Arquivo do mês: dezembro 2010

TREEVENGE

Nada poderia atiçar ainda mais a minha curiosidade sobre “Hobo With a Shotgun” (com lançamento previsto para 2011) do que está pequena e sangrenta amostra de insana originalidade cometida pelo jovem realizador canadense Jason Eisener. A utilização descarada, em sua abertura, do tema de “Canibal Holocausto” (composto por Riz Ortolani), é um belo indício de que este curta não está imbuído do “espírito natalino” . Divirtam-se!

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Arquivado em Curta, exploitation, Horror, Humor

BLOODY CHRISTMAS FOR ALL!!!

Natal Sangrento (Silent Night, Deadly Night / 1984)

Natal Sangrento (Silent Night, Deadly Night / 1984)

Christmas Evil (1980)

Christmas Evil (1980)

Noite do Terror (Black Christmas / 1974)

Noite de Sombras, Noite de Sangue (Silent Night, Bllody Night / 1974)

O Terror Pode Esperar (Don't Open Edmund Purdom Till Christmas / 1984)

Santa Claws (1996)

Santa's Slay (2005)

Natal Sangrento (Silent Night, Deadly Night / 1984)

O Terror Pode Esperar (Don't Open Till Christmas / 1984)

Papai Noel às Avessas (Bad Santa / 2003)

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NEXT OF KIN : HORROR PERDIDO NA MEMÓRIA

Alguns filmes sobrevivem de forma fragmentada em nossa memória devido apenas a intensidade estética ou dramática de cenas específicas. Porém, muitas vezes não conseguimos lembrar de seus títulos, atores ou até mesmo de algo tangível sobre suas tramas que nos auxilie a reencontrar estas obras; apenas nos resta petrificada na lembrança o impacto de uma imagem. A busca incessante por um título esquecido nas brumas da memória é uma obsessão comum que aflige muitos cinéfilos, assim como a decepção de perceber, após uma revisão, que a obra não era tão interessante quando nossa memória deixava transparecer.

Uma de minhas buscas perdurou por duas décadas, desde que na adolescência, em uma madrugada qualquer no final dos anos 80, me deparei com um obscuro filme na televisão. Era um suspense ambientado em uma mansão tétrica, onde o cadáver de um velho era retirado de uma banheira, uma fonte jorrava sangue, e um maníaco perseguia uma garota com um martelo. Duas seqüências específicas me impressionaram, a que continha uma garota acuada em um banheiro espetando com um objeto pontiagudo um olho que a observava através de um buraco de fechadura, e a com um homem, que após invadir um posto de gasolina dirigindo um furgão, levava um tiro de escopeta na face à queima roupa. No entanto, um fator essencial havia me passado despercebido, o título! Empreendi uma árdua busca em diversas locadoras e acervos de amigos sem nunca obter sucesso, e como ninguém reconhecia a obra através de minhas descrições, com o tempo comecei a pensar que o filme talvez fosse uma armadilha de minha memória, uma construção fílmica constituída pelos diversos thrillers de suspense que assisti na vida. Porém, recentemente, ao assistir o documentário de Mark Hartley, Not Quite Hollywood: The Wild, Untold Story of Ozploitation (2008), que disseca de maneira formidável o cinema exploitation australiano, me deparei com um exaltado Quentin Tarantino fazendo elogios rasgados para um filme chamado Next of Kin. Para minha surpresa lá estavam as cenas que eu começara a pensar serem um amontoado de falsas lembranças; o olho sendo vazado, o assassino com o martelo, o cadáver na banheira.

Apesar do título identificado, a obra se revelou um tesouro difícil de ser garimpado na rede, mesmo com uma cópia restaurada tendo sido lançada em DVD na Austrália em 2007. Mas não demorou para, enfim, o filme chegar as minhas mãos, e graças a inestimável ajuda de Felipe Guerra, um exímio colecionador de cinema de gênero (e a mente distorcida por trás do blog Filmes Para Doidos), que gentilmente me cedeu uma cópia ripada do VHS nacional. Curiosamente o filme parece ter sido lançado no país durante os anos 1980 com dois títulos diferentes pela distribuidora MacVídeo; uma picaretagem comum nos primórdios do VHS no Brasil. Portanto Next of Kin pode ser procurado nos sebos tanto pelo nome Mais Próximo do Terror como por Terror Fatal. E para aumentar ainda mais a confusão, a versão intitulada Mais Próximo do Terror em sua capa, não trás este nome nos créditos iniciais, mas sim Próximos Parentes, uma tradução enviesada de seu título original.

Dirigido em 1982 por Tony Williams, um realizador com apenas mais um longa em seu currículo, o ainda mais obscuro Solo (1978), Next of Kin impressiona pela sua capacidade de gerar tensão através de um apurado senso estético. Sua decupagem, repleta de planos inusitados e sombrios, revela um inteligente e laborioso exercício de suspense em que o domínio da técnica foi essencial para a composição de um pesadelo gótico em plena área rural australiana; cortesia do excelente fotógrafo Gary Hansen (de Arlequim, 1980), falecido precocemente no mesmo ano.

A trama inicialmente remete a tradição dos old dark house, mas revela-se mais conectada com os giallos italianos, assim como padece esteticamente de uma inegável influência de O Iluminado (The Shining, 1980), de Stanley Kubrick. Após a morte de sua mãe, Linda (Jackie Kerin) retorna para um vilarejo no interior da Austrália para reger o negócio da família, uma mansão gótica transformada num asilo para idosos. Enquanto tenta se habituar com o novo ambiente, Linda reencontra Barney (John Jarratt), um antigo namorado, ao mesmo tempo em que começa a ser atormentada por pesadelos e bizarras lembranças de infância. Quando um dos internos é encontrado morto na banheira, segredos vêm à tona, revelando que a aparente normalidade do asilo esconde um passado de mortes misteriosas. Num período de popularização dos slashers e dos filmes splatters em geral, em que os excessos de violência gráfica eram quase obrigatórios para o gênero, Williams optou por investir na atmosfera, construindo o suspense lentamente, oscilando entre o real e o onírico, para culminar num banho de sangue exemplar, mais pela inteligente orquestração do mise em scène do que propriamente pela quantidade de glóbulos vermelhos na tela.

Acho interessante a capacidade que possuem alguns diretores, principalmente de filmes de baixo orçamento, de canibalizar outras obras transformando suas referências em releituras repletas de elementos originais, mesmo que muitas vezes flertem descaradamente com o simples plágio. O cinema de Mario Bava e Dario Argento parece ter sido um forte referencial para o fotógrafo Gary Hansen, e para o roteirista Michael Heath, que em 1984 seria parceiro de David Blyth em Guerra para a Morte (Death Warmed Up). Impossível não perceber visualmente as influências barrocas de Mario Bava, ainda mais nas citações explicitas a Kill Baby Kill (Operazione Paura,1966), com a imagem da garotinha vagando por corredores sombrios de posse de uma bola vermelha. Dario Argento se faz presente na estrutura “giallistica” do roteiro, no virtuosismo técnico e na excelente trilha sonora do alemão Klaus Schulze, que remete a sonoridade do Goblin, parceiros de Argento em alguns de seus filmes mais inspirados. O Iluminado, de Kubrick, é pontualmente citado, seja pela ambientação, onde o hotel assombrado é substituído por um asilo igualmente tétrico, pela famosa cena do cadáver na banheira, ou a seqüência do elevador se esvaindo em sangue, aqui transformado modestamente em um chafariz.

Apesar de tantas citações, Williams conseguiu fugir habilmente da armadilha de transformar sua obra numa mera fotocópia de outros filmes do gênero, ou num festival de obviedades. A inteligente decupagem da seqüência final, onde Jackie Kerin se refugia de um psicótico em um posto de gasolina, é uma demonstração da originalidade e da perspicácia de Williams, que utiliza a dilatação do tempo de forma exemplar, sustentando a tensão até a inevitável explosão de violência.

Após Next of Kin, Tony Williams voltou-se para a televisão, dirigindo principalmente obras publicitárias, e jamais retornou ao cinema. A fria recepção por parte dos críticos australianos daquele período talvez seja um dos motivos deste inexplicável afastamento. De fato, o filme não foi um sucesso comercial em seu lançamento, mas com o tempo foi adquirindo o status de filme de culto, influenciando uma geração de futuros realizadores australianos, como Greg Mclean, diretor de Wolf Creek- Viagem ao Inferno (Wolf Creek, 2005) e Morte Súbita (Rogue, 2007). Não foi à toa que Maclean escalou o veterano John Jarratt para interpretar o caipira sociopata de Wolf Creek.

Infelizmente a inacessibilidade do DVD dificulta o resgate desta pequena pérola das brumas do esquecimento. Porém, após revê-lo tantos anos depois, foi gratificante perceber que Next of Kin é tão interessante quanto minha memória insistia em transparecer.

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E AINDA DIZEM QUE ESTE PAÍS É LAICO!

Uma “conveniente” lei municipal impediu que a campanha financiada pela Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos circulasse em alguns ônibus de Porto Alegre. Lamentável o fato de que num país dito laico, frases instigantes e reflexivas como “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas”, e “Religião não define caráter”, sejam consideradas “material ofensivo”. Ainda mais em uma época que é impossível ligar o rádio ou a televisão sem ter algum padre ou pastor nos enfiando garganta abaixo uma suposta verdade metafísica absoluta, ou tentando nos vender um pedaço do paraíso, ou uma salvação instantânea em troca de nosso dinheiro, cérebro e bom senso. Onde está a censura contra os usurpadores que lucram com a fé alheia? Em tempos de politicamente correto, liberdade de expressão parece estar se tornando uma expressão inconveniente. Enquanto alguns religiosos gostam de utilizar a frase: “O que Jesus diria?”, eu, no entanto, prefiro perguntar: “O que o Monty Phyton diria?”.

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HIT ME LIKE A MAN!

Meus vampiros a laser prediletos estão de volta! E para aquecer o sangue, e afiar as estacas, antes do lançamento do novo álbum, Three-Gun Mojo,  previsto para fevereiro pela Terröten Records, divirtam-se com uma bela amostra da força hipnótica deste trio de “desmortos” barulhentos …Hit Me Like a Man!

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