Arquivo do mês: setembro 2011

OLIVER TWIST: DICKENS SOB O OLHAR DE POLANSKI

A infância pobre do diretor Roman Polanski, e as suas desventuras nos guetos de Varsóvia durante a segunda guerra mundial, amenizam a estranheza inicial de ver seu nome relacionado a uma obra como “Oliver Twist”. A evocação de sua própria infância talvez tenha sido um fator decisivo em sua opção por embarcar em um projeto tão dissonante de seu universo cinematográfico, e já vertido para as telas inúmeras vezes, sendo a lacrimosa versão de 1948, dirigida por David Lean e com Alec Guinnes no elenco, a mais aclamada.

Mas ao contrário do que se poderia esperar, a sua visão da clássica obra de Charles Dickens não sofre arroubos de criatividade ou tendências ostensivamente sombrias, mantendo-se fiel ao romance escrito em 1837. O jovem órfão Oliver Twist (Barney Clark) sofre com a fome, a indiferença e a rígida educação da Inglaterra Vitoriana. Submetido a um trabalho de semi-escravidão em uma fábrica de estopas, ele é expulso por ousar pedir um prato de comida além de sua cota. Entregue a um coveiro, ele é submetido a diversas humilhações, até que decide fugir para Londres, onde é acolhido por Fagin (Ben Kingsley) e sua turma de pequenos ladrões. O inocente Oliver é incitado a cometer pequenos furtos, mas antes de envolver-se definitivamente com o crime, cai nas graças de Mr. Brownlow (Edward Hardwicke), um benfeitor que o ampara, dedicando-lhe confiança e educação. Porém, o crime insiste em estar presente na vida de Oliver, pois temendo ser denunciado, Fagin resolve silenciar definitivamente o garoto, recorrendo aos serviços do temido marginal Bill Sykes (Jamie Foreman). Assim, novamente Oliver terá de enfrentar grandes provações que ameaçarão seus planos de uma vida instável.

A primorosa reconstituição da Londres vitoriana vista através das lentes de Pawel Edelman, realçam o perfeccionismo técnico que envolve toda a produção. Se ao escrever o romance no século XIX, Charles Dickens queria denunciar a pobreza, varrida para debaixo do tapete pelos nobres ingleses, esse fato foi captado com sensibilidade por Polanski, que nos faz passear por ruas e becos imundos, repletos de pessoas famintas e desesperadas. Ben Kingsley, no papel do patético larápio Fagin, é um dos alicerces fortes do filme, com uma interpretação carismática, no limite do caricatural, que consegue nos provocar sentimentos ambíguos, que vão da raiva à comiseração. A trama, por mais que inspire lágrimas, consegue fugir da pieguice habitual do gênero, mas tem como ponto fraco justamente o seu personagem central. O garoto Barney Clark nos apresenta um Oliver Twist irritantemente passivo, e sem o carisma necessário para sustentar um personagem de tamanha carga emocional, sendo apagado pelas interpretações mais do que corretas dos coadjuvantes, com destaque para a jovem ladra Nancy (Leanne Rowe), que ao entrar em cena exibindo seios fartos e ares vulgares de prostituta mirim, nos faz lembrar que ainda estamos diante de um filme de Polanski.

Em alguns momentos “Oliver Twist” sofre com o desempenho irregular de seu personagem título, mas é uma falha menor que não consegue embaçar as qualidades desta obra de apelo universal, repleta de dor, sofrimento e redenção, em que o próprio diretor teve direito a exorcizar alguns de seus demônios.

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O VÔO TORTO DO BESOURO

Ao contrário daquilo propagado na época de seu lançamento, principalmente pela sua estratégia de marketing, “Besouro” não foi a primeira produção nacional que se amparou na estrutura dos filmes de artes marciais para conceber a sua trama. Pode-se, no entanto, afirmar que “Besouro” é o produto tecnicamente mais bem acabado de um gênero que de forma esporádica dá sinal de vida no cinema brasileiro desde os anos 1970, quando a febre dos filmes de kung fu afetou boa parte da indústria cinematográfica mundial.

