Arquivo do mês: maio 2011

COM A PALAVRA…SAMUEL FULLER!

Samuel Fuller (1912-1997)

“O cinema é um campo de batalha!”

Deixe um comentário

Arquivado em Clássico, Diretores, Frases

PROJETO RAROS COMEMORA CENTENÁRIO DO ATOR VINCENT PRICE!


A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) realiza na sexta-feira, dia 27 de maio, às 20:15, uma sessão especial para comemorar o centenário do ator Vincent Price (1911-1993). Ator-fetiche para os fãs de cinema de horror, Price nasceu há exatos 100 anos, no dia 27 de maio de 1911, no estado de Missouri, nos Estados Unidos. Para celebrar a ocasião, o Raros exibe uma das obras mais emblemáticas da longa carreira de Price (que atuou em mais de 100 filmes): o clássico O Abominável Dr. Phibes (1971), de Robert Fuest.

 Em O Abominável Dr. Phibes Price interpreta o papel-título, um cirurgião respeitado e de comportamento bizarro que, depois de perder sua esposa durante uma cirurgia, prometeu vingança aos médicos que a operaram. Um a um, ele vai exterminando a todos, usando o Velho Testamento como referência para os assassinatos. Graças à direção estilizada de Robert Fuest e ao visual rebuscado (fruto do original trabalho de direção de arte de Bernard Reeves e dos figurinos de Elsa Fennell), O Abominável Dr. Phibes foi muito bem recebido e desde então se transformou em objeto de culto, não apenas pelos fãs do gênero, mas pelos cinéfilos em geral. O sucesso do filme foi tão grande que gerou uma sequência, A Câmera de Horrores do Dr. Phibes, lançada em 1972.

O Abominável Dr. Phibes será exibido numa cópia em DVD, com legendas em português. A entrada é franca.

O Abominável Dr. Phibes (The Abominable Dr. Phibes), de Robert Fuest. Inglaterra/EUA, 1971, 94 minutos. Com Vincent Price, Joseph Cotten, Virginia North e Terry-Thomas.

Deixe um comentário

Arquivado em Horror, Humor, Mostras, Suspense

OS MONSTROS INVADEM A SALA P.F. GASTAL!

Frankenstein (1931). Direção: James Whale

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3° andar) exibe a partir de terça-feira, 24 de maio, uma pequena mostra em homenagem a três clássicos monstros do cinema, que em 2011 completam 80 anos de existência: o vampiro da Transilvânia imortalizado por Bela Lugosi em Drácula, a criatura imaginada pela escritora Mary Shelley e vivida pela primeira vez no cinema por Boris Karloff em Frankenstein, e o assassino de crianças saído da mente do cineasta alemão Fritz Lang em M, o Vampiro de Düsseldorf. Três obras-primas do cinema, todas lançadas em 1931, e que desde a sua estreia se transformaram em autênticos ícones da cultura cinematográfica.

PROGRAMAÇÃO

 Drácula, de Tod Browning (EUA, 1931, 75 minutos)

Apesar de existirem numerosas adaptações cinematográficas do célebre romance de Bram Stoker, nenhuma se mantém mais duradoura do que esta versão original de 1931. Erguendo-se ameaçadoramente entre as sombras dos Montes Cárpatos, na Transilvânia, o castelo do Conde Drácula apavora os habitantes da vila. Certo dia, ao receber em seu castelo a visita de um jovem advogado, Drácula irá se apaixonar ao ver um retrato de sua noiva, saindo de seus domínios em busca da desafortunada jovem. O ator húngaro Bela Lugosi, estrelando como Conde Drácula, se tornou o mais popular vampiro das telas. Especialista em terror, o diretor Tod Browning dirigiu outras obras marcantes do gênero, como Freaks (1932). Exibição em DVD.

 Frankenstein, de James Whale (EUA, 1931, 70 minutos)

Boris Karloff estrela como o mais memorável monstro do cinema, neste que é considerado por muitos um dos maiores filmes de terror de todos os tempos. Dr. Frankenstein (Colin Clive) desafia os limites entre a vida e a morte ao criar um monstro (Boris Karloff) usando parte de corpos sem vida. A adaptação do diretor James Whale do romance homônimo de Mary Shelley e a marcante atuação de Karloff como a criatura em busca de identidade, fizeram de Frankenstein uma obra-prima do cinema. Exibição em DVD.

