde a sombra dos mitos pode desencadear medos

ancestrais, temores irracionais que tomam formas diversas e podem ser

compreendidos em suas manifestações artísticas. Parafraseando Cassirer

(embasado no significado original do termo grego daemon), se for para encarar

esses “demônios momentâneos que vem e vão, aparecendo e desaparecendo

como as próprias emoções subjetivas que os originam”, que seja através da

ficção de uma tela de cinema.

(artigo originalmente publicado no livro “Fim do Mundo:Guerras, Destruição e Apocalipse na História e no Cinema / Ed. Argonautas)

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COM A PALAVRA… MARCO BELLOCCHIO!

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Marco Bellocchio (1939- _)

“Fazer um cinema livre de esquematismos ideológicos não significa que ele é destituído de moral. Não, o meu sempre foi e é um cinema moral. Só que, para contar o que somos, procuro outros caminhos, menos explícitos, mais subterrâneos, mas nem por isso menos ligados à ética dos indivíduos que, por força das circunstâncias, é a mesma de toda a sociedade”. 

 

 

 

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A Mostra Monty Python Segue Insana na Sala P.F.Gastal!

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Devido à boa resposta de público e a inúmeros pedidos para a sua prorrogação, a Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) mantém em cartaz durante a próxima semana a mostra dedicada ao grupo de humoristas ingleses Monty Python, exibindo os três filmes mais marcantes de sua carreira: Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979) e O Sentido da Vida (1983). Além destes trabalhos, a mostra será complementada pela exibição de dois programas com uma seleção de sketches da série Monty Python’s Flying Circus, que revelou o grupo, além do longa-metragem Um Peixe Chamado Wanda (1988), que marcou o reencontro de alguns membros do grupo após a sua dissolução. Também será exibido Monty Python ao Vivo no Hollywood Bowl (1982), registro da lendária apresentação do grupo de humoristas no Hollywood Bowl, na qual sketches clássicos do programa de TV Monty Python’s Flying Circus e material inédito foram apresentados ao vivo no palco, de forma ainda mais hilária e nonsense.
Formado por Eric Idle, John Cleese, Graham Chapman, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam, o Monty Python surgiu na série cômicaMonty Python’s Flying Circus, um programa de televisão britânico que foi ao ar pela primeira vez em outubro de 1969. Como série televisiva, teve quatro temporadas, num total de 45 episódios. Entretanto o fenômeno Monty Python não se limitou a apenas isso, espalhando-se por shows, filmes, programas de rádio, livros e games, levando seus seis integrantes ao estrelato mundial, especialmente após o sucesso comercial e de crítica de suas investidas cinematográficas.
A Mostra Monty Python tem o apoio da MPLC Motion Picture Licensing Corporation Brasil, e pode ser conferida até domingo, dia 21 de abril.

GRADE DE HORÁRIOS
DE 16 A 21 DE ABRIL

16 de abril (terça-feira)
14:30 – 5º Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado / 92 minutos
19:00 – Monty Python ao Vivo no Hollywood Bowl / 77 minutos

17 de abril (quarta-feira)
14:30 – 5º Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – A Vida de Brian / 94 minutos
19:00 – Monty Python’s Flying Circus Volume 1. / 90 minutos

18 de abril (quinta-feira)
14:30 – 5º Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – O Sentido da Vida / 107 minutos
19:00 – Monty Python’s Flying Circus Volume 2. / 90 minutos

19 de abril (sexta-feira)
14:30 – 5º Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado / 92 minutos
19:00 – Um Peixe Chamado Wanda / 108 minutos

20 de abril (sábado)
15:00 – Monty Python ao Vivo no Hollywood Bowl / 77 minutos
18:00 – Sessão Aurora (aguarde divulgação)

21 de abril (domingo)
15:00 – Monty Python’s Flying Circus Volume 1. / 90 minutos
17:00 – Um Peixe Chamado Wanda / 108 minutos
19:00 – Monty Python’s Flying Circus Volume 2. / 90 minutos

PROGRAMAÇÃO

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Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail), de Terry Gilliam e Terry Jones (Inglaterra, 1975, 92 minutos)
A lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda e sua jornada em busca do Santa Graal narrada com o humor devastador do grupo de comediantes revelados em um popular programa da televisão inglesa, aqui em sua segunda incursão no cinema – a primeira foi em 1971, com o longa episódico E Agora para Algo Completamente Diferente, nunca lançado nos cinemas brasileiros. Exibição em DVD.

A Vida de Brian (Life of Brian), de Terry Jones (Inglaterra, 1979, 94 minutos)
Uma iconoclasta versão da vida de Cristo, a partir da história de Brian, que nasce no mesmo dia em que o Messias, e passa a vida inteira sendo confundido com ele. Filme que desagradou a Igreja Católica à época de seu lançamento mas conheceu enorme sucesso nas bilheterias do mundo todo. Exibição em DVD.

O Sentido da Vida (The Meaning of Life), de Terry Jones e Terry Gilliam (Inglaterra, 1983, 107 minutos)
Uma hilariante coletânea de sketches que, como o próprio título do filme indica, procura encontrar o sentido da vida humana. A obra-prima do anárquico grupo de comediantes ingleses, reconhecida com o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes em 1983 (premiação que reconhece o segundo melhor filme da competição principal no prestigiado festival francês). Exibição em DVD.