Basta um breve olhar no passado para resgatar algumas pérolas esquecidas do cinema brasileiro que se inspiraram na temática das artes marciais, como “O Judoca” (1973), filme baseado num personagem da extinta editora de quadrinhos Ebal, ou “Kung Fu Contra as Bonecas” (1975) de Adriano Stuart, onde Helena Ramos interpretava uma capoeirista que exterminava um bando de cangaceiros com o auxílio de um improvável mestre em kung fu; e até mesmo Os Trapalhões arriscaram alguns golpes mortais em “Robin Hood, o Trapalhão da Floresta” (1974). Nos anos 1990 o veterano diretor Fauzi Mansur produziu “A Gaiola da Morte”, uma impagável comédia involuntária estrelada pelo lutador de full contact Paulo Zorello, e em 2004 o diretor cearense Halder Gomes gerou de forma independente o filme de ação “Sunland Heat- No Calor da Terra do Sol”, em que os personagens se digladiavam utilizando os mais diferentes tipos de artes marciais.  Apesar de precárias e de gosto duvidoso estas obras servem para deslegitimar o suposto pioneirismo de “Besouro”, mas está curiosidade cinemática não é um foco de análise justo, muito menos coerente, para desabonar o filme de João Daniel Tikhomiroff, diretor oriundo da publicidade que em sua estréia na direção de um longa-metragem comete erros e acertos em sua tentativa de adaptar para a realidade brasileira os preceitos básicos dos filmes de kung fu.

Existem qualidades  em “Besouro”, afinal, aproximar o universo da capoeira ao dos filmes de ação orientais não deixa de ser uma excelente idéia, tanto mercadológica quanto cinemática, porém, ao levar para as telas a vida do lendário capoeirista baiano conhecido como Besouro, Tikhomiroff parece ter se inebriado tanto com os excelentes recursos técnicos a seu dispor que se esqueceu de elaborar uma trama consistente para amparar os vôos e motivações do personagem. O melhor exemplo do fascínio pela técnica sobrepondo-se a construção do roteiro está no prólogo, onde, amparada por uma fotografia rebuscada, a câmera simula o vôo de um besouro realizando planos ágeis e impressionantes, porém, antes disso o espectador é submetido a um irritante exercício de redundância onde uma cartela situa historicamente os fatos (alguns completamente irrelevantes para a trama) enquanto uma narração em off repete exatamente aquilo que o espectador lê; explicar de forma tão grosseira algo que pode ser subentendido ou traduzido pela força das imagens é um artifício ingênuo e desnecessário.

Ao optar por colocar a estética em primeiro plano, o diretor se esqueceu do elemento humano, e Aílton Carmo apesar de ser um excelente atleta, não desempenha a mesma elasticidade como ator, e o mesmo se aplica a boa parte do elenco, salvo por Irandhir Santos que compõe um excelente e perverso antagonista (e que confirmou seu talento em trabalhos posteriores), e pelo enigmático Exu, interpretado por Sérgio Laurentino. Em um filme de ação, se o herói não emociona ou inspira empatia, espera-se que este elemento seja complementado pelas cenas de combate, e aí reside outra decepção, pois se esperava mais deste quesito visto que importaram Hiuen Chiu Ku, famoso coreógrafo de lutas que trabalhou em filmes como “Kill Bill” e “O Tigre e o Dragão”, mas ao que parece ele apenas se limitou a utilizar os cabos para que Besouro voasse de um lado para outro e pouco se envolveu na elaboração das lutas, pois estas cometem o pecado de serem captadas em planos fechados, quando é sabido que são os planos abertos que valorizam as coreografias.

E apesar de o roteiro seguir a cartilha clássica dos filmes de kung fu, “jovem lutador treina suas habilidades para proteger seu povo da opressão e vingar a morte de seu mestre”, Tikhomiroff e a roteirista Patrícia Andrade parecem ter se levado à sério demais, ou seja, parecem envergonhados de assumirem o cinema de gênero, desperdiçando um tempo precioso desenvolvendo uma trama de cunho social didática e maniqueísta, que se revela tão rasa quanto o desinteressante triângulo amoroso envolvendo Besouro, Dinorá e seu amigo de infância Quero-Quero. Enfim, quando agraciado com seqüências de luta que justificam o excesso de efeitos, talvez o público esteja enfastiado demais com o embate social para qualquer espécie de catarse.

Mas e os méritos? Sim, eles existem, porém situam-se quase que exclusivamente nas possibilidades não aproveitadas de seu argumento e na parte técnica. “Besouro” comprova a possibilidade de se fazer um cinema de ação tupiniquim de qualidade, valorizando nossa cultura e nossos mitos, com fotografia, edição e efeitos que não fazem feio diante das centenas de produções enlatadas que chegam anualmente ao mercado brasileiro. “Besouro”, mesmo sendo uma obra irregular, e não ter gerado até agora frutos efetivos,  foi uma semente necessária, e espero que com o tempo ela vingue para suscitar aquilo que nossas toscas produções do passado não conseguiram, uma vertente nacional dedicada exclusivamente ao gênero de ação, porém, sem vergonha de se assumir como tal.

