Arquivo do mês: agosto 2012

RETROSPECTIVA EVIL DEAD!

Na próxima terça-feira, 04 de setembro, estarei na companhia do meu amigo André Kleinert (do blog Anti-Dicas de Cinema) debatendo “Evil Dead 2: Uma Noite Alucinante”, às 19h30 no Cine Bancários. Agradeço ao Fábio Girotto Caldas  e a Daniela Távora pelo convite e pela bela iniciativa.  Apareçam para um bate papo sobre demônios, sangue, horror e muito humor. Join us!!!

Abaixo o release do evento:

“Sessão Especial de Aniversário Evil Dead.

ENTRADA FRANCA

No dia 4 de setembro, às 19h30, o CineBancários terá sessão especial com o filme Evil Dead II comentada por André Kleinert, diretor de Programação do Clube de Cinema de Porto Alegre e autor do blog Antidicas de Cinema, e Cristian Verardi, crítico de cinema e autor do blog Cinema Ex-machina.

HAPPY BIRTHDAY, EVIL DEAD!
CINEBANCÁRIOS EXIBE CULTUADA TRILOGIA DE HORROR

O CineBancários comemora, na semana de 4 a 9 de setembro, o aniversário de dois títulos clássicos do gênero terror comédia, Evil Dead II – Uma Noite Alucinante, que está sendo refilmado e será exibido em 2013, e Uma Noite Alucinante 3 – Army of Darkness, que estão completando 25 e 20 anos de lançamento, respectivamente. Para completar a seleção, The Evil Dead – A Morte do Demônio, de 1981, que completou 30 anos de lançamento no ano passado, e My Name is Bruce, de 2007, ainda não lançado no Brasil.
Todos os filmes têm atuação de Bruce Campbell. O protagonista é o homem que tem uma serra elétrica no lugar da mão (Evil Dead II), que manda uma frase de efeito atrás da outra, graças a seu carisma natural e toneladas de sangue falso derramado, transformando a trilogia Evil Dead em um ícone cult.
As exibições, com entrada franca, são resultado da parceria do CineBancários com o Clube de Cinema de Porto Alegre, a locadora E o Vídeo Levou e a distribuidora Cult Classic. The Evil Dead e Evil Dead II serão exibidos em alta definição.

SINOPSES

The Evil Dead – A Morte do Demônio (The Evil Dead), de Sam Raimi. EUA, Terror, 1981, 85 minutos.
Cinco jovens vão passar o fim de semana em uma cabana isolada. Chegando lá passam por estranhas experiências causadas pela presença do Livro dos Mortos e de uma fita na qual o antigo dono da cabana, um arqueólogo, grava a tradução de algumas passagens do livro. Ao ser reproduzida pelos estudantes a fita desperta os espíritos adormecidos que habitam o bosque, os quais
começam a possuir os jovens um a um. O primeiro alvo é Cheryl (Ellen Sandweiss), brutalmente estuprada pelas forças do mal. Ash (Bruce Campbell), seu irmão, resolve levá-la a uma cidade próxima, mas descobre que a única ponte que leva ao local está destruída. Logo a transformação de Cheryl em demônio é concluída, resultando em seu ataque aos amigos.

Uma Noite Alucinante (Evil Dead 2), de Sam Raimi. EUA, Terror, 1987, 84 minutos.
Nesta sequência, Ash (Bruce Campbell) leva sua namorada Linda (Denise Bixler) até uma casa abandonada, onde encontra uma fita de áudio abandonada por um professor, antigo morador do local. Ash coloca a fita para tocar, ouvindo citações do Livro dos Mortos. Os encantamentos despertam as forças do mal na floresta ao lado, que transformam Linda em um monstruoso
morto-vivo. O objetivo é fazer o mesmo com Ash, mas ele recebe a ajuda da filha do professor, de um mecânico que trabalhava com ele e sua namorada.

Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness), de Sam Raimi. EUA, Terror, 1992, 95 minutos.
Ash é acidentalmente enviado para o ano de 1400, quando foi profetizado que alguém viria para encontrar o Necronomicon, o Livro dos Mortos. Essa pessoa lideraria a batalha dos humanos contra o exército de mortos que também estão atrás do livro. Este filme fecha a trilogia Evil Dead com muito humor e situações bizarras, numa mistura de comédia, terror e aventura.

