Atendendo a pedidos, estou inaugurando uma nova seção no Cinema Ex Machina, onde eventualmente irei postar as estranhas e divertidas parafernálias que formam a minha peculiar memorabilia de cinéfilo. E para iniciar a seção… nada melhor que começar o dia bebendo um café forte na inusitada CANECA DO LUCIO FULCI! Encontrei esta caneca em homenagem ao mestre do gore italiano na loja Profondo Rosso, em Roma. Custou salgados doze euros, mas como resistir a uma caneca estampada com cenas de “Zumbi 2″ e “Pavor na Cidade dos Zumbis”?
Após 16 dias de intensas atividades, unindo fãs do cinema fantástico de várias partes do Brasil e do exterior, chegou ao fim mais um FANTASPOA! Em sua oitava edição o festival foi coroado com a ilustre presença de Stuart Gordon, que gerou uma histórica e lotada sessão comentada de Re-Animator. Apesar de ter me desligado da organização do festival em 2011, este ano participei como jurado da mostra Apocalipse Zumbi, junto com meu amigo e especialista em Sci-Fi anos 50, Marcelo Severo. Elegemos a divertida comédia de humor negro “Pushin Up Daisies” como o melhor filme da mostra, ou numa justificativa de crítico sério: ”Pushin Up Daisies pela inventividade da trama ao utilizar a mítica figura dos zumbis como elemento desestabilizador para satirizar as convenções cinematográficas, num implacável exercício de humor negro”.
Abaixo a lista de vencedores do júri oficial. Em breve mais relatos sobre o festival.
CURTAS-METRAGENS
MELHOR CURTA NACIONAL LIVE-ACTION:
OS DESALMADOS, dirigido por Raphael Borghi
MELHOR CURTA NACIONAL ANIMAÇÃO:
CÉU NO ANDAR DE BAIXO, dirigido por Leonardo Cata Preta
MELHOR CURTA INTERNACIONAL LIVE-ACTION:
PICNIC, dirigido por Gerardo Herrero
MELHOR CURTA INTERNACIONAL ANIMAÇÃO:
CANÇÃO DE BLACKWATER, dirigido por Bo Mathorne
MOSTRA APOCALIPSE ZUMBI
Pushin’ up Daisies, dirigido por Patrick Franklin
MOSTRA PANORAMA
MELHOR DIRETOR(A): Martha Stephens, A Canção do Peregrino
MELHOR FILME:
Kid-Thing, de David Zellner
COMPETIÇÃO IBERO-AMERICANA
MELHOR FILME:
Toupeiras, de Emiliano Romero
MELHOR DIRETOR:
Nicanor Loreti (Diablo)
Menção honrosa pela memória do cinema fantástico: Alucardos, de Ulises Ulicardo Guzman Reyes
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
MELHOR FILME:
O Alvo, de Alexander Zeldovich
MELHOR DIRETOR:
David Jarab – Mão-Cabeça-Coração
MELHOR ATOR:
Tihomir Stanic – O Inimigo
MELHOR ATRIZ:
Victoria Bidwell – Pele Reconfortante
MELHOR ROTEIRO:
Tomasz Thomson, por Snowman’s Land
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS:
Inato (Alex Chandon)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Yuji Tsuzuki, por O Contrabandista
BANHO DE SANGUE:
Raiva (Aharon Kesales e Navot Papushado)
RAINHA DO GRITO:
Anessa Ramsey – Ritos da Primavera
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI/CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA:
The Girl from the Naked Eye (Jason Yee)
“O CineF exibe na sua 3ª sessão da “Mostra Malditos dos anos 1970″ o filme Suspiria (1977), dirigido pelo mestre do cinema de horror, o italiano Dario Argento. Suspiria será exibido na próxima segunda-feira (07/05) às 18:30 no Auditório II da FABICO”.
Após a sessão estarei debatendo com o público sobre a obra de Dario Argento. Uma boa oportunidade para os fãs do horror italiano trocarem idéias. Apareçam!
Nesta sexta-feira, às 20h na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, o Projeto Raros retorna homenageando um dos grandes ícones da comédia italiana, Mario Monicelli, com a exibição de “A Moça com a Pistola” (La Ragazza Con La Pistola / 1968).
Durante os anos sessenta, Assunta (Monica Vitti) é uma típica habitante de um vilarejo siciliano onde imperam rígidas e arcaicas tradições familiares. Após ser raptada, seduzida e abandonada por Vincenzo (Carlo Giuffrè), Assunta é obrigada pela família a lavar sua honra com sangue. Munida com uma velha pistola ela empreenderá uma incansável perseguição ao amante fugitivo; sua busca a levará até a Inglaterra, em plena efervescência da Swinging London. Os conflitos culturais entre a modernidade de uma metrópole inglesa e um vilarejo da Sicília colocam Assunta em situações cômicas e inusitadas, que afetarão sua visão de mundo, assim como sua relação com os homens que cruzam seu caminho. Monica Vitti brilha intensamente no papel da histérica, atrapalhada e obstinada moça em busca de vingança. Como bem observou o crítico francês Luc Moullet, “a musa de Antonioni, nunca esteve mais à vontade que sob a direção de Monicelli”.
Após anos de luta contra um câncer, Mario Monicelli cometeu suicídio em novembro de 2010, aos 95 anos de idade, saltando da janela de um hospital em Roma. Deixou como legado obras que marcaram época e definiram um estilo peculiar que influenciou as comédias italianas, um humor cruel, estridente e repleto de melancolia, que pode ser visto em filmes como Os Eternos Desconhecidos (1958), O Incrível Exército de Brancaleone (1966), e Meus Caros Amigos (1975).
A Moça com a Pistola (La Ragazza Com La Pistola/ Itália / 1968), de Mário Monicelli. Com: Monica Vitti, Carlo Giuffrè, Stanley Baker. PROJETO RAROS, SALA P.F.GASTAL, SEXTA DIA 27, 20H, ENTRADA FRANCA.