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COM A PALAVRA… TAKASHI MIIKE!

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MOSTRA HERZOG DOCUMENTARISTA.

Através de uma parceria entre o Goethe-Institut Porto Alegre e o CineBancários, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) recebe entre os dias 6 e 18 de setembro a mostra Sou o que São Meus Filmes, que reúne parte significativa da produção documental realizada pelo cineasta alemão Werner Herzog. Dividida entre as duas salas, a programação tem entrada franca. No dia 8 de setembro, o cinema da Usina realiza a pré-estreia do premiado filme brasileiro Além da Estrada, de Charly Braun, que a partir de sexta-feira, dia 9 de setembro, divide horários com a mostra dedicada a Herzog.

 Herzog Documentarista

 Figura central do Novo Cinema Alemão, Werner Herzog é conhecido sobretudo pela sua filmografia ficcional, marcada por títulos inquietantes como O Enigma de Kaspar HauserAguirre, a Cólera dos Deuses, Nosferatu o Fantasma da Noite ou Fitzcarraldo, com seus personagens rebeldes, solitários e incompreendidos. Paralelamente, no entanto, o diretor alemão desenvolveu uma sólida carreira como documentarista. É este “outro Herzog” que o público local poderá conhecer na presente mostra, na qual serão exibidos 23 títulos, divididos em cinco temáticas: Sobre Werner HerzogCriação e Apocalipse, O Início e o Fim da Linguagem, Guerreiro e Perpetrador e Decolagem e Queda.Os documentários foram produzidos entre 1965 e 2005 e incluem desdeHércules, seu trabalho de estreia de 1965, passando por Balada de um Pequeno Soldadode 1984, até os mais recentes, como Além do Azul Selvagem, de 2005, O Diamante Branco, de 2004. Todos os filmes têm legendas em português.

PROGRAMAÇÃO

 Sobre Werner Herzog

Sou o que São Meus Filmes – Parte 1

Direção: Christian Weisenborn, Erwin Keusch, colorido, 93 min., 1976-78.

Um retrato de Werner Herzog em sua fase inicial, que procura, sobretudo, sondar o homem por trás do artista. Ele se nutre da proximidade do entrevistador, proximidade esta produz instrutivos momentos de perplexidade.

Sou o que são Meus Filmes – Parte 2 – 30 Anos Depois

Direção: Christian Weisenborn, colorido, 97 min., 2009/10. Legendas em inglês

Christian Weisenborn já havia feito um documentário sobre Herzog em 1976/78. Desta vez, ele visita Werner Herzogem Los Angeles, entrevistando-o minuciosamente sobre seus documentários. Uma entrevista com várias cenas de filmes.

Werner Herzog – Retrato de um Diretor

Direção: Werner Herzog, colorido, 30 min., 1986.

Um breve autorretrato de Werner Herzog, em que se mesclam relatos, fragmentos de filmes e pequenas cenas documentais, entre as quais uma visita do diretor à lendária historiadora do cinema e sua grande amiga, Lotte Eisner, em Paris.

Até o Fim – E Além

Direção: Peter Buchka, 60 min., colorido, 1988.

Um retrato de Werner Herzog elaborado a partir de declarações do diretor e de cenas de seus filmes.

Criação e Apocalipse

Fata Morgana

Direção: Werner Herzog, colorido, 79 min, 1970.

Uma viagem pela África, poética e surreal, como um sonho, fragmentária, por ser destituída de qualquer história, ainda assim amparada em uma coerência interna. Herzog confronta os mitos da criação com imagens da destruição.

Hércules

Direção: Werner Herzog 10 min, p/b, 1962 – 1965

O trabalho de estreia de Herzog busca já a imperceptível transgressão do mero documentário e evoca um tema central de suas obras: o ridículo da revolta titânica.

La Soufrière

Direção: Werner Herzog, colorido, 31 min., 1976.

Verão de 1976: há uma ameaça de uma erupção devastadora do vulcão “La Soufrière” na ilha de Guadalupe, Antilhas Francesas. A ilha é evacuada. Werner Herzog e sua equipe de filmagem ficam para filmar a catástrofe – e aguardam a erupção em vão.

Lições da Escuridão

Direção: Werner Herzog, colorido, 55 min., 1992.