 

M, o Vampiro de Düsseldorf (M), de Fritz Lang (Alemanha, 1931, 111 minutos)

No final da década de 20, um assassino de crianças aterroriza uma cidade alemã. A polícia sai à procura do infanticida, deixando as ruas repletas de guardas, ameaçando as atividades criminosas do submundo do crime. A bandidagem organiza-se e captura o assustado assassino, levando-o para um julgamento onde decidirão se o entrega a justiça ou o condena à morte. Primeiro filme sonoro de Fritz Lang e para muitos a sua obra máxima. O grande cineasta alemão encontrou no ator Peter Lorre a expressão perfeita para refletir realisticamente o medo, a demência e a languidez do assassino Hans Beckert. Exibição em DVD.

 

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 24 a 29 de maio de 2011

 Terça-feira (24 de maio)

15:00 – Frankenstein

17:00 – Drácula

19:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

 Quarta-feira (25 de maio)

15:00 – Drácula

17:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

19:00 – Frankenstein

 Quinta-feira (26 de maio)

15:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

17:00 – Frankenstein

19:00 – Drácula

 Sexta-feira (27 de maio)

17:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf

 Sábado (28 de maio)

17:00 – Frankenstein

Domingo (29 de maio)

15:00 – Drácula

17:00 – M, o Vampiro de Düsseldorf


Deixe um comentário

Arquivado em Clássico, Horror, Mostras, Suspense

INIMIGOS PÚBLICOS: DILLINGER SOB A MIRA DE MICHAEL MANN

A grande depressão econômica que atingiu os E.U.A no final dos anos 1920, persistindo durante boa parte da década seguinte, gerou uma alarmante taxa de desemprego que levou milhares de americanos a um estado de penúria e desesperança. Um dos efeitos colaterais desta recessão foi o alto índice de criminalidade que assolou o país. Este período foi propício para a proliferação de famigerados assaltantes de banco, como Baby Face Nelson, Pretty Boy Floyd, o casal Bonnie Parker e Clyde Barrow e o lendário John Dillinger.

Estes criminosos geravam sentimentos ambíguos na população, angariando repulsa e simpatia por seus feitos, afinal, as principais vítimas de seus atos eram as instituições bancárias, consideradas pela maioria dos americanos como as grandes responsáveis pela derrocada econômica do país. Muitos destes anti-heróis, apesar de romantizados através dos filmes de gangsteres e da literatura pulp, eram sociopatas violentos que não hesitavam em metralhar qualquer um que estivesse entre eles e um cofre. John Dillinger era um homem perigoso, porém, com charme e inteligência soube como poucos tirar proveito da opinião pública ao seu favor. A figura romântica do marginal que nunca assaltava cidadãos comuns, lesando apenas os bancos, gerava a simpatia necessária para que pudesse se esconder com tranqüilidade entre os populares sem que fosse denunciado. Uma série de crimes audaciosos e fugas espetaculares transformaram Dillinger numa lenda, e no “inimigo público número um” da América.

O diretor Michael Mann, mais do que reconstruir rigorosamente a biografia de John Dillinger, se dedicou em recriar a atmosfera mítica que cercava a sua figura, reproduzindo os principais fatos de sua carreira criminal, mas evitando a visão sórdida dos fatos, ao contrário do que fez John Milius no excelente “Dillinger” (1973). Johnny Depp fornece ao personagem charme e consistência, elementos necessários para se compreender o fascínio que este anti-herói exercia sobre as classes populares. O embate entre Dillinger e seu implacável perseguidor, o oficial federal Melvin Purvis (Christian Bale), revela o outro lado da moeda, as articulações do estado para deter um criminoso de alta periculosidade a qualquer custo.

A francesa Marion Cotillard desembarca de vez no cinema norte-americano numa competente interpretação de Billie Frechette, a incauta namorada de Dillinger. A relação do casal é apresentada por Mann como um caso de amor trágico, mas que na realidade nada tinha de monogâmica, pois Dillinger, um notório apreciador das mulheres, estava sempre rodeado de prostitutas, fato que originou diversas lendas sobre seus dotes sexuais.  Se o famoso apetite sexual do personagem não é devidamente explorado, seus violentos conflitos com a lei são graficamente detalhados em cenas de ação captadas com impressionante realismo pelas câmeras digitais de Mann. A intensidade das cenas quase nos fazem sentir o cheiro de pólvora no ar.