Monty Python’s Flying Circus – Volume 01, de Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin (Inglaterra, 1969, 90 minutos)
Entre 1969 e 1974 o Monty Python colocou de pernas para o ar a televisão britânica com seu estilo anárquico e nonsense. O grupo acabaria se tornando uma referência contundente na comédia mundial, influenciando até mesmo programas humorísticos brasileiros como extinto TV Pirata e o atual Porta dos Fundos. O Volume 1 apresenta quadros clássicos da primeira temporada da série Flying Circus. Exibição em DVD.

Monty Python’s Flying Circus – Volume 02, de Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin. (Inglaterra, 1970, 90 minutos)
Entre 1969 e 1974 o Monty Python colocou de pernas para o ar a televisão britânica com seu estilo anárquico e nonsense. A segunda temporada da famigerada série Flying Circus está repleta de sketches de humor ainda mais hilários e alucinados. Exibição em DVD.

Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda), de Charles Crichton (Inglaterra, 1988, 108 minutos)
Em Londres, quatro pessoas sem nada em comum planejam cometer um grande golpe. Mas situações inusitadas fazem com que o plano não ocorra conforme o previsto. Comédia de erros escrita e estrelada por John Cleese, com a participação de Michael Palin, outro membro remanescente da trupe Monty Python. O filme rendeu a Kevin Kline o Oscar de melhor ator coadjuvante em 1989. Exibição em DVD.

Monty Python ao Vivo no Hollywood Bowl (Monty Python Live at the Hollywood Bowl), de Terry Hughes e Ian MacNaughton (EUA, 1982, 77 minutos)
Lendária apresentação do anárquico grupo de humoristas ingleses no Hollywood Bowl. Sketches clássicos do programa de TV Monty Python’sFlying Circus e material inédito desfilam no palco de forma ainda mais hilária e nonsense.

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O HUMOR NONSENSE DO MONTY PYTHON INVADE A TELA DA SALA P.F.GASTAL!

A Vida de Brian (1979)

A Vida de Brian (1979)

“A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) exibe a partir de terça-feira, 9 de abril, uma pequena mostra dedicada ao célebre grupo de humoristas inglês Monty Python, exibindo os três filmes mais marcantes de sua carreira: Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979) e O Sentido da Vida (1983). Formado por Eric Idle, John Cleese, Graham Chapman, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam, o Monty Python surgiu na série cômica Monty Python’s Flying Circus, um programa de televisão britânico que foi ao ar pela primeira vez em outubro de 1969. Como série televisiva, teve quatro temporadas, num total de 45 episódios. Entretanto o fenômeno Monty Python não se limitou a apenas isso, espalhando-se por shows, filmes, programas de rádio, livros e games, levando seus seis integrantes ao estrelato mundial, especialmente após o sucesso comercial e de crítica de suas investidas cinematográficas. A Mostra Monty Python tem o apoio da MPLC Motion Picture Licensing Corporation Brasil, e pode ser conferida até domingo, dia 14 de abril.”

PROGRAMAÇÃO

Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail), de Terry Gilliam e Terry Jones (Inglaterra, 1975, 92 minutos)
A lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda e sua jornada em busca do Santa Graal narrada com o humor devastador do grupo de comediantes revelados em um popular programa da televisão inglesa, aqui em sua segunda incursão no cinema – a primeira foi em 1971, com o longa episódico E Agora para Algo Completamente Diferente, nunca lançado nos cinemas brasileiros. Exibição em DVD.

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A Vida de Brian (Life of Brian), de Terry Jones (Inglaterra, 1979, 94 minutos)
Uma iconoclasta versão da vida de Cristo, a partir da história de Brian, que nasce no mesmo dia em que o Messias, e passa a vida inteira sendo confundido com ele. Filme que desagradou a Igreja Católica à época de seu lançamento mas conheceu enorme sucesso nas bilheterias do mundo todo. Exibição em DVD.

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O Sentido da Vida (The Meaning of Life), de Terry Jones e Terry Gilliam (Inglaterra, 1983, 107 minutos)
Uma hilariante coletânea de sketches que, como o próprio título do filme indica, procura encontrar o sentido da vida humana. A obra-prima do anárquico grupo de comediantes ingleses, reconhecida com o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes em 1983 (premiação que reconhece o segundo melhor filme da competição principal no prestigiado festival francês). Exibição em DVD.

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GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 9 a 14 de abril de 2013

9 de abril (terça-feira)
17:00 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado
19:00 – O Sentido da Vida

10 de abril (quarta-feira)
17:00 – A Vida de Brian
19:00 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado

11 de abril (quinta-feira)
17:00 – O Sentido da Vida
19:00 – A Vida de Brian

12 de abril (sexta-feira)
17:00 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado
19:30 – Coquetel de lançamento do curta Ed

13 de abril (sábado)
15:00 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado
17:00 – O Sentido da Vida
19:00 – A Vida de Brian

14 de abril (domingo)
15:00 – A Vida de Brian
17:00 – Monty Python em Busca do Cálice Sagrado
19:00 – O Sentido da Vida

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