Pouco antes da segunda Guerra do Golfo, tropas iraquianas incendiaram campos de petróleo e terminais durante sua retirada do Kuait. Herzog e seu cinegrafista tentam registrar o inconcebível, o apocalipse, através de suas imagens.

Pastores do sol

Direção: Werner Herzog, colorido, 50 min, 1989.

Tendo como ponto de partida uma festa, que se realiza anualmente, Herzog retrata a tribo nômade dos wodaabe, no sul do Saara. Em momento algum, ele suprime o desconhecido e o irritante em suas observações, enfatizando, assim, a identidade inconfundível da antiga tribo do povo dos fulbes.

O Início e o Fim da Linguagem

Últimas Palavras

Direção: Werner Herzog, p/b, 13 min., 1967.

O cenário é o nordeste da ilha de Creta: a polícia usa de violência para levar um homem da ilha de Spinalonga para a ilha principal. Esse homem, um tocador de lira, se recusa a fazer qualquer declaração sobre suas experiências. As pessoas fazem suas próprias suposições.

O País do Silêncio e da Escuridão

Direção: Werner Herzog, colorido, 85 min., 1971.

Aparentemente este é um documentário sobre surdos-cegos: alguns encontraram refúgio num asilo; outros estão abandonados sem esperança alguma. Num plano mais profundo, o espectador descobre um ensaio fílmico e sensorial sobre a comunicação, que também constitui o momento do devir humano.

How Much Wood Would a Woodchuck Chuck

Direção: Werner Herzog, colorido, 45 min, 1976.

Observações sobre o Campeonato Mundial dos Leiloeiros de Gado, realizado em 1975,em Fort Collins, no Colorado. Herzog observa a ladainha dos leiloeiros, que o leigo mal entende. Para o diretor, a linguagem deles, cujo som lembra o de um berimbau, tem “algo de assustador e fascinante” e poderia “ser a última poesia lírica imaginável”.

A Pregação de Huie

Direção: Werner Herzog, colorido, 42 min., 1980.

Bem no centro do Brooklyn, em uma área decadente, o bispo Huie L. Roger prega no “Greater Bible Way Temple“, e encanta os fiéis com sua paixão. Werner Herzog fascina os fieis com sua impetuosidade. Werner Herzog observa o que ocorre de forma bem tranquila e concentrada, abstendo-se de comentar.

Fé e Moeda

Direção: Werner Herzog, 44 min, colorido, 1980

Há anos, quase que diariamente, o pregador televisivo Dr. Gene Scott se põe diante da câmera pronunciando suas ideias acerca do cristianismo; elas têm como objetivo angariar doações em dinheiro.

Guerreiro e Perpetrador

Medidas Contra Fanáticos

Direção: Werner Herzog, colorido, 12 min., 1969.

Algo estranho acontece na pista de corrida de trotes (em Munique-Daglfing). Tipos quase indefiníveis surgem diante da câmera e afirmam que estariam ali exercendo seu dever de proteger os cavalos dos fanáticos. Porém, não é possível identificar uma ameaça em nenhum lugar.

A Defesa sem Precedentes do Forte Deutschkreutz

Direção: Werner Herzog, p/b, 15 min., 1966.

Quatro jovens invadem uma fortaleza antiga e abandonada e encontram armas, capacetes de aço e uniformes deixados para trás. No início, eles ainda se apropriam dos objetos de forma jocosa, mas a brincadeira ameaça virar algo mais sério. Eles se exercitam, atiram e esperam pelo inimigo, porque “têm que mostrar serviço!“

Ecos de um Império Sombrio

Direção: Werner Herzog, colorido, 87 min., 1990.

Uma busca por pistas de Jean-Bédel Bokassa (1921–1996), o ditatorial presidente e posterior imperador da África Central. O ponto de partida é a investigação do jornalista norte-americano Michael Goldsmith, que no passado por pouco escapara da morte em uma prisão de Bokassa.

O Pequeno Dieter Precisa Voar

Direção: Werner Herzog, colorido, 80 min., 1997.

Com 18 anos de idade, Dieter Dengler tinha deixado a sua cidade natal na Floresta Negra. Ele fora aos EUA para ser piloto. Após desvios pela Força Aérea, chegou à Marinha americana, ficou estacionado como piloto de caça em um porta-aviões, foi convocado para o Vietnã, abatido sobre o Laos e feito prisioneiro. Após uma fuga aventuresca, chegou à Tailândia, e de volta à sua unidade. Werner Herzog observa o homem em sua casa perto de São Francisco (EUA), vai com ele visitar a velha pátria na Floresta Negra e acompanha-o ao extremo Oriente, onde pede que Dieter Dengler reencene as estações de sua fuga. Um adendo póstumo relata o enterro de Dieter Dengler no cemitério dos soldados de Arlington em 2001.