Ao emular situações e diálogos típicos dos filmes de gangsteres dos anos 1930, como “O Inimigo Público” de William A. Wellman e “Anjos de Cara Suja” de Michael Curtiz, Mann realiza uma obra reverencial ao gênero e se rende ao fascínio que estas figuras marginais ainda exercem sobre o imaginário popular. Ironicamente a derrocada do próprio Dillinger ocorreu na saída de um cinema, após uma sessão de “Vencido pela lei”, um notório filme de gangsteres estrelado por Clark Gable.

Inimigos Públicos / Public Enemies / EUA/ 2009/140’

Dir: Michael Mann

Com: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, Billy Crudup, Giovanni Ribisi.

2 Comentários

Arquivado em Ação, Drama, Policial

RAROS ESPECIAL SEXTA-FEIRA 13 EXIBE HORROR MEXICANO DOS ANOS 70.

Projeto Raros da Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) apresenta nesta  sexta-feira, 13 de maio, às 20h, a produção de horror mexicana Mais Negro que a Noite, do cultuado diretor Carlos Henrique Taboada.

Quatro amigas vão residir numa antiga mansão, herdada após a morte da tia de uma delas A única cláusula para permanecerem na casa é que cuidem de Becker, um gato negro e arisco que era a única paixão da falecida tia. Após o gato ser encontrado morto, uma força estranha começa a rondar a mansão e atormentar as quatro mulheres. A tensão aumenta quando as amigas começam a ser vitimadas por mortes bizarras.

Apesar de Taboada (1929-1997) ter investido nos mais diversos gêneros, foi no cinema fantástico que ele deixou a sua marca. Seus filmes, mesmo com orçamentos modestos, costumavam se destacar pelo apuro técnico, e pela inventividade como ressoavam em pleno México temas caros ao horror gótico europeu. Crianças perversas, almas atormentadas e seres vingativos povoavam o universo sombrio de seus filmes, transformando sua obra em objeto de culto entre os admiradores do gênero. Em Mais Negro que a Noite (1975), Taboada transpõe habilmente suas referências góticas para um universo urbano e moderno, deixando de lado o bucolismo sombrio de obras anteriores como Até o Vento Tem Medo (1968) e O Livro de Pedra (1969).

Mais Negro que a Noite será exibido numa cópia em DVD, com diálogos em espanhol e sem legendas. A entrada é franca.

Mais Negro que a Noite (Más Negro quela Noche), de CarlosEnrique Taboada (México, 1975, 96 minutos). Com Claudia Islas, Susana Dosamantes, Helena Rojo e Lúcia Méndez.


5 Comentários

Arquivado em Divulgação, Fantástico, Horror, Suspense

LLOYD KAUFMAN NO BRASIL!

Lloyd Kaufman

Lloyd Kaufman, o insano criador da Troma (a mais anárquica e antiga produtora de filmes independentes dos E.U.A), e pai de personagens lendários como Toxic Avenger e Sgt. Kabukiman, estará presente no Brasil em junho, graças aos esforços dos não menos dementes produtores da Black Vomit. Além de um mostra de filmes da Troma, ocorrerá uma aula ministrada por Kaufman, sobre como produzir filmes independentes (Make Your Own Damn Movie). Os malucos interessados podem se inscrever no site http://www.blackvomit.com.br/troma/

Abaixo, o release do evento:

“A Black Vomit vai realizar em parceria com o Cine Olido uma Mostra Retrospectiva da mais antiga produtora independente em atividade no mundo, a Troma Entertainment, com a presença da lenda viva do cinema independente: Lloyd Kaufman!

Entre os dias 31 de maio e 05 de junho, serão exibidos no Cine Olido os oito maiores sucessos da Troma com legendas em português, além de três documentários sobre a produtora, sendo a maioria dos filmes inéditos no Brasil. No sábado, dia 04 de junho, a Black Vomit vai presentear os amantes do cinema independente com a mundialmente conhecida Master Class Make Your Own Damn Movie com o cineasta e dono da produtora, Lloyd Kaufman! Corra, porque serão apenas 150 vagas para a Master Class! Além de tradução simultânea e coffee break, o evento será totalmente gratuito!”

Deixe um comentário

Arquivado em Diretores, Divulgação

COM A PALAVRA… FRITZ LANG!

“Não se pode fazer um filme com preocupações sociais em que se diga que o intermediário entre a mão e o cérebro é o coração. Isso é fantasia; definitivamente”. 

Fritz Lang (1890-1976)


Deixe um comentário

Arquivado em Clássico, Com a palavra, Diretores