My Name is Bruce, de Bruce Campbell. EUA, Terror, 2007, 84 minutos.
Quando um grupo de quatro adolescentes vandaliza um cemitério chinês na pequena cidade de Gold Lick e acorda o demônio protetor dos mortos, Guan-di, apenas um homem poderá travar a sua sangrenta cruzada: Bruce Campbell, a estrela de filmes de série B! Após ser recrutado por Jeff para salvar a cidade, Bruce julga tratar-se de uma brincadeira do seu agente e alinha na
paródia, distraindo-se com a mãe de Jeff e com os jovens admiradores. Mas a força diabólica é real, e Bruce vai ter de enfrentá-la, sem qualquer efeito
especial.

Grade de Horários
Terça-feira (4 de setembro)
15h – Evil Dead III (95 min)
17h – The Evil Dead (85 min)
19h30 – Evil Dead II (sessão comentada por André Kleinert, diretor de Programação do Clube de Cinema de Porto Alegre e autor do blog Antidicas de Cinema, e Cristian Verardi, crítico de cinema e autor do blog Cinema Ex-machina.)

Quarta-feira (5 de setembro)
15h – Evil Dead II (84 min)
17h – Evil Dead III (95 min)
19h – The Evil Dead (85 min)

Quinta-feira (6 de setembro)
15h – Evil Dead II (84 min)
17h – The Evil Dead (85 min)
19h – My Name is Bruce (84 min)

Sexta-feira (7 de setembro)
15h – Evil Dead III (95 min)
17h – Evil Dead II (84 min)
19h – The Evil Dead (85 min)

Sábado (8 de setembro)
15h – My Name is Bruce (84 min)
17h – The Evil Dead (85 min)
19h – Evil Dead II (85 min)

Domingo (9 de setembro)
15h – The Evil Dead (85 min)
17h – Evil Dead II (84 min)
19h – Evil Dead III (95 min)

CineBancários
(51) 34331204 / 34331205
Rua General Câmara, 424, Centro – POA
blog: cinebancarios.blogspot.com
site: cinebancarios.sindbancarios.org.br
facebook.com/cinebancarios
Twitter: @cine_bancarios

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Arquivado em Divulgação, Horror, humor negro

WR- MISTÉRIOS DO ORGANISMO NA SESSÃO AURORA!

“Qual a função do orgasmo na revolução? A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) recebe no sábado, dia 25, às 18h30, mais uma edição da Sessão Aurora, que desta vez apresenta o polêmico WR: Mistérios do Organismo, do sérvio Dusan Makavejev. Após a sessão, acontece um debate com os editores da revista Aurora. A entrada é franca. Obra sem par na história do cinema, WR: Mistérios do Organismo propõe uma colagem radical que aproxima o pensamento do psiquiatra Wilhelm Reich, a ebulição sexual que os Estados Unidos vivenciaram no fim dos anos 1960 e as relações de poder entre as lideranças vermelhas de Iugoslávia e União Soviética. Valendo-se tanto do documentário quanto da ficção, Makavejev expõe as contradições políticas e comportamentais de dois lados do mundo numa abordagem estética transgressora que faz coro à anarquia de seu discurso: “A estrutura narrativa é uma prisão, é tradição, uma mentira, uma fórmula imposta”. 

Lançado em 1971, o filme consolidou o nome de Makavejev como um dos mais importantes da Black Wave – o novo cinema iugoslavo –, levando o Prêmio Luis Buñuel no Festival de Cannes. Ao mesmo tempo, foi imediatamente banido e interditou as atividades do cineasta na Iugoslávia. Dusan Makavejev só voltaria a filmar em sua terra natal em 1987. Visto hoje, WR: Mistérios do Organismo permanece libertário em seu aspecto formal e extremamente contemporâneo ao estabelecer o importante diálogo entre política e sexualidade”. (Leornardo Bomfim)

WR: Mistérios do Organismo (W.R.: Mysterije Organizma). Iugoslávia/Estados Unidos, 1971, colorido, 84 minutos. Direção: Dusan Makavejev. Com Milena Dravic, Ivica Vidovic, Jackie Curtis Betty Dodson, Jim Buckley. O filme será exibido em DVD.  A entrada é franca.