Balada de um Pequeno Soldado

Direção: Werner Herzog, colorido, 45 min., 1984.

Fevereiro de 1984: Em um pedaço de terra distante e de difícil acesso na costa do Atlântico, os índios miskitos lutam contra o exército sandinista. Werner Herzog e o jornalista fotográfico Denis Reichle observam principalmente os soldados-criança nas fileiras dos miskitos.

 Decolagem e Queda

Gasherbrum

Direção: Werner Herzog, colorido, 45 min., 1984.

Em junho de 1984, os dois renomados alpinistas Reinhold Messner e Hans Kammerlander fazem uma expedição incomum. Eles querem conquistar em uma única escalada dois picos de mais de 8000m na Serra de Karakorum, que são o Gasherbrum 1 e o Gasherbrum 2, e isso sem equipamento de oxigênio, sem grande bagagem e sem retorno intermediário ao acampamento de base. Herzog acompanha a expedição até o acampamento de base nas geleiras eternas.

O Grande Êxtase do Entalhador Steiner

Direção: Werner Herzog, colorido, 47 min., 1973/74
Um retrato incomum do ex-campeão mundial de salto de esqui, Walter Steiner. No centro do filme está a competição de Steiner na Semana Internacional de Salto de Esqui na grande rampa de Planica

(Eslovênia) em março de 1974.

O Diamante Branco

Direção: Werner Herzog, colorido, 88 min., 2004
Werner Herzog acompanha o engenheiro aeronáutico Graham Dorrington (Universidade de Londres) à Guiana. Dorrington havia construído um pequeno dirigível com o objetivo de explorar a flora e a fauna das copas das árvores. Ele testa o dirigível próximo às cataratas de Kaieteur. Para o diretor não se trata de uma exploração na busca de conhecimentos biológicos, mas da observação de pessoas em situações extremas.

Além do Azul Selvagem

Direção: Werner Herzog, colorido, 81 min, 2005.

Um extraterrestre relata sua fuga de um planeta congelado em uma galáxia longínqua; discorre sobre as tentativas de se estabelecer na Terra e por fim revela seu conhecimento secreto, conseguido também pela CIA, acerca de uma viagem em direção oposta. Na busca por um novo habitat, cinco astronautas viajam pelo universo e exploram o planeta abandonado, “além do azul selvagem“. Quando retornam após 820 anos, a Terra está inabitada.

 

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 6 a 11 de setembro de 2011

 Terça-feira (6 de setembro)

14:00 – Seminário Fundação Social Itaú (até as 18h)

Mostra Werner Herzog (entrada franca)

19:00 – O Pequeno Dieter (80 minutos)  + Balada de um Pequeno Soldado (45 minutos)

Quarta-feira (7 de setembro)

Mostra Werner Herzog (entrada franca)

15:00 – Além do Azul Selvagem (81 minutos)

17:00 – Sou o que São Meus Filmes – Parte 1  (93 minutos)

19:00 – Sou o que São Meus Filmes – Parte 2 (97 minutos)

Quinta-feira (8 de setembro)

Mostra Werner Herzog (entrada franca)

15:00 – O Diamante Branco (88 minutos)

17:00 – Gasherbaum  (45 minutos) + O Grande Êxtase do Entalhador Steiner (47 minutos)

20:00 – Pré-estreia Além da Estrada (entrada franca)

Sexta-feira (9 de setembro)

Mostra Werner Herzog (entrada franca)

15:00 – Gasherbaum  (45 minutos) + O Grande Êxtase do Entalhador Steiner (47 minutos)

17:00 – Além da Estrada

19:00 – Além da Estrada

Sábado (10 de setembro)

Mostra Werner Herzog (entrada franca)

15:00 – O Diamante Branco (88 minutos)

17:00 – Além da Estrada

19:00 – Além da Estrada

Domingo (11 de setembro)

Mostra Werner Herzog (entrada franca)

15:00 – Gasherbaum  (45 minutos) + O Grande Êxtase do Entalhador Steiner (47 minutos)

17:00 – Além da Estrada

19:00 – Além da Estrada

 

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COM A PALAVRA…WERNER HERZOG!

Werner Herzog (1942-_)

Alguns acontecimentos às vezes têm o poder estranho e bizarro de fazer sua verdade inerente parecer inacreditável. “

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