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Arquivado em Diretores, Divulgação, Experimental

R.I.P- TONY SCOTT (1944-2012)

Para a maioria Tony Scott será lembrado apenas como o diretor de Top Gun, mas por mim será lembrado como o cara que dirigiu Fome de Viver e Amor à Queima Roupa.

Fome de Viver (The Hunger, 1983)

 

Amor À Queima-Roupa (True Romance,1993)

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Arquivado em Diretores, R.I.P

A OUTRA FACE DA VIOLÊNCIA NO PROJETO RAROS!

Na próxima sexta-feira (17 de agosto), às 20h, o Projeto Raros da Sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro, 3° andar) apresenta  A Outra Face da Violência (Rolling Thunder, EUA, 1977).  Dirigido por John Flynn, e roteirizado pelo lendário Paul Schrader (Taxi Driver, Touro Indomável),  A Outra Face da Violência  narra uma emblemática e cruel trama de vingança numa América setentista pós Vietnam.

O Major Charles Rane (Willian Devane) retorna para casa como herói de guerra após passar anos como prisioneiro no Vietnam. Em seu amargo retorno ele encontra sua esposa amando outro homem, um filho pequeno para o qual é um completo estranho, e um país em crise, sofrendo a ressaca moral e financeira de uma guerra sem sentido. Charles Rane é um homem sem perspectivas, um estranho no ninho tentando se reintegrar a sociedade longe da crueldade dos campos de batalha. Mas a violência o persegue como uma sombra, e quando um grupo de marginais invade a sua casa em busca de dinheiro, deixando-o aleijado após uma sessão de torturas, e matando cruelmente sua esposa e o filho que mal teve a chance de conhecer, a única coisa que parece fazer sentido em sua vida é o desejo de vingança. Acompanhando de um amigo neurótico de guerra, interpretado por um jovem Tommy Lee Jones , e por uma garçonete intempestiva (Linda Haynes),  o Major Rane empreende uma violenta busca pelos assassinos.

Embalado pelo sucesso de Taxi Driver, o roteirista Paul Schrader vendeu para a Twentieth Century-Fox uma história de vingança onde poderia continuar explorando suas obsessões a respeito da crueldade humana, com seus personagens marginais e anti-heróis em situações limítrofes. Os executivos ficaram chocados, alegando que o resultando final havia ficado violento demais para ser distribuído pela Twentieth Century-Fox, e assim a produção acabou sendo vendida para a mítica distribuidora de filmes B American Internacional Pictures, de Samuel Z. Arkoff.  Mesmo com a distribuição limitada o filme fez relativo sucesso sendo exibido principalmente em cinemas drive in e nas típicas sessões grindhouse da época, chegando a ser citado na lista dos dez melhores filmes de 1977 organizada pelo notório crítico de cinema Gene Siskel.

Recentemente A Outra Face da Violência acabou incluído na seleção pessoal compilada por Quentin Tarantino para a tradicional revista Sight & Sound, que a cada dez anos desde 1952 publica uma lista com os dez melhores filmes de todos os tempos. A paixão de Tarantino pelo filme de John Flynn o levou a batizar a sua distribuidora de filmes independentes de Rolling Thunder.

Uma obra conturbada e seminal de um período em que o cinema americano começava a questionar criticamente o conflito do Vietnam e seus efeitos colaterais. Enquanto o país tentava se reerguer e compreender o fracasso desta empreitada, Paul Schrader direcionava suas armas para a própria sociedade americana, como se apontasse a raiz do mal. Sobre Schrader, o folclórico diretor John Millius comentou certa vez: “Se existe um psicótico a quem não se deve nunca vender uma arma, esse é Paul Schrader”.

ATENÇÃO: A Outra Face da Violência será exibido com áudio original em inglês e legendas em espanhol. Entrada franca.

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Arquivado em Ação, exploitation, Thriller

COM A PALAVRA…PAUL SCHRADER!

Paul Schrader

“Antes do videocassete era muito fácil roubar idéias, porque ninguém tinha visto os filmes originais”.

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HANZO THE RAZOR: SWORD OF JUSTICE

Um dos mais notórios tough guys do cinema japonês, Shintarô Katsu marcou presença em dezenas de produções conhecidas como chambara, um subgênero dos filmes de samurais oriundo do jidaigeki, focado mais na ação e na violência do que na análise dramática do período histórico. Freqüentemente lembrado por sua caracterização do lendário samurai cego Zatoichi, tanto no cinema como numa longeva série de TV, Katsu produziu entre 1972 e 1974 três filmes com o personagem Hanzo, uma espécie de Dirty Harry do Japão feudal.

Idealizado e produzido pelo próprio Katsu, Hanzo the Razor: Sword of Justice, é o primeiro filme de uma trilogia sobre o incorruptível Hanzo Itami, um oficial de polícia do Período Edo com métodos pouco ortodoxos no combate ao crime. Devido ao seu temperamento hostil Hanzo vive em conflito com seus superiores, desrespeitando ordens e fazendo uso de leis próprias, o que o torna uma figura controversa entre os colegas e temida entre os marginais. Ao receber a informação de que um perigoso assassino conseguiu fugir da prisão e está refugiado em seu território, o determinado policial inicia uma investigação para descobrir a identidade do criminoso, esbarrando numa complexa rede de corrupção que revela o envolvimento de autoridades importantes com universo do crime local. Porém, fiel ao seu próprio código de honra, ele decide enfrentar as conseqüências e levar a sua missão até o fim.

Além de cometer violentas execuções sumárias, Hanzo é adepto de estranhos comportamentos sadomasoquistas, se auto-flagelando como forma de disciplinar seu corpo caso venha a ser torturado pelos inimigos. Numa seqüência emblemática ele obriga seus auxiliares a lhe torturarem numa angustiante sessão de flagelos, da qual sai ileso, e com uma monstruosa ereção. “Ele parece gostar de se erguer com a dor”, diz Hanzo tranquilamente sem reparar no espanto do incauto oficial que presencia a sessão de tortura. E é justamente o intenso teor erótico que fornece o tom exploitation ao filme, que explora sem sutileza a simbiose entre sexo e violência. Hanzo utiliza seus atributos sexuais apenas como uma forma de coação contra os inimigos, e a seqüência em que observamos a doutrinação de seu pênis para transformá-lo numa ferramenta de tortura sexual, método que utiliza para extrair informações de mulheres envolvidas com criminosos, é dolorosamente absurda e cômica. Após espancar seu membro avidamente com um porrete, ele pratica o coito com um saco repleto de arroz. Uma demonstração grotesca de virilidade exacerbada.

O diretor Kenji Misumi, um especialista no gênero, ciente de estar realizando um produto de ação destinado ao consumo popular, pouco se preocupou com as implicações filosóficas envolvendo Eros e Tanatos, como fariam outros diretores japoneses desta época, como Nagisa Ôshima em O Império dos Sentidos (Ai No Korida, 1976), preferindo explorar apenas o intenso grafismo sexual das situações. A sexualidade agressiva de Hanzo, seu sadomasoquismo e misoginia latente, reforçam o caráter controverso e brutal do personagem, atributos impensáveis para composição de um herói de ação nos tempos atuais.

Ainda nos anos 1970 o diretor Kenj Misumi foi responsável por conduzir nas telas outro samurai mítico, Ogami Itto, na popular série Lobo Solitário (Kozure Ôkami). também produzida por Shintarô Katsu e estrelada por seu irmão Tomisaburô Wakayama.  O sucesso de Hanzo the Razor: Sword of Justice gerou mais duas produções, Hanzo the Razor: The Snare (1973), e Hanzo the Razor: Who’s Got the Gold (1974).

Ao contrário dos samurais honrados que interpretou na ficção, Shintarô Katsu teve sua vida pessoal marcada por escândalos e conflitos com as autoridades, provocados por seu temperamento explosivo e pelo consumo abusivo de drogas, fato que o levou a prisão em três ocasiões.  Katsu faleceu de câncer de garganta em 1997.

 